Estelita Hass Carazzai Um blog apócrifo que pretende se passar pelo site do candidato ao governo de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), divulgou neste sábado...

Estelita Hass Carazzai

Um blog apócrifo que pretende se passar pelo site do candidato ao governo de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), divulgou neste sábado (16) uma nota afirmando que o político teria consultado um babalorixá (um sacerdote do Candomblé) para saber se conseguiria a vitória neste segundo turno.

Segundo a nota, o pai de santo Raimundinho de Oxossi, “o babalorixá mais requisitado de Codó (MA)”, realizou diversos “encontros de descarrego” com o candidato na suíte 66 de um hotel em Porto Velho. O pai de santo teria afirmado que Confúcio será eleito “com as bênçãos dos orixás”.

O boato foi replicado em boa parte dos sites de notícias do Estado.

Confúcio, que disputa a eleição com o atual governador João Cahulla (PPS), lidera as intenções de voto em Rondônia –segundo pesquisa Ibope divulgada ontem, o peemedebista tem 52% da preferência dos eleitores, contra 39% de Cahulla.

O debate deste segundo turno em Rondônia, tal como na disputa para a Presidência, tem sido pautado pelo aborto e pela religião. Nos últimos dias, os dois candidatos fizeram reuniões com líderes e pastores evangélicos para reafirmar valores cristãos.

Cahulla, inclusive, tem falado do tema em seu programa eleitoral na TV, afirmando que é um governador “honesto e honrado” e “um homem voltado para Deus e para a família” e que, do outro lado da disputa, estão “aqueles que querem desconstruir a família, banalizar o sexo e legalizar o aborto”.

Cerca de 27% da população do Estado é evangélica, segundo o último Censo –contra 15% no Brasil.

Confúcio Moura negou, em nota, que tenha alguma relação com o blog apócrifo. “Trata-se de uma falsificação grosseira destinada a conferir valor de verdade aos boatos desatinados com que se tenta desviar a atenção do eleitor das nossas propostas”, afirmou. A campanha do peemedebista entrou em contato com a polícia para que o episódio seja investigado.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

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