‘Reaposentadoria’ deve elevar o déficit do INSS Aposentados que voltaram a trabalhar reivindicam na Justiça o direito de que o novo período de contribuição...

‘Reaposentadoria’ deve elevar o déficit do INSS
Aposentados que voltaram a trabalhar reivindicam na Justiça o direito de que o novo período de contribuição seja considerado e possam, com a obtenção do recálculo da aposentadoria anterior, receber maiores benefícios previdenciários. A “reaposentadoria”, ou “desaposentação”, como tem sido chamada, pode ser aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento que começou em 16 de setembro e deverá ser concluído em novembro ou dezembro.
O ministro Marco Aurélio Mello, relator do processo, deu o primeiro voto favorável à reaposentadoria, com argumento de que seria injusto que o trabalhador não pudesse incluir no cálculo as novas contribuições. Segundo Mello, 500 mil aposentados voltaram à ativa. O ministro José Antonio Toffoli pediu vistas do processo. Técnicos do governo preveem que se a tese for vencedora seria preciso uma nova reforma da Previdência, pois milhões de segurados poderiam pedir novo cálculo dos ganhos. O mecanismo poderia gerar um déficit extra de R$ 2,7 bilhões por ano na Previdência. (Págs. 1, A4 e A5)

Fed ampliará afrouxamento monetário
A ata da última reunião do Federal Reserve Bank deixa claro que o banco central norte-americano está prestes a executar mais uma vez a política de “afrouxamento quantitativo”, despejando centenas de bilhões de dólares na compra de títulos do Tesouro de longo prazo. O anúncio poderá ser feito, segundo analistas, já na próximo encontro do Fed, em 2 e 3 de novembro. Ontem, após a divulgação do teor da ata, o dólar teve a maior baixa em 15 anos em relação ao iene e seu menor nível histórico em relação ao franco suíço.
A promessa de mais frouxidão monetária nos EUA valoriza as moedas dos países emergentes e do Japão. A Tailândia instituiu ontem imposto de 15% sobre ganhos de capital e juros pagos por títulos do governo e das estatais. (Págs. 1 e C2)

Fibra ganha aumento de capital
O banco Fibra recebeu uma injeção de capital de R$ 92 milhões do controlador, o grupo Vicunha, da família Steinbruch, para cobrir uma diferença no balanço causada por registros duplicados de receitas de operações de hedge. Segundo o banco, houve um erro operacional de contabilização de receita entre 2008 e meados deste ano. Antônio Francisco Lima Neto, presidente do banco, diz que o erro foi detectado na revisão dos sistemas de controle de risco. (Págs. 1 e C1)

Netbook fica aquém das expectativas
A expansão de 491% nas vendas no ano passado aqueceu a expectativa de que os netbooks passariam a ser a nova sensação do mercado. Mas em 2010 a demanda se ajustou e o crescimento é de 20%, muito abaixo dos 150% esperados. Para fabricantes e analistas ouvidos pelo Valor, o netbook passou a ser um produto de nicho de mercado. O segmento deve manter uma participação restrita no mercado de computadores, próxima de 10%, tendo como público-alvo pessoas que precisam de um equipamento com teclado e mobilidade para trabalho remoto.
O crescimento abaixo do esperado seria resultado da concorrência indireta dos smartphones e dos notebooks, que também baixaram de preço. Analistas preveem que com a chegada maciça de tablets ao Brasil, a partir de 2011, o segmento pode começar a encolher, como já ocorre no exterior. (Págs. 1 e B3)

Foto legenda: Consumo recorde
A maior onda de investimentos em cimento desde o ‘milagre econômico’ atingirá R$ 15 bilhões até 2016. Para Humberto Farias, da Camargo Corrêa, o consumo vai se manter em alta. (Págs. 1 e B12)

A geração Y chega com pressa à bolsa
A geração Y detém um terço das 630 mil contas existentes na BM&FBovespa. Esses 208 mil investidores, com idade entre 15 e 35 anos, operam pelo home broker, giram mais suas carteiras, gostam de participar de chats e fóruns, são entusiastas da tecnologia e das redes sociais. Integrantes da faixa de público que mais cresce na bolsa, tornaram-se alvos estratégicos para as instituições financeiras.
A internet é o meio favorito desse público no relacionamento com as corretoras. “Enquanto os mais velhos gostam de buscar o gerente do banco ou falar com alguém da corretora, os mais jovens fogem disso”, diz Mônica Saccarelli, diretora da Link Trade, home broker da Link, que tem 31% de sua clientela na faixa de 18 a 30 anos. Os jovens querem ter acesso a ferramentas que os deixem autossuficientes, afirma Helio Pio, gerente da corretora Ágora. O tíquete médio dos investidores até 30 anos – um terço dos clientes – é de R$ 25 mil por ordem. Eles incentivam a corretora ao lançamento de ferramentas de compra e venda de ações para iPhone e iPad. (Págs. 1 e D1)

Venezuela atrai empresas da área de beleza
De olho em um mercado que figura entre os cinco maiores do mundo para cosméticos, em termos per capita. O Boticário estuda a abertura de mais de 30 lojas na Venezuela e dá os retoques finais para a inauguração de sua filial no Sambil, o maior shopping center de Caracas. Outro caso de sucesso é o da Depyl Action, rede brasileira de depilação presente em 22 Estados e que fincou suas pinças no país de Hugo Chávez em sua primeira aventura na América do Sul. (Págs. 1 e B11)

Google investe em rede de transmissão submarina de energia eólica nos EUA (Págs. 1 e B13)

Grandes fundos de hedge se deslocam para países emergentes (Págs. 1 e C8)

Disputa de caldos
Depois de anos estagnado, o mercado de caldos prontos recebe o lançamento de novos “formatos”. A Unilever, dona da Knorr, inovou com a versão em gel. A Nestlé, do Maggi, lança o caldo líquido. (Págs. 1 e B6)

Música no shopping
Embora inusitada, a decisão da rede de instrumentos musicais Made in Brazil de se expandir em shopping centers continua. A empresa acaba de abrir sua terceira loja, no Barra Shopping, no Rio. (Págs. 1 e B10)

Carne para a Rússia
A Rússia sinalizou que poderá melhorar as condições de entrada de carne brasileira no país, mas só começará a detalhar isso no fim do mês, em Genebra. (Págs. 1 e B15)

Trigo sem qualidade
Depois de ter sido exportada como matéria-prima para ração na safra passada, a recém-colhida produção de trigo brasileiro corre risco de encalhar de novo. O problema é a baixa qualidade. (Págs. 1 e B16)

Títulos perpétuos paralisados
Depois de emissões que totalizaram US$ 2,5 bilhões neste ano, o mercado internacional de títulos de renda fixa perpétuos (sem vencimento final) fechou para o Brasil. (Págs. 1 e C3)

Diretoria investe em Petrobras
O comando da Petrobras (conselho de administração, diretoria e gerência executiva) quase dobrou o investimento em ações da empresa no mês da sua oferta. (Págs. 1 e D4)

Ensinando a doar
Escolas de negócios, em número crescente, adotam cursos voltados para a “prática da filantropia”, com o objetivo de ensinar como ter uma vantagem estratégica em suas doações. (Págs. 1 e D10)

Ideias
Martin Wolf
Os EUA querem inflacionar o resto do mundo, enquanto o resto do mundo tenta deflacionar os EUA. (Págs. 1 e A13)

Ideias
Rosângela Bittar
Dilma sai do canto e tenta ser o centro da campanha, enquanto o presidente Lula exercita sua veemência nos bastidores. (Págs. 1 e A6)

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *