A disputa pela presidência do Conselho de Ética do Senado acirrou a discórdia entre líderes da base aliada do governo. Graças à insistência de...

A disputa pela presidência do Conselho de Ética do Senado acirrou a discórdia entre líderes da base aliada do governo. Graças à insistência de Renan Calheiros (PMDB-AL) em fazer de Paulo Duque (PMDB-RJ) o presidente, contrariando um acordo com a oposição para eleger Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), aumentou a distância que havia entre ele e Aloizio Mercadante, líder do PT.

Na noite desta terça-feira, Mercadante e Renan tiveram uma reunião para afinar posições. O líder do PT comunicou ao colega do PMDB que manteria seu apoio a Valadares. Caso o acordo não prevalecesse, Mercadante avisou ao peemedebista que não assumiria mais nenhum compromisso em relação ao assunto, restando o Conselho de Ética sob responsabilidade integral do PMDB.

Não há solução alternativa possível entre os integrantes do Conselho que pertencem à base aliada. A eventualidade de um novo acordo entre petistas e governistas que não são do PMDB passaria necessariamente pelos nomes dos senadores João Pedro (PT-AM) ou Inácio Arruda (PC do B- CE). Mas ambos estão impedidos de disputar a presidência. Inácio Arruda, porque está de volta à relatoria da CPI das ONGs. E João Pedro, porque acaba de ser eleito presidente da CPI da PETROBRAS. O mesmo senador não pode acumular a titularidade dos cargos de comando em duas comissões.

Na prática, com a decisão de Mercadante de se afastar das articulações do Conselho, os senadores indicados por ele ficam livres para fazer o que bem entenderem. Inclusive, ao menos em tese, costurar um acordo com a oposição para isolar o PMDB.

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