Eles esperaram mais de uma hora e meia para que o Conselho de Ética fosse, enfim, reinstalado depois de quatro meses sem trabalhos. Mas...

Eles esperaram mais de uma hora e meia para que o Conselho de Ética fosse, enfim, reinstalado depois de quatro meses sem trabalhos.

Mas a bancada do presidente do Senado, José Sarney, simplesmente obstruiu esta implantação.

Como consequência, o governo acabou declarando guerra aos oposicionistas, que agora prometem impedir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Sem votação, não há recesso parlamentar, previsto para começar no fim desta sexta-feira.

O pedetista Cristovam Buarque, que preenchia o tempo revisando um artigo, sentiu-se desrespeitado pela medida, que sequer foi comunicada. “A base governista ligada ao conselho nem apareceu. Não há ética no Senado. Não há como instalar um conselho de ética num Senado que não é ético”, esbravejou.

Para Cristovam, com o “presidente Sarney na presidência do Senado é impossível se ter qualquer tipo de credibilidade”.

Papaleo Paes, também presente à sessão, afirmou que “estava tudo certo e acordado para que instalássemos a comissão”. “Não instalando o Conselho não há votação da LDO”.

Neste momento, a base governista se reúne na liderança do PMDB. No mínimo, estão num encontro para definir o que será dito como desculpa à oposição.

A instalação do Conselho renderia aos membros a averiguação de três denúncias e uma representação contra Sarney, um dos principais pivôs desta crise política que há cinco meses assola o Senado.

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