O Globo Um dia depois de o Papa Bento XVI aconselhar os bispos brasileiros a orientarem os fiéis politicamente , Frei Betto criticou, pelo... Frei Betto critica o Papa Bento XVI por pedir a bispos brasileiros que orientem os fiéis politicamente

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Um dia depois de o Papa Bento XVI aconselhar os bispos brasileiros a orientarem os fiéis politicamente , Frei Betto criticou, pelo Twitter, o pontífice. Para o religioso, Bento XVI virou cabo eleitoral de forças conservadoras.

– Pena que o Papa Bento XVI tenha virado cabo eleitoral de forças conservadoras! Por que não elogia políticas sociais que salvam vidas? – disse Frei Betto pelo microblog.

– Quando é que o Papa condenará as guerras ao Iraque, ao Afeganistão e o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba? – completou.

Na quinta-feira, Bento XVI afirmou que os religiosos devem emitir, quando necessário, juízo moral em assuntos políticos “quando projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia”.

Adepto da Teologia da Libertação, corrente criticada pela Igreja Católica por aceitar postulados do marxismo, o escritor e religioso dominicano é militante de movimentos pastorais e sociais. Frei Betto foi assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero entre 2003 e 2004.

Em outubro de 2004, Frei Betto deixou o governo por discordar da forma como foi implantado o Bolsa Família. Na sua carta de demissão, ele pergunta ao presidente: “E quando terminar a transferência de renda? Como o Bolsa Família poderá assegurar a inserção social (e não meras políticas compensatórias, como quer o Banco Mundial) sem as reformas estruturais?” O religioso defendia uma sinergia do programa com reforma agrária, de saúde, educação, saneamento e programas de microcrédito.

Mesmo fora do governo, no entanto, Frei Betto sempe manteve apoio crítico ao presidente Lula e é eleitor da petista Dilma Rousseff.

Durante a ditadura militar, Frei Betto esteve preso por duas vezes. A primeira em 1964, por 15 dias. Cinco anos depois foi condenado a cumprir quatro anos de prisão, mas teve a sua sentença reduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por dois anos.

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