Em relação à complicação do quadro da ministra Dilma Roussef, pelo menos uma lição precisa ser aprendida pelos tais “assessores palacianos” que ainda pensavam...

Em relação à complicação do quadro da ministra Dilma Roussef, pelo menos uma lição precisa ser aprendida pelos tais “assessores palacianos” que ainda pensavam em tirar proveito eleitoral de uma doença severa como o câncer.

No dia 5 passado, portanto há exatas duas semanas, postei um artigo relatando uma conversa que tinha como  interlocutor um desses gênios da insensibilidade. Próximo da ministra, o “assessor” desfiava a estratégia que o governo iria adotar para consolidar a candidatura a partir de sua tenacidade frente à doença.

O gênio do marketing político contou que a alcunha da candidata seria “Guerreira” ( veja o artigo clicando aqui), uma alusão também ao seu passado na resistência à ditadura militar.

Ocorre que a Guerreira está combalida. A doença não é uma invenção do marketing político nem dela se pode pretender extrair votos como compensação pelo sofrimento do doente.

O que a ministra precisa agora é de calma para enfrentar o que virá. Antes de vestir a roupagem da candidata, precisará ter saúde para tocar a vida. Não combina com a gravidade do caso, nem com o delicado tratamento a que está se submetendo, exigir dela força para a via-sacra da campanha.

Não é como afirmou meu colega Ricardo Kotscho, um jornalista muito bem informado e bem intencionado, que deve ter ido beber nessas fontes insensíveis para cravar que “Dilma não tem mais nada, não muda nada“.

Muda sim. Muda para ela, como se viu. Muda para o governo. Não é possível imaginar que o presidente Lula, de quem se espera um mínimo de solidariedade, insista em colocá-la novamente como abre-alas dessa maratona eleitoreira de PAC pra cá, palanque pra lá.

Antes de se preocuparem com a construção da candidatura, é bom que essa gente perceba que pessoas de carne e osso, com todas as suas imponderáveis susceptibilidades , não podem ser vistas apenas como cavalos-de-Tróia de projetos de poder.

Daqui a pouco vai começar a pegar muito mal para eles. Um bando de marmanjos dependurados em uma mulher que está doente, sem sossego nem tempo para o tratamento.

Fala sério, mano!

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