Igor Silveira – A reforma no Palácio do Planalto, que demorou mais de um ano para ser concluída e custou cerca de R$... Após reforma, Palácio do Planalto sofre com infiltrações nas paredes


 
Igor Silveira –

A reforma no Palácio do Planalto, que demorou mais de um ano para ser concluída e custou cerca de R$ 103 milhões, foi entregue há três meses. A página eletrônica da empresa responsável pelas obras, no entanto, ainda mantém o feito na classificação de “obras em execução”. O pequeno descuido institucional não é de todo errado. Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a despachar no prédio, em agosto, inúmeras falhas vêm sendo corrigidas. Até mesmo o petista reclamou aos mais próximos que o custo foi muito alto para o resultado. Mal sabia ele que a situação podia piorar. E não deu outra. Com o início do período de chuvas na capital federal, funcionários da Porto Belo Construções e Comércio Ltda., vencedora da licitação para restaurar a sede do governo federal, são vistos o tempo inteiro por todos os andares do prédio trabalhando nos problemas estruturais que não param de pipocar.

Na terça-feira, um vazamento no Salão Leste, utilizado para eventos públicos com a presença do presidente, provocou um mau cheiro. “É esgoto”, concluiu um funcionário ao passar pela área que fica bem embaixo do gabinete presidencial. A situação constrangedora somada a várias infiltrações, poças acumuladas na garagem, esquadrias com vazamento e até entrada de água em uma das salas com arquivos da Presidência da República levou o presidente da Porto Belo, Celso de Paula, ao Planalto.

Segundo Paula, a revitalização do Palácio do Planalto foi entregue em caráter provisório e, segundo ele, a reforma ainda não havia sido testada de fato. “Só é possível saber se a impermeabilização está perfeita com um teste rigoroso. Não adianta usar mangueirinha. A chuva de terça-feira foi anormal e estamos apurando para saber o que precisa ser corrigido”, explica o construtor. “As obras de uma reforma são mais complicadas porque você mistura um material antigo com outro novo”, completa.

A água empoçada na garagem veio de uma das escadas de acesso ao térreo: falta de mecanismo de escoamento eficiente deixou o piso molhado
Limpeza
Nos fundos do prédio, o acúmulo de água no solo estufou parte do teto e paredes da garagem subterrânea. Os acessos ao estacionamento, aliás, não têm área de escoamento eficiente e, em alguns pontos, as poças de água atrapalham o trânsito dos servidores que trabalham no local.

O corredor que liga a garagem aos elevadores apresenta marcas de infiltração na parede. A água já conseguiu vencer a barreira de concreto e, ontem, o chão estava molhado. A equipe de limpeza do Planalto precisou manter placas ao longo do caminho para evitar acidentes.

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