O Hospital Sírio Libanês, onde Dilma Roussef está internada, divulgou um lacônico boletim sobre o resultado de um dos exames pelos quais a ministra...

O Hospital Sírio Libanês, onde Dilma Roussef está internada, divulgou um lacônico boletim sobre o resultado de um dos exames pelos quais a ministra já passou. O boletim afirma que foi realizada uma ressonância magnética cujo resultado foi “normal”. Dilma permanece internada e passará por novos exames.

Conversei com um dos maiores oncologistas do país sobre que tipo de problema pode acarretar dores agudas nos membros inferiores em pacientes com o quadro da ministra — paciente com linfoma não-Hodgkin submetendo-se a sessões periódicas de quimioterapia. Ele pediu reserva de seu nome para falar hipoteticamente, alertando que não conhece o caso específico da ministra nem tem detalhes do tratamento.

O especialista em câncer explicou que há dois tipos de complicações que podem se instalar nessas circunstâncias. Primeiro, e mais grave — embora com menor incidência — as flebites ou tromboses venosas profundas, que são sempre muito preocupantes. Segundo, e mais comum, sendo também de menor gravidade, dores ósseas ou musculares decorrentes da toxicidade da medicação aplicada.

Segundo ele, à boa parte dos pacientes portadores de linfoma é ministrado um medicamento chamado Granuloquim. Ela se destina a evitar que o doente sofra uma baixa muito grande de suas defesas imunológicas. Um dos efeitos colaterais esperados são justamente dores ósseas ou musculares, que costumam ocorrer de maneira generalizada. A ocorrência desse sintoma lacalizado nos membros inferiores, segundo ele, não é comum.

O especialista ressalta que, apesar da grande probabilidade, não sabe se a ministra está recebendo essa medicação. Especulando com a hipótese clínica mais provável, afirma que as dores cessam com a suspensão da terapia, retornando quando ela voltar a ser aplicada.

Para o oncologista, é exigir demais de um portador de câncer linfático energia para se concentrar em qualquer outra coisa que não seja o tratamento. “Se fosse minha paciente, eu já teria recomendado que se afaste das funções do gabinete e especialmente da roda-viva da campanha”.

 

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