Com informações de OGlobo A privatização dos aeroportos dificilmente sairá do papel durante o governo Lula. A notícia, divulgada pelo jornal OGlobo, em matéria...

Com informações de OGlobo

A privatização dos aeroportos dificilmente sairá do papel durante o governo Lula. A notícia, divulgada pelo jornal OGlobo, em matéria de Geralda Doca, circula pelos bastidores do Ministério da Defesa há pelo menos um mês. A ideia do governo era transferir os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Viracopos, em Campinas, para a iniciativa privada, em modelo de concessão. O marco regulatório do negócio seria um estudo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Inicialmente, a Anac publicaria o trabalho até o fim de julho. Mas já durante a última reunião do Conselho de Aviação Civil (Conac), na semana passada, fontes ligadas à Agência davam indícios de que a concessão poderia não sair durante o governo Lula. O freio imposto pelo Palácio do Planalto tem viés político. Há receio quanto ao desgaste provocado pela medida, às vésperas das eleições no ano que vem. As licitações só poderiam ser lançadas seis meses após a publicação do modelo elaborado pela Anac. Pelas contas, a partir de janeiro. Como o processo licitatório demoraria até 120 dias, os aeroportos seriam transferidos para a iniciativa privada apenas quatro meses antes da eleições. Um autêntico harakiri político.

Para a Infraero, a decisão trouxe alívio. Os funcionários do órgão temiam a privatização de dois dos mais lucrativos aeroportos da estatal. Somente Viracapos sustenta sozinho outras 35 unidades deficitárias pelo país. A rede da Infraero conta com 67 aeroportos. Não chega a duas dezenas os que fecham o ano com as contas no azul. Com lucro real, não somam dez. Sem o Galeão e o Viracopos, a situação da estatal ficaria delicada.

Com base nessa previsão, o governo encomendou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estudo para a restruturação da estatal, com previsão para abertura do capital da empresa. O trabalho está em fase de licitação e tinha conclusão prevista para novembro, prazo que também não deve ser atingido.

O governo Lula não quer dar chance para herdar dos tucanos o título de “reis das privatizações”. Essa é uma cruz que ninguém pretende carregar em 2010.

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