O discurso de balanço do semestre, feito hoje pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi acompanhado por poucos parlamentares. Tranquilo, ele falou para...

O discurso de balanço do semestre, feito hoje pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi acompanhado por poucos parlamentares. Tranquilo, ele falou para cerca de 5% dos 81 políticos que compõem o quadro da Casa e que estavam presentes à sessão.

Salvo pela véspera do início do recesso parlamentar, Sarney enfrentou questionamentos de dois colegas. O pedetista Cristovam Buarque (DF) pediu para que Sarney fizesse o presidente Lula entender que “não pode humilhar os senadores” como humilhou ao afirmar esta semana que todos eles são “bons pizzaiolos”.

O discurso mais inflamado, entretanto, veio do tucano Alvaro Dias (PR). Ele afirmou que jamais viveu momentos de tanto constrangimento, e fez cobranças: “O que se espera é transparência absoluta em relação ao que foi publicado”.

Nos últimos cinco meses, Sarney vem sendo alvo de escândalos que renderam várias denúncias e uma representação contra ele no Conselho de Ética, reinstalado esta semana e presidido pelo senador Paulo Duque. “Peço que Vossa Excelência atue junto ao Conselho de Ética para que ele possa julgá-lo da forma transparente e imparcial que a opinião pública exige”, disse ao comentar que a indicação do senador considerado um soldado peemedebista para comandar o conselho é uma “tentativa de debochar do Senado Federal”.

Dias também apelou para que Sarney seja julgado de forma a não gerar suspeitas. “Coloque acima dos seus interesses pessoais ou políticos os interesses desta instituição”. “É preferível cometer injustiças em relação a um ou outro político do que contra a instituição”.

Para amenizar a situação, os senadores Roberto Cavalcanti (PRB-PB) e Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), defenderam o presidente Sarney. Já Mão Santa (PMDB-PI) foi além e inclusive afirmou que durante o recesso parlamentar vai levar os sete netos para o Museu das Mercês, no Maranhão, onde poderão conhecer um pouco mais sobre a história política do país e a vida do companheiro de partido.

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