O PT vai reunir a bancada nesta quarta-feira para, mais uma vez, não decidir absolutamente nada. O partido está em esquizofrênica ciclotimia desde que...

O PT vai reunir a bancada nesta quarta-feira para, mais uma vez, não decidir absolutamente nada. O partido está em esquizofrênica ciclotimia desde que foi confrontado com a necessidade de tomar uma posição ante os escândalos que emporcalham o Senado. Até agora, apesar de cinco reuniões, dois adiamentos, duas conversas com Sarney e outra com Lula, a bancada não foi capaz de se definr.

E nem será. Os doze senadores vão tentar engabelar os eleitores dizendo que agora o importante são as reformas. Vão dizer que não insistirão na tese da licença porque ela simplesmente não adiantou nada, apesar de ter sido proposta por três outros partidos. O PT quer pegar carona no resultado que ele mesmo sabota para justificar a sabotagem.

O PT tem nove senadores que vão renovar os mandatos no próximo pleito. Eles estão morrendo de medo da reação dos eleitores. Mas nem assim terão coragem de assumir uma posição franca em defesa da volta dos valores republicanos ao chiqueiro em que se transformou o Senado Federal. Vão pagar um preço alto porque ainda há muito eleitores românticos sustentando o madato dos atuais senadores.

Os senadores, que não terão energia suficiente para um posicionamento institucional, como a crise moral exige, vão ficar choramingando pelo corredores que “infelizmente não há o que fazer”, o que é uma deslavada mentira. Caso o partido ainda tivesse alguma compostura, José Sarney seria obrigado a se licenciar do cargo de presidente e aguardar na pele de senador comum o resultado da investigação que certamente lhe será favorável.

O PT está genuflexo. Não tem coragem de enfrentar o pragmatismo do presidente Lula, que há muito abandonou a retórica moralizadora e adotou o mais deslavado pragmatismo.

Ao se ajoelhar perante Sarney, o PT, velho de guerra, depõe as armas e diz que cansou da luta. E revalida a máxima de Lord Acton, segundo a qual todo poder corrompe, e o poder absoluto corrompe aboslutamente.

 

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