A oposição foi ao plenário na tarde desta terça-feira disposta a instalar a CPI da Petrobras. Conseguiu pelo menos dar uma certa dor de...

A oposição foi ao plenário na tarde desta terça-feira disposta a instalar a CPI da Petrobras. Conseguiu pelo menos dar uma certa dor de cabeça aos governistas, que ficaram numa tremenda sinuca.

Tudo começou quando o senador Alvaro Dias solicitou a destituição dos membros faltosos para que a CPI pudesse ser instalada. Dias ameaçou recorrer ao Supremo Tribunal Federal para que isso aconteça.

O líder do PMDB no Senado, Romero Jucá, disse que a condição única para a instalação é o fim da CPI do DNIT e a devolução ao governo da relatoria da CPI das ONGs, “tomada” por Arthur Virgílio do senador Inácio Arruda (PC do B-CE) numa cochilada dos governistas.

Aí aconteceu o inesperado. Arthur Virgílio foi ao microfone e renunciou à relatoria. Anunciou que a oposição concordava com o arquivamento da CPI do DNIT. E desafiou os adversários a instalar imediatamente a da PETROBRAS.

Supresos, Renan Calheiros e Aloizio Mercadante amarelaram. Disseram que Jucá falara apenas em seu nome, e que a decisão precisava ser sumbetida às bancadas do PMDB e do PT.

Dois minuitos depois de haver renunciado à relatoria da CPI das ONGs, Arthur Virgílio pediu a desconsideração do que havia dito. Ou seja: renunciou à renúncia.

O impasse deve ser levado amanhã ao STF pelo senador Alvaro Dias. Mas assessores jurídicos que estão analisando os termos do recurso dizem que há poucas chances de a obstrução governista ser levantada por decisão judicial.

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *