Sílvio Guedes Crespo Após inúmeros elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Brasil, em diversos cadernos especiais que, vale notar, não...

Sílvio Guedes Crespo

Após inúmeros elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Brasil, em diversos cadernos especiais que, vale notar, não deixaram de também fazer críticas, o jornal britânico “Financial Times” resolveu fazer uma abordagem mais dura em um texto que analisa o aumento do imposto brasileiro sobre o capital externo.

Por meio da “Lex Column”, o diário sugeriu voto em José Serra (PSDB), citado como “o candidato de direita”. A coluna, não assinada, é uma das mais antigas do jornal e é uma espécie de editorial sobre mercados. É escrita por uma equipe própria, que não é a mesma que redige os editoriais principais, mas representa a opinião do periódico naquela seção específica.

“Ainda que a subida [de Serra nas pesquisas] tenha mais a ver com políticas de aborto do que com orçamento, a melhora da intenção de voto em Serra tem sido cumprimentada por meio de menores taxas de juros futuros para papéis brasileiros”, afirma o jornal.

O texto defende a tese de que a melhor maneira de o Brasil evitar a alta do real seria implementando uma política de austeridade fiscal. Em seguida, diz que “o candidato de direita” “tem feito pressão” para que isso aconteça. A coluna termina com a sugestão implícita de voto em Serra. “Que escolha o Brasil tem? […] Se os brasileiros acham que estão prontos para viver sob um governo mais austero, podem votar a favor disso.”

O raciocínio é o seguinte: é muito difícil, para um país com uma taxa de juros de 10,5% ao ano, não atrair capital especulativo em um mundo que está “com fome de rentabilidade”. O Brasil, então, precisaria reduzir seu juro básico. Para isso, deveria reduzir sua necessidade de captar dinheiro no exterior, o que só poderia ser feito se as contas públicas melhorassem, na avaliação do jornal.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Estadão

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