Dólar sobe 1,32%, mas mercado prevê fôlego curto para alta do IOF Economistas acham que governo terá de tomar novas medidas para conter o...

Dólar sobe 1,32%, mas mercado prevê fôlego curto para alta do IOF
Economistas acham que governo terá de tomar novas medidas para conter o real

No primeiro dia de vigência da alíquota de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras para investimentos estrangeiros, estabelecida com o objetivo de conter a alta do real ante o dólar, a moeda americana mudou de direção e subiu 1,32%, para R$ 1,686. É a maior alta diária desde 29 de junho, quando o dólar avançou 1,51%. A movimentação dos mercados externos, causada por inesperada subida dos juros na China, também ajudou a puxar o câmbio para cima. A percepção dos economistas, porém, é que o Brasil está apenas
“ganhando tempo” para que os países cheguem a uma trégua na “guerra cambial”. A tendência é que as medidas adotadas ontem percam vigor e que o governo seja obrigado a lançar mão de novos mecanismos para segurar o real. (Págs. 1 e Economia B1)

Serra critica medidas
O candidato à Presidência José Serra (PSDB) criticou a política cambial do governo e disse que adotará “mudança ampla” na economia, caso seja eleito. (Págs. 1 e Nacional A9)

MP denuncia tesoureiro do PT no caso Bancoop
O Ministério Público de São Paulo pediu abertura de processo contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Ele é acusado de formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro quando dirigia a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) de São Paulo, fundada em 1996 por núcleo do PT. A defesa de Vaccari nega tudo. (Págs. 1 e Nacional A4)
R$ 68 milhões
É o rombo da Bancoop apontado pelo Ministério Público. (Pág. 1)

Justiça susta concurso dos Correios sem licitação
A Justiça Federal de Brasília suspendeu temporariamente a contratação da Fundação Cesgranrio para organizar concurso dos Correios. O juiz substituto da 5ª Vara Federal, Paulo Ricardo de Souza Cruz, disse que a lei não permite que a estatal contrate, sem licitação, qualquer entidade para aplicar as provas. A suspensão provisória do concurso é mais um capítulo da série de irregularidades recentes envolvendo os Correios, cujo presidente é David José de Matos, indicado em julho pela então ministra Erenice Guerra (Casa Civil), demitida após escândalo de tráfico de influência. (Págs. 1 e Nacional A4)

Foto legenda: Em busca de apoio e recursos
Dilma Rousseff dá entrevista em Goiânia: candidata recebeu apoio de artistas; no Rio, José Serra encontrou-se com dirigentes do PV. Tucanos enviaram carta a empresários em busca de recursos de campanha. PT elevou previsão de gastos. (Págs. 1 e Nacional A8)

Cresce pressão antirreformas na França
Mais de 1 milhão de franceses voltaram ontem às ruas na sexta jornada de protestos contra a reforma da previdência promovida pelo governo, informa o correspondente Andrei Netto. Jovens promoveram quebra-quebras e confrontos com a polícia em cidades como Paris, Nanterre, Argenteuil, Lyon e Mans. A pressão aumenta porque a lei deve ir a votação até amanhã. (Págs. 1 e Economia B7 a B9)

Foto legenda: Manifestação em Lille contra mudança previdenciária

Cristina fala em ‘nacionalizar’ a mídia argentina
A presidente Cristina Kirchner propôs a “nacionalização” dos meios de comunicação argentinos, para que “adquiram consciência nacional e defendam os interesses do país”. Ela disse que não se trata de “estatizar” a mídia, “para que amanhã ninguém dê uma manchete errada”. Ela, que costuma criticar a imprensa, disse que os jornais criticam sua política econômica, mas “foram cúmplices da política de entrega e subordinação” no passado. (Págs. 1 e Internacional A15)

Justiça tranca ação contra Igreja Universal (Págs. 1 e Vida A24)

Estatal recusa egressos de curso tecnológico (Págs. 1 e Vida A20)

Rolf Kuntz: Dólar é só um dos problemas
A alta do IOF poderá, durante algum tempo, frear a valorização do real. Mas será insuficiente para mudar a tendência do comércio exterior. (Págs. 1 e Economia B4)

Notas & Informações
Hora de arrumação

O FMI concorda com Paulo Bernardo: o próximo governo terá de arrumar as contas públicas. (Págs. 1 e A3)

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