O presidente do Senado, José Sarney, está novamente dizendo que não sabia dos rolos com dinheiro da fundação que leva seu nome. Matéria do...

O presidente do Senado, José Sarney, está novamente dizendo que não sabia dos rolos com dinheiro da fundação que leva seu nome. Matéria do jornal O Estado de São Paulo (leia aqui) divulgada nesta quinta-feira mostra que recursos destinados ao automuseu de Sarney no Maranhão, instalado no prédio histórico do Museu das Mercês, foram desviados. O que Sarney está dizendo é que ele não administra a Fundação, embora dentro do Convento ele tenha mandado construir o mausoléu onde quer ser enterrado.

Sarney nunca sabe de nada. Não sabia que recebia auxílio-moradia de R$ 3,8 mil, que seu neto trabalhava no gabinente de um compadre, que a mãe dele ficou com a vaga, que sua mansão não havia sido declarada à Justiça Eleitoral. Como será que ele consegue governar o Senado com assessores, familiares e contadores que lhe sonegam tantas informações?

Quanto à fiscalização do uso do dinheiro da PETROBRAS, Sarney e a PETROBRAS estão dizendo que isso não caberia nem à Fundação, nem à estatal. A falha teria sido do Ministério da Cultura, a quem compete auditar fundos arrecadados com o benefício fiscal da Lei Rouanet.

O prédio do Museu das Mercês foi doado à Fundação José Sarney pelo governo do Estado do Maranhão. A doação foi anulada pela Justiça Federal (leia artigo sobre isso aqui). Os funcionários que mantêm o museu estão na folha do Senado (leia aqui).

 

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