Câmbio diminui dívidas e melhora balanços de SAs Se a queda do dólar tem efeito negativo sobre a receita das empresas exportadoras e reduz...

Câmbio diminui dívidas e melhora balanços de SAs
Se a queda do dólar tem efeito negativo sobre a receita das empresas exportadoras e reduz a competitividade de parte da indústria local diante dos concorrentes estrangeiros no mercado interno, o outro lado da moeda é o impacto positivo que a valorização do real tem sobre a dívida bruta de muitas companhias.
Entre o fim de junho e o de setembro, o dólar recuou 6,2% ante o real, em comparação com uma leve alta de 1,3% verificada no segundo trimestre. A moeda estrangeira ficou no menor patamar em dois anos, motivando medidas do governo para conter o avanço do real. (Págs. 1 e D1)

Construtoras encaram onda de processos
O boom imobiliário dos últimos três anos em São Paulo veio acompanhado de um aumento nas ações judiciais contra as construtoras. Com dificuldades em cumprir os prazos contratuais para a entrega das obras, as empresas têm sido cada vez mais acionadas judicialmente por clientes insatisfeitos. Para algumas construtoras, o crescimento no número de ações, entre 2008 e 2010, ultrapassou a casa dos 100%. O Ministério Público de São Paulo, em razão do crescimento das reclamações, ingressou com ações civis públicas contra sete construtoras.
O TJ-SP tem autorizado a rescisão de contratos e a devolução das parcelas pagas pelo consumidor, quando não há justificativa para o atraso. Para o Secovi, que representa as empresas, os atrasos na entrega das chaves são pontuais e justificados, segundo Ricardo Yazbek, citando as condições climáticas como um dos motivos para problemas. (Págs. 1 e E1)

Montadoras pedirão mais incentivos
O presidente que os brasileiros vão eleger daqui a 13 dias receberá das montadoras um pedido de incentivos para recuperar competitividade. Com o apoio de fornecedores, as montadoras prepararam um estudo que deverá ser concluído em dois meses. A razão para voltar a bater às portas do poder público se baseia na evidência de que as exportações caem ao mesmo tempo em que cresce o número de carros importados no país.
Para os dirigentes do setor, não só o real valorizado distancia o país de concorrentes como Índia. Em uma disputa na qual o Brasil já não compete como país de baixo custo, é preciso, dizem, buscar um diferencial. Eles querem ajuda governamental para financiar tecnologia, uma “Lei Rounaet” de incentivo à inteligência automotiva. (Págs. 1 e B8)

Foto legenda: Novo modelo
A locadora de automóveis Unidas, do grupo português SAG, busca um sócio no Brasil. A empresa tem uma dívida de R$ 535 milhões. Segundo Pedro Almeida, que mudou-se para o Brasil para assumir a presidência, há conversações com vários grupos, mas as negociações são preliminares. (Págs. 1 e B1)

Desempenho cai após estatização de Chávez
A maioria das empresas que passaram para as mãos do Estado na recente onda estatizante promovida pelo presidente venezuelano Hugo Chávez perdeu eficiência. O ritmo das desapropriações, segundo estudo da Conindustria, uma das principais entidades empresariais do país, se intensificou e atingiu 174 companhias em 2010, até o fim de agosto. A Sidor teve sua produção de aço reduzida em 28% desde que deixou de pertencer à argentina Techint. A Venalum, de alumínio, saiu do lucro para sucessivos prejuízos desde que foi encampada, em 2005.
Contrariamente às impressões, porém, a participação do Estado na economia está no mesmo nível de quando Chávez deu início à sua “revolução bolivariana” em 1999 – 43% do PIB. (Págs. 1 e A14)

Empresários serão um terço da Câmara
Embora o PT tenha eleito a maior bancada na Câmara dos Deputados, 88 deputados, o número de representantes de trabalhadores será bem menor do que o de empresários na próxima legislatura. Foram eleitos 169 empresários e 62 representantes de trabalhadores. Ou seja, os empresários serão quase um terço do total de 513 parlamentares.
Os partidos com maior número de empresários são o PMDB (32) e o DEM (28). O PT elegeu a maior bancada de representantes de trabalhadores (49), mas também terá 7 empresários.
O PT mesmo com a maior bancada, não terá facilidade para aprovar projetos polêmicos, como a redução da jornada semanal de trabalho e a lei que impediria demissões por justa causa. (Págs. 1 e A6)

Venda do Bretas para Cencosud confirma interesse externo por varejo mineiro (Págs. 1 e B4)

Fazenda negocia com Banco Central mudanças na BM&F (Págs. 1 e C1)

Greves ganham força
Mesmo com o crescimento econômico, as greves no país aumentaram nos últimos anos-e de forma mais consistente entre 2007 e 2009. Segundo o Dieese, no ano passado foram 516 paralisações. (Págs. 1 e A3)

Pré-sal puxa investimentos
Estudo do BNDES mostra que o setor de petróleo e gás deverá responder por 14% dos investimentos no país em 2014, medidos pela formação bruta de capital fixo. Em 2000, essa participação foi de 6%. (Págs. 1 e A4)

Dinheiro e votos de mãos dadas
Análise da prestação parcial de contas dos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra a forte correlação entre os maiores arrecadadores de recursos c os deputados eleitos em 3 de outubro. (Págs. 1 e A6)

Das telas para a vida real
Polícia Técnico Científica de São Paulo e a Prodesp recebem investimentos de quase R$ 40 milhões para trazer à realidade tecnologias comparáveis às da série de TV “CSI: Crime Scene Investigation”. (Págs. 1 e B3)

Pecuária sustentável
Dow AgroSciences lidera projeto de sustentabilidade na pecuária que pretende alcançar o dobro da produtividade média nacional, de 1 cabeça por hectare. (Págs. 1 e B11)

Securitização agrícola
Em operação estruturada pela Ecoagro, o Banco Fator concluiu recentemente a primeira emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) efetivamente distribuída no mercado brasileiro. (Págs. 1 e B12)

Acerto de contas
De olho nos R$ 90 bilhões que devem ser injetados na economia com o pagamento do 13º salário, bancos, financeiras e escritórios de recuperação de crédito se preparam para seduzir os devedores. “No último bimestre são recuperados 30% dos crédito do ano”, diz José Roberto Roque, da Aserc. (Págs. 1 e C1)

Muito além da seleção
Crescimento do mercado e das empresas instaladas no país muda o perfil exigido dos executivos de RH. Em alguns casos, a busca por esse novo profissional tem demorado até seis meses. (Págs. 1 e D10)

Ideias
Sergio Leo
Na área externa, prioridade do governo é juntar esforços com outros países para evitar a “guerra cambial”. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Luiz Carlos Mendonça de Barros
Há um novo período de descolamento entre os mercados acionários dos países emergentes e o dos países ricos. (Págs. 1 e A13)

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