O dia hoje não foi dos mais tranquilos no Senado. Enquanto a oposição esperava um posicionamento da base governista para a instalação da CPI...

O dia hoje não foi dos mais tranquilos no Senado. Enquanto a oposição esperava um posicionamento da base governista para a instalação da CPI da Petrobras, o que não faltou foi troca de insultos.

O festival de palavrões começou com o senador Almeida Lima (PMDB-SE). Aos berros, ele não hesitou em xingar o jornalista da Folha de São Paulo, Fábio Zanini. “Ele é um canalha com cara de canalha e consciência de canalha”, afirmou.

O discurso ofensivo foi feito direto do plenário. O motivo: a publicação de uma matéria em que o repórter mostrava que, 11 meses depois de o Supremo Tribunal Federal vetar a prática de nepotismo, cinco parlamentares continuam abrigando parentes em gabinetes da Casa.

Almeida Lima, segundo a matéria, é um deles. O senador nega. Diz que todos os parentes foram exonerados do cargo à época da súmula antinepotismo e que “não há parentesco nem no 10° grau”. E concluiu: “Dizer que isso é nepotismo é pura maldade”.

As reclamações contra o jornalista não pararam por aí. Houve também quem defendesse Zanini. Foi o caso do líder petista Aloizio Mercadante, que elogiou o repórter, mas não deixou de pedir que a matéria seja corrigida.

Mas momento mais tenso foi protagonizado pelos senadores Tasso Jereissatti (PSDB-CE) e Eduardo Suplicy (PT-SP). Dedo em riste, Tasso avançou contra Suplicy, que tentava justificar a timidez da bancada em relação aos temas mais sensíveis do momento: a crise  de Sarney e a CPI da PETROBRAS.

Tasso quase saiu no braço com Suplicy. Suplicy nem percebeu. Sorte de Tasso. Suplicy é boxeador desde criancinha.

 

A foto neste post é de Ailton Freitas, o Freitinhas, da Agência O Globo, que tomo emprestada do blog do meu amigo Ricardo Noblat.

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