Izabelle Torres O discurso ambientalista da candidata à Presidência da República derrotada, Marina Silva (PV), não a distanciou da doação financeira de uma das... Marina Silva recebeu doações de empresa investigada por poluição ambiental

Izabelle Torres

O discurso ambientalista da candidata à Presidência da República derrotada, Marina Silva (PV), não a distanciou da doação financeira de uma das grandes empresas poluidoras do país. Na lista dos doadores que colocaram na campanha da senadora mais de R$ 24 milhões, há a participação da Suzano Papel e Celulose. Investigada e denunciada por poluir rios e o ar em diversas regiões do país, a empresa repassou R$ 532 mil para o comitê financeiro da candidata.

Em julho deste ano, o Ministério Público Federal no Tocantins propôs à Justiça Federal ação civil pública contra a Suzano por conta de irregularidades na condução do processo de licenciamento ambiental de um projeto de silvicultura desenvolvido em diversos municípios do norte do estado. A poluição causada pela empresa é alvo de outras duas ações abertas pela Procuradoria da República no Piauí e no Maranhão.

Em 2008, o Correio presenciou a atuação da empresa em Mucuri (BA), perto da divisa com o Espírito Santo. Constatou que a produção de celulose no local prejudicava as nascentes dos rios e estava matando os peixes da região. Além disso, o cheiro disseminado pela atuação da fábrica era insuportável e incomodava os moradores da área.

Entre os doadores de Marina Silva também estão duas empreiteiras citadas em escândalos de corrupção. As construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez estão sendo investigadas pela Polícia Federal na Operação Castelo de Areia. Conhecidas doadoras de campanhas eleitorais, elas levaram, no ano passado, muitos parlamentares à lista de suspeitos por terem recebido doações delas.

Ao comitê da candidata do PV, a Camargo Corrêa doou R$ 1 milhão, enquanto a Gutierrez repassou R$ 100 mil. As duas empreiteiras estão juntas na denúncia apresentada, no ano passado, pelo Ministério Público Federal de São Paulo. À época, quatro executivos das empresas foram acusados de formação de quadrilha, formação de cartel e fraudes no processo de licitação das obras do metrô de Salvador.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *