Caixa das empresas e juros baixos incentivam fusões A combinação de forte caixa das empresas multinacionais e dinheiro barato criado pelo Fed, o banco...

Caixa das empresas e juros baixos incentivam fusões
A combinação de forte caixa das empresas multinacionais e dinheiro barato criado pelo Fed, o banco central americano, está levando ao reaquecimento das fusões e aquisições entre empresas. Em termos globais, ainda há um longo e incerto caminho para retornar aos níveis pré-crise, mas bancos de investimentos de Wall Street dizem que os emergentes, o Brasil em especial, lideram a retomada.
A previsão do Credit Suisse é que o volume de transações cresça entre 15% e 20% neste ano, em relação a 2009, chegando a US$ 2,5 trilhões no mundo todo. Não deixa de ser uma recuperação, mas o desempenho ainda estão muito abaixo dos US$ 4,2 trilhões de 2007.
Para a América Latina, porém, a sensação é de uma enxurrada de fusões e aquisições, com um recorde de US$ 190 bilhões nos nove primeiros meses do ano, dos quais pouco mais da metade para o Brasil. (Págs. 1 e C1)

Gabrielli põe governança em discussão
Foco de discussão em outras campanhas eleitorais, desta vez a Petrobras, por meio de seu presidente, José Sérgio Gabrielli, entrou no debate ao sair publicamente em campanha atacando a administração da estatal durante a gestão do PSDB e enaltecendo a administração atual. Com isso, provocou discussões entre investidores e especialistas sobre a governança corporativa das estatais. “O administrador deve lealdade à companhia e não ao controlador”, diz Edison Garcia, da Associação de Investidores no Mercado de Capitais, que disse tratar-se de questão técnica, já que a obrigação consta da Lei das S.A. A assessoria da estatal afirma que Gabrielli “não participou de debate eleitoral”. “Ele defendeu o modelo de negócios que considera mais adequado para a Petrobras”. (Págs. 1 e A5)

Como a pobre Queimados atrai novas indústrias
Queimados, um dos municípios mais pobres da Baixada Fluminense, vive um boom industrial sem precedentes, com 22 empresas em fase de instalação e uma fila de pelo menos oito pleiteando vagas. A origem da corrida foi a inclusão, em janeiro, de seu distrito industrial entre as áreas do Rio beneficiadas por lei que reduziu o ICMS cobrado de novas empresas de 19% para 2%.
Até agora, os investimentos detalhados somam R$ 491,9 milhões, contando apenas a primeira fase do maior de todos os projetos, o da empresa austríaca RHI, fabricante de refratários e laminados para altos-fornos. Ela comprou área de um milhão de metros quadrados para instalar uma unidade que antes funcionava no Chile e vai gerar 400 empregos diretos, além de 1.100 indiretos. Em uma segunda fase, a RHI deve empregar diretamente cerca de 2 mil pessoas.
Outras grandes indústrias estão em fase de instalação na cidade. Uma delas é a multinacional Procter & Gamble, que vai investir R$ 30 milhões em uma fábrica que deverá abrir 600 vagas. Já em fase de instalação está a Deca, fabricante de louças e metais sanitários, controlada pela Duratex, do grupo Itaúsa. A lista inclui indústrias de setores de bebidas (Aje Refrigerantes), farmacêutico (Genus Farmacêutica), material de construção (ampliação da Quartzolit) e eletrônicos (Investiplan e CBI). (Págs. 1 e A12)

Geithner quer pacto cambial entre grandes
O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, espera usar o encontro dos ministros econômicos do G-20, no fim de semana, para avançar no esforço de “reequilibrar” a economia mundial. Ele espera convencer os outros países de que os EUA não pretendem desvalorizar o dólar como meio de conseguir prosperidade. Em entrevista ao “The Wall Street Journal”, Geithner disse que o mundo precisa muito de um acordo de diretrizes para uma política cambial. (Págs. 1 e A8)

Consumo de suco desafia a indústria
José Luis Cutrale, presidente do conselho da Cutrale: “As coisas não estão tão ruins”. A queda contínua no consumo mundial de suco de laranja é o maior desafio do setor. Mais de 500 representantes das indústrias de suco, reunidos ontem em seminário promovido pelo Valor, sugeriram esforços para ampliar as vendas aos clientes tradicionais e buscar novos mercados nos países emergentes. O presidente do conselho da Cutrale, José Luis Cutrale, disse que na próxima década o mundo terá mais 1 bilhão de habitantes, e eles terão de se alimentar. “As coisas não estão tão ruins”. Ontem, o Cade suspendeu temporariamente a associação entre a Fischer e a Citrovita.(Págs. 1 e B12)

J&J concentra comando da AL no Brasil
A Johnson & Johnson iniciou um processo de centralização de suas operações no mundo nas áreas administrativa e financeira, e o Brasil é o país que comanda a mudança na América Latina. São alterações que incluem desde a compra de material de escritório para as subsidiárias na região até a contratação de hedge. O objetivo da centralização – que gera uma maior escala nas negociações – é melhorar as condições de discussão com fornecedores e bancos. (Págs. 1 e B1)

Copom mantém Selic em 10,75% ao ano (Págs. 1 e A2)

Rossi mira o Distrito Federal
Valparaíso de Goiás, a 45 km de Brasília, vai abrigar o maior projeto imobiliário da Rossi, um bairro popular com 4 mil apartamentos e preço máximo de R$ 100 mil por unidade. (Págs. 1 e B7)

NC2 produzirá caminhões no país
A NC2 Global, joint venture entre a Caterpillar e a Navistar International no setor de caminhões, vai construir fábrica no Brasil. O local será definido no primeiro-semestre de 2011. (Págs. 1 e B8)

País capta R$ 1 bi com bônus em reais
Na primeira emissão em reais no exterior desde junho de 2007, o Tesouro Nacional captou ontem R$ 1 bilhão em bônus com vencimento em 2028 nos EUA e Europa. A procura foi três vezes superior à oferta. (Págs. 1 e C2)

Fundos terão ‘teste de estresse’
Proposta de mudança nas normas dos fundos de investimento deve ir a consulta pública nas próximas semanas. Principal novidade será a adoção de “testes de estresse” quanto à liquidez das carteiras. (Págs. 1 e D1)

Força-tarefa contra sonegação
Os Ministérios Públicos e as Fazendas de 12 Estados e do Distrito Federal iniciaram operação nacional de combate à sonegação fiscal, que deve alcançar fraudes no valor total de R$ 2 bilhões. (Págs. 1 e E1)

Ideias
Maria Inês Nassif
A linha que separa o meio e a repulsa ao difamador é tênue e os ataques a Dilma podem se transformá-la em vítima. (Págs. 1 e A6)

Ideias
Claudio J.D. Sales
“Indústria” das compensações ao redor dos processos de licenciamento ambiental cria dificuldades para vender facilidades. (Págs. 1 e A10)

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