“O caralho. Pode escrever aí: Ministério Público é o caralho!” Foi assim que o deputado Ciro Gomes reagiu quando surgiram informações de que sua...

“O caralho. Pode escrever aí: Ministério Público é o caralho!”

Foi assim que o deputado Ciro Gomes reagiu quando surgiram informações de que sua mãe, D. Maria José Gomes, teria viajado ao exterior com passagens emitidas pela Câmara dos Deputados.

Pois “o caralho” atingiu Ciro como um petardo. De acordo com o site Congresso em Foco (www.congressoemfoco.com.br), D. Maria José viajou mesmo de Fotaleza a Nova Iorque com um bilhete pago pelo Congresso.

O site localizou um fac-símile do bilhete, emitido pela TAM, relativo ao trecho Fortaleza – São Paulo – Nova Iorque em nome da matriarca dos Gomes. Além disso, há reigstros de outras três viagens internacionais pagas pelo contribuinte.

Leia abaixo parte da matéria do Congresso Em Foco. A íntegra pode ser acessada aqui.

 

De acordo com o o cartão de embarque 95723453087776, Maria José Gomes viajou de São Paulo a Nova York no dia 18 de maio, às 8h45, no voo JJ 8082. E voltou no dia 25 do mesmo mês, às 19h40, no voo JJ 8081. A passagem, de acordo com o bilhete (clique aqui para vê-lo ampliado), custou US$ 7,6 mil. Precisamente R$ 12.682,12, segundo o câmbio da época.

Ressaltamos que os nomes de Ciro e de sua mãe apareceram exclusivamente na lista dos parlamentares que usaram a cota para passagens internacionais, e não haviam sido destacados em nenhuma matéria deste site até a explosão verbal do deputado, três semanas atrás.

A assessoria de Ciro mantém a versão de que os dois voos de dezembro de 2007 não ocorreram, até porque, insiste o gabinete do deputado, ela à época não tinha visto de entrada para os Estados Unidos. Em nenhum momento, o Congresso em Foco afirmou que essa viagem foi feita. Informou que a passagem foi paga pela Câmara.

“A TAM pode ter feito confusão”

Quase um mês depois de Ciro dizer que a lista não passava de “grosseira mentira”, a assessoria do deputado alega que deve ter ocorrido um erro da TAM. O gabinete informa que o irmão mais velho do parlamentar, Lúcio Gomes, tem cobrado insistentemente da companhia aérea uma explicação, e já estaria estudando a possibilidade de acionar a empresa judicialmente para obter as informações. “A TAM pode ter feito uma confusão”, disse a assessoria de imprensa do deputado, reiterando outra coisa que Ciro já havia dito: sua cota jamais foi usada para pagar viagens de qualquer pessoa, a não ser dele mesmo.

 

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