Os cinco integrantes do Conselho de Ética indicados por partidos de oposição já assinaram um recurso ao Plenário do Senado prevendo o arquivamento da...

Os cinco integrantes do Conselho de Ética indicados por partidos de oposição já assinaram um recurso ao Plenário do Senado prevendo o arquivamento da representação contra o senador José Sarney. O documento, que está em poder do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) tem por objetivo impedir que o presidente do Conselho de Ética encerre as investigações antes mesmo de iniciá-las.

Em entrevista à repórter Andreza Matais, da Folha de São Paulo, o novo presidente do Conselho considerou a contratação de parentes por ato secreto uma coisa sem importância e defendeu abertamente José Sarney que, por sua condição potencial de investigado, deveria ser tratado com isenção.

“Não pode ser uma coisa pequena dessas, tem que cassar o mandato por algo grandioso, por uma coisa seríssima”, disse Paulo Duque, referindo-se aos atos secretos. Ele também defendeu o “empreguismo”, declarando que já contratou “mais de cinco mil pessoas” ao longo de sua vida pública.

O senador foi imposto por Renan Calheiros (PMDB-AL) ao Conselho. Duque ganhou a confiança do general da chamada Tropa de Choque porque trabalhou “como um bom soldado”, conseguindo evitar por 40 dias a instalação da CPI da PETROBRAS.

A antecipação do recurso é do conhecimento da bancada governista. Wellington Salgado (PMDB-MG), outro soldado de Renan Calheiros,  já está debruçado sobre o regimento para barrar a iniciativa da oposição. Ele disse a um dos senadores oposicionistas que não há previsão regimental para esse tipo de recurso.

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