IOF eleva dólar e protege real por tempo limitado O novo ataque à valorização cambial promovido pelo Ministério da Fazenda anteontem, com mais uma...

IOF eleva dólar e protege real por tempo limitado
O novo ataque à valorização cambial promovido pelo Ministério da Fazenda anteontem, com mais uma rodada de elevação do IOF sobre investimentos estrangeiros, jogou o dólar e os juros de longo prazo para cima e deu aos investidores a certeza de que o governo não hesitará em adotar novas medidas.
A moeda americana subiu 1,26% ontem, fechando a R$ 1,687. A alta, em boa medida, refletiu a elevação dos juros na China, que derrubou a moeda americana mundo fora. Analistas reafirmam que a tendência de fortalecimento do real no médio e longo prazos permanece, pois os fundamentos continuam os mesmos e, também, porque os investidores sabem driblar em parte os obstáculos do imposto. Há um consenso, no entanto, que sem a atuação da Fazenda o dólar estaria abaixo de R$ 1,60. (Págs. 1, C1, C2, C3 e C8)

De la Rúa diz que FMI puniu a Argentina
Vítima de violentos protestos de rua que o forçaram a renunciar em 20 de dezembro de 1999, o ex-presidente Fernando de la Rúa crê que a atitude do Fundo Monetário Internacional (FMI), à época, foi um dos fatores determinantes para que o Brasil progredisse e a Argentina, não. Para ele, o Brasil obteve apoio do FMI em 1998, não quebrou e não teve de desvalorizar o real desordenadamente. Já a Argentina foi sacrificada. “Para a Grécia, o FMI ofereceu € 30 bilhões agora. Para mim, recusaram US$ 1 bilhão”, lamenta.
De la Rúa atribui sua queda a um golpe orquestrado pelo peronista Eduardo Duhalde, a quem derrotou nas urnas, e vê no “grande progresso na política brasileira” um dos fatores que diferenciam o destino dos dois países. Desde os anos 60 até hoje, diz, o peronismo não deixou nenhum governo de oposição encerrar seu mandato. (Págs. 1 e A14)

DEM reflui e só cresce no Centro-Oeste
O DEM, ex-PFL, passou por um processo de encolhimento ao longo do governo Luiz Inácio Lula da Silva, cristalizado nas eleições do dia 3 de outubro. Sua bancada, formada na sua essência por empresários e produtores rurais, só cresceu no Centro-Oeste, onde os ruralistas têm mais força. Mas essa expansão não foi suficiente para compensar o enxugamento verificado em outras regiões do país e a bancada na Câmara caiu de 65 deputados em 2006 para 43 nesta eleição. A maior queda foi no Nordeste, onde sua representação foi reduzida quase à metade. Na Bahia, o enfraquecimento do carlismo fez o número de deputados federais do partido cair de 13 para 6.
Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o DEM não tinha representantes na Câmara há quatro anos, nesta eleição o partido elegeu um parlamentar em cada Estado. Em Goiás, passou de um para três deputados. (Págs. 1 e A8)

Foto legenda: Filha de peixe
Herdeiros de alguns dos maiores grupos do agronegócio brasileiro, como Belisa Maggi, rejeitam o rótulo de “filho do dono” e buscam reconhecimento na atividade. (Págs. 1 e B12)

‘Impressão em nuvem’, made in Brazil
A Hewlett-Packard (HP) vai anunciar hoje sua nova linha de impressoras para o mercado brasileiro, com tecnologia de “impressão em nuvem”. Essa técnica, anunciada nos EUA em abril, permite que um arquivo seja impresso a partir de qualquer tipo de aparelho – e não só de um computador -, em impressoras localizadas em qualquer parte do mundo. O processo se dá pelo envio de e-mail diretamente para a impressora, ou por uma rede de equipamentos instalados em hotéis e gráficas de todo o mundo.
A surpresa é que essa tecnologia, que levou dois anos para ser desenvolvida, foi criada a partir do laboratório de pesquisa da HP em Porto Alegre, uma unidade com 600 profissionais instalada no Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), o Ternopuc. O Google e a Xerox também já anunciaram iniciativas na área da “impressão em nuvem”. (Págs. 1 e B3)

HSBC lança fundo de ações do Brasil
O HSBC vai lançar nos Estados Unidos e no Canadá carteiras que investirão em ações brasileiras para clientes institucionais e de varejo. O objetivo é saciar o apetite nos mercados desenvolvidos por investimentos nos mercados emergentes, segundo Sylvia Coutinho, que desde março comanda a área de “asset management” do banco inglês para todo o continente americano.
Hoje, o HSBC administra fundos internacionais de ativos brasileiros de US$ 9,5 bilhões, estima a executiva. (Págs. 1 e D3)

Schin, a única cerveja brasileira nos EUA
A multinacional belgo-brasileira AB InBev, dona das marcas Brahma e Antarctica, controla quase metade do mercado de cervejas dos EUA. Mas quem quiser beber cerveja brasileira no país só vai encontrar a Nova Schin, que é vendida como marca “premium”.
Para avançar na internacionalização, a Schincariol entrou nos EUA no início do ano, com importações diretas. Seu alvo são os cerca de um milhão de brasileiros que moram no país. Já a AB InBev retirou a Brahma das prateleiras. (Págs. 1 e B5)

Pequenos produtores americanos apostam no ‘agroentretenimento’ e no turismo rural (Págs. 1 e B9)

Pós-Petrobras, mercado retoma ofertas de ações (Págs. 1 e D1)

Cadeia eólica quer linhão no NE
Para incentivar os investimentos no setor, as empresas da cadeia de energia eólica no país defendem a construção de um linhão de quase 1.000 km na costa nordestina, entre São Luís (MA) e Recife(PE). (Págs. 1 e B1)

Sabie constrói fábrica
A Sabie, uma das maiores empresas de enxovais corporativos do país, vai construir uma nova fábrica, em Feira de Santana (BA). Com a unidade, a exportação deve dobrar a participação na receita, para 6% em 2011. (Págs. 1 e B6)

Energia Elétrica/Especial
Fabricantes de equipamentos para usinas hidrelétricas contabilizam aumentos de até 50% nas receitas e projetam demanda sustentável na próxima década. “A tendência de crescimento deve se manter por pelo menos dez anos”, diz Marcos Costa, da Alstom. (Págs. 1 e Especial)

Credores da Nilza avaliam proposta
Parada desde junho e sem cumprir o plano de recuperação judicial, a Nilza apresentou aos credores uma possível compradora para seus ativos, a Airex Trading, de Manaus. A assembleia será retomada no dia 8. (Págs. 1 e Bl2)

Seguro de máquinas agrícolas
Mesmo sem os subsídios concedidos ao seguro rural, o mercado de seguros para equipamentos agrícolas cresce, atrai novas empresas e já movimenta cerca de R$ 400 milhões em prêmios. (Págs. 1 e B12)

Estabilidade a doentes graves
Jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho confere estabilidade no emprego a trabalhadores com doenças graves ou crônicas. Portadores de depressão e alcoolismo também têm sido beneficiados. (Págs. 1 e E1)

Ideias
Cristiano Romero
Ganhos do Brasil com os termos de troca são uma das principais causas da valorização do real em relação ao dólar. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Rosângela Bittar
Alguns dos eleitos em 3 de outubro trarão uma melhora qualitativa para o Senado Federal na próxima legislatura. (Págs. 1 e A6)

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