Nem parece que é sexta-feira, dia santo no Senado da República. Os gabinetes continuam cheios e muitos assessores, que  já haviam cancelado o happy...

Nem parece que é sexta-feira, dia santo no Senado da República. Os gabinetes continuam cheios e muitos assessores, que  já haviam cancelado o happy hour, agora estão desmarcando o jantar. O governo está jogando duro para tentar convencer parlamentares “flexíveis” a retirar assinaturas do requerimento de instalação da CPI da Petrobrás.

Mesmo os que estão longe de Brasília continuam de plantão no telefone. Um deles é Álvaro Dias, autor do requerimento, que do interior do Paraná pilota uma operação de “desconvencimento” dos colegas que estão tendentes a pular do petroleiro.

Curiosamente são os democratas os mais suscetíveis — justo eles, que foram alvejados pela operação Castelos de Areia, que tinha como objetivo claro minar as lideranças do antigo PFL. A julgar pelos movimento da tarde, o governo está prestes a conseguir o que queria.

Pelas contas do senador Gim Argello, que agora transita pelos corredores com status de articulador (quem diria!), cinco democratas já asseguraram que vão retirar as assinaturas. Faltaria, portanto, apenas o recuo de um parlamentar para melar o jogo da oposição.

A retirada só deve ser formalizada minutos antes da meia-noite. Até lá vai ser muito difícil dimensinar o quadro, especialmente porque o governo está pagando alto para empastelar a CPI.

– Tá f… !, me disse agora há pouco um senador.

Deve estar mesmo. Resta saber qual será o tamanho da fatura.

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