O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio, apresentou hoje, em plenário, nova denúncia contra o presidente da Casa, José Sarney. O pedido foi protocolado...

O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio, apresentou hoje, em plenário, nova denúncia contra o presidente da Casa, José Sarney. O pedido foi protocolado no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.

Sarney é alvo de mais um escândalo nesta crise que assola a instituição há mais de cinco meses. Desta vez, as denúncias apontam desvio de recursos oriundos da Petrobras, em 2005, para empresas fantasmas. Mais de R$ 500 mil teriam parado na conta de pessoas ligadas à Fundação José Sarney.

Agora, esta nova denúncia tem que ser analisada pela presidência do Conselho em cinco dias. O detalhe é que o presidente do Consellho de Ética ainda não foi escolhido porque os nomes dos membros do colegiado só foram indicados pelos partidos esta semana.

A denúncia, entretanto, ainda pode ser  arquivada. Isso porque segundo o regimento interno da Casa, o pedido pode não ser considerado se o autor do requerimento não tiver legitimidade para questionar o acusado, se a denúncia não identificar veracidade nas acusações ou se os fatos forem anteriores ao mandato exercido pelo denunciado.

O senador afirma que já tem uma Proposta de Emenda à Constituição em vias de aprovação, que pede a responsabilidade de parlamentares em fatos pregressos. “Vamos saber se os fatos se restringem aos fatos passados. Parece uma coisa simples, mas não é tão simples assim. Vamos ver o que acontece. Gostaria que ele (Sarney) comprovasse sua inocência e tudo isso fosse letra morta”.

Virgílio também protocolou na Procuradoria Geral da República um pedido de investigação contra o administrador do Museu das Mercês, Raimundo Nonato Quintiliano Filho, e possíveis envolvidos no repasse de verba da Petrobras.

Na próxima quarta-feira é a vez de o PSDB e outros partidos entrarem com representação contra José Sarney, desta vez no Tribunal de Contas da União.

Sobre a CPI da Petrobras, prevista para ser instalada na próxima terça-feira, Virgílio não descarta a possibilidade de Sarney ser chamado para prestar esclarecimentos. “Quero coisas concretas e consistentes. A investigação se dará, mas se a convocação do presidente Sarney será precisa e viável é outro caso. Se isso se esgota em si mesmo ou se o fio de novelo chega ao presidente Sarney, a coisa é tão grave que não gostaria de cogitar, mas se tiver que ser, vai ser”.

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