IOF vai a 6% para valorizar dólar Imposto que incide sobre investimentos de estrangeiros já havia subido de 2% para 4%; governo atua também...

IOF vai a 6% para valorizar dólar
Imposto que incide sobre investimentos de estrangeiros já havia subido de 2% para 4%; governo atua também no mercado futuro

O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou ontem novas medidas para tentar segurar a entrada de dó1ares no mercado e, em consequência, conter a queda da moeda americana. Mais uma vez, o instrumento escolhido foi o Imposto sobre Operações Financeiras. A primeira medida é no mercado à vista: o IOF sobre os investimentos de estrangeiros em renda fixa subiu de 4% para 6%. A tarifa já havia sido elevada recentemente de 2% para 4%. A segunda medida e no mercado futuro: o IOF que incide sobre as margens que são pagas pelos investidores estrangeiros ao aplicar nesse mercado subiu de 0,38% para 6%. 0 aumento vale somente para os estrangeiros. 0 objetivo e reduzir a rentabilidade das operações no mercado futuro e diminuir a alavancagem. 0 volume de margem dos estrangeiros hoje e de US$ 20 bilhões, o que significa a possibilidade de fazer negócios da ordem de US$ 200 bilhões. (Págs. 1 e Economia B1)

Efeitos são incertos
Especialistas do mercado manifestaram dúvidas sobre as novas medidas anunciadas pela Fazenda. Nos últimos dias, o governo pressionou diretores da BM&F Bovespa para alertar regras do mercado futuro porque acredita que a maior pressão sobre o real venha dessas operações. (Págs. 1 e Economia B3)

Atos contra reforma na França ficam mais violentos
A radicalização dos movimentos contra a reforma da Previdência, em especial de petroleiros e estudantes, está levando a França ao desabastecimento de combustíveis e ao aumento da violência, informa o correspondente Andrei Netto. Mais de 200 manifestantes foram presos. Filas para encher o tanque do carro chegaram a uma hora de espera. Em Marselha, o lixo deixou de ser coletado. 0 presidente Nicolas Sarkozy defendeu a reforma. (Págs. 1 e Economia B6)

2,6 mil
É o numero de postos de combustível franceses, do total de 12,5 mil, que enfrentam desabastecimento. (Pág. 1)

Foto legenda: Protesto. Policiais reprimem manifestantes em Nanterre, em meio à onda de violência por conta da proposta de mudança da aposentadoria na França. (Pág. 1)

Panfletos viram motivo de guerra entre partidos
PT e PSDB recorrem ao TSE para barrar publicações

O Tribunal Superior Eleitoral virou palco de batalha de panfletos entre PT e PSDB. Petistas acusam tucanos de estar por trás de impressos com ataques de religiosos contra Dilma Rousseff – no domingo foram apreendidos cerca de um milhão de panfletos. 0 PSDB foi a Justiça para impedir a circulação de publicações da CUT que promovem a candidata. 0 pedido foi acolhido ontem pelo TSE. 0 tribunal proibiu que a Central Única dos Trabalhadores continue a distribuir um jornal e de divulgar na internet uma revista com textos elogiosos a Dilma e críticos a José Serra. (Págs. 1 e Nacional A4)

Sindicância na Casa Civil acaba só após a eleição (Págs. 1 e Nacional A11)

Pragmático é cotado para a Presidência da China (Págs. 1 e Internacional A18)

Mineiros cobram até US$ 25 mil por entrevista (Págs. 1 e Internacional Al7)

Dora Kramer: Conversa de surdos
No debate, pesou para Dilma o primeiro turno, e aí Serra, reanimado, joga com vontade de acertar; a petista, abatida, joga com pânico de errar. (Págs. 1 e Nacional A8)

Celso Ming: Adiar a aposentadoria
São os estudantes que engrossam os protestos na França, porque o adiamento da aposentadoria significa manter fechados postos de trabalho. (Págs. 1 e Economia B2)

Notas & Informações
A invasão dos importados

Até há pouco tempo falar em desindustrialização parecia um exagero. Não é mais. (Págs. 1 e A3)

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