‘Novas’ estatais já têm R$ 24 bi O governo federal colocou nas mãos de quatro estatais o futuro de alguns de seus projetos mais...

‘Novas’ estatais já têm R$ 24 bi
O governo federal colocou nas mãos de quatro estatais o futuro de alguns de seus projetos mais ambiciosos na área de infraestrutura. Com investimentos de R$ 24 bilhões em capitalização, reestruturação e criação de estatais nos próximos dois anos, o governo quer garantir a continuidade das obras e das metas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Duas dessas estatais ainda não saíram do papel mas já estão com seus planos de estruturação concluídos. Para operar as obras de transposição do rio São Francisco, projeto estimado em R$ 6,6 bilhões, será criada a “Agnes”, sigla para Água de Integração do Nordeste Setentrional. O nome ainda é provisório, mas o estatuto da empresa, vinculada ao Ministério da Integração, está pronto e deve ser encaminhado nos próximos dias ao presidente Lula e, depois ao COngresso. A situação é parecida com a da Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), desenhada para liderar a construção do trem-bala, entre cidades de Campinas (SP), São Paulo e Rio de Janeiro. Embora o projeto ainda seja alvo de críticas quanto à sua viabilidade econômica, o governo já alocou R$ 440 milhões na proposta orçamentária de 2011. (Págs. 1 e A16)

Foto legenda: Carga pesada
Trabalhadores descarregam prensa de grande porte em Santos, um exemplo do aumento da movimentação de cargas superdimensionadas nos portos do país. Por causa das obras de infraestrutura, o Brasil atraiu armadores especializados nesse segmento de mercado. (Págs. 1 e B1)

BC prevê ‘mais do mesmo’ no câmbio
O Banco Central (BC) não julga necessário adotar medidas adicionais para tentar segurar a valorização do real. O BC avalia que as primeiras duas linhas de defesa à forte entrada de dólar são de caráter prudencial. No plano macroeconômico, o banco seguirá comprando reservas, que chegaram a US$ 280 bilhões na quarta-feira, e esterilizando os reais jogados na economia. (Págs. 1 e C1)

HSBC fecha parceria com BrasilBrokers
O HSBC vai oferecer crédito para os compradores de imóveis das 22 empresas que compõem a BrasilBrokers. A expectativa é que a parceria, fechada em um contrato de cinco anos, renovável por igual período, traga negócios de R$ 10 bilhões para a subsidiária do banco inglês no país, que vai fechar o ano com uma carteira de R$ 1,5 bilhão. Desde que a Lopes se aproximou do Itaú, a BrasilBrokers buscava caminho semelhante. Já o HSBC encontrou um atalho para crescer no crédito imobiliário, onde tem pequena participação relativa. (Págs. 1 e C3)

Margens aumentam nesta safra
A quebra da safra no norte da Europa, causada pela seca, custos menores e subsídios do governo devem garantir ao produtor rural margens bastante satisfatórias na safra 2010/2011. Com isso, espera-se que cresçam os investimentos no setor rural e se reduza o endividamento. “Os preços estão bons e vamos ter margens boas. Mas os passivos ainda pesam”, diz o diretor da Federação Brasileira de Bancos, Ademiro Vian. Hoje, os produtores estão em uma posição mais confortável, podendo até sofrer eventuais perdas moderadas, diz o economista Fernando Pimentel, da AgroSecurity. (Págs. 1 e B12)

Planalto vê erros na campanha de Dilma
O Planalto avalia que a campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, está cometendo vários erros e pondo em risco uma vitória que, há duas semanas, era dada como certa. A diminuição da participação do presidente Lula no horário eleitoral gratuito e a “aceitação do tema religioso” são duas das críticas que a cúpula do governo faz à campanha. Há uma irritação crescente com o trabalho do marqueteiro João Santana. (Págs. 1 e B6)

Aumenta disputa no mercado brasileiro de discos rígidos (Págs. 1 e B2)

Investimento direto recua
Relatório da Agência das Nações UNidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) mostra retração dos investimentos externos diretos (IED). “Guerra cambial” deve piorar o cenário. (Págs. 1 e A13)

Mais aviões
O crescimento do mercado aéreo brasileiro, que registra expansão há 16 meses consecutivos, e as boas perspectivas para o setor nos próximos anos levam as compainhas aéreas a reforçar os planos de expansão da frota. (Págs. 1 e B4)

BTG entra na STR, de petróleo
O banco de investimentos BTG Pactual, controlado por André Esteves, comprou uma participação de 9% na holding do grupo STR, do setor de óleo e gás. (Págs. 1 e B7)

J. Malucelli eleva aposta em eólicas
O braço de energia do grupo paranaense J. Malucelli prepara a instalação de um quinto parque de geração de energia eólica no Rio Grande do Sul. (Págs. 1 e B8)

Algodão tem preço recorde em NY
A demanda chinesa aquecida fez os preços futuros de algodão alcançarem o valor mais alto desde que a commodity começou a ser negociada na Bolsa de Nova York, há 140 anos. (Págs. 1 e B12)

Juros em 2011 dividem o mercado
Analistas esperam manutenção da Selic em 10,75% até dezembro, mas para 2011 as opiniões se dividem. Entre 30 analistas ouvidos pelo Valor, 15 esperam elevação da taxa em até 2,25 pontos percentuais. (Págs. 1 e C8)

Nas mãos dos minoritários
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decide que aquisições que envolvam empresas com controlador comum serão decididas exclusivamente pelos acionistas minoritários. (Págs. 1 e D1)

Anhanguera no Novo Mercado
O grupo educacional Anhanguera pretende fazer uma emissão primária de ações que pode chegar a R$ 850 milhões. Antes, vai converter suas ações preferenciais em ordinárias e migrar para o Novo Mercado. (Págs. 1 e D11)

Gestão feminina
Empresas de auditoria adotam políticas para reter executivas. Iniciativas vão de aconselhamento e “coaching” até flexibilização de horários e “home office” para grávidas e mães de filhos pequenos. Objetivo é mostrar que e possível conciliar a vida familiar e a carreira, diz Carla Bellangero, da KPMG. (Págs. 1 e D12)

Ideias
Claudia Safatle
Fazenda prepara defesa do câmbio com penalização de operações com derivativos e capitalização do Fundo Soberano. (Págs. 1 e A2)

Ideias
André Nassif
Como a queda dos juros não será rápida, só resta ao Brasil impor controles quantitativos ao ingresso de capital de curto prazo. (Págs. 1 e A14)

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *