O íder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL), conseguiu emplacar o senador Paulo Duque na presidência do Conselho de Ética. O acordo entre Duque o...

O íder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL), conseguiu emplacar o senador Paulo Duque na presidência do Conselho de Ética. O acordo entre Duque o Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) foi selado na noite desta terça-feira. Ficou acertado que Valadares vai apresentar, daqui a pouco, uma carta renunciando à candidatura.

Antônio Carlos Valadares é considerado um parlamentar íntegro e correto. Tem ligações de amizade com o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), mas poderia atuar com respeito ao regimento interno do Senado, hipótese que assombarava Sarney e Renan.

Na primeira reunião da CPI da PETTROBRAS, na tarde desta terça-feira, Paulo Duque deu umas duas demonstrações de como pretende dirigir os trabalhos. Ele desafiou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PSDB-PE), a “resvolver lá fora” uma discussão entre ambos. Pouco depois, negou um direito de resposta solicitado pelo senador Alvaro Dias com base no Artigo 14 do Regimento Interno do Senado.

No QG de Renan, Duque foi considerado “um excelente soldado” da tropa de choque. Ele conseguiu impedir, por quarenta dias, a instalação da CPI da PETROBRAS. Como é o mais velho dos parlamentares indicados para compor a comissão, cabia a ele presidir os trabalhos até a eleição de um novo presidente, o que só ocorreu no dia de ontem.

O mais interessante é que Paulo Duque não disputou eleição nem teve um único voto sequer. Ele é segundo-suplente do atual governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

O feito do qual mais se orgulha data do fim dos anos 50, quando ele presidiu a CPI do Rio Guandu, que investigou a morte de pedintes assassinados em um ribeirão da Serra do Mar que tem esse nome.

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