Com informações do Valor Online. A acirrada briga que cerca a compra, pelo Brasil, de 36 aviões caças, parece pender, a cada dia, para...

Com informações do Valor Online.

A acirrada briga que cerca a compra, pelo Brasil, de 36 aviões caças, parece pender, a cada dia, para a fabricante francesa Dassault. O negócio é avaliado em R$ 4 bilhões e deve ser sacramentado depois da divulgação de um parecer técnico pela Aeronáutica, previsto para a segunda semana de agosto. Além da Dassault (Mirage e Rafale), disputam o acordo a sueca Saab (Gripen NG) e a Boeing (F-18 E/F Super Hornet). O lobby francês, porém, já coleciona segundos de vantagem para os outros dois concorrentes.

Visitas recentes do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e de vários deputados federais, entre eles o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e os líderes do DEM, Ronaldo Caiado (GO), do PT, Cândido Vaccarezza (SP), e do PSDB, José Aníbal (SP), são mostras do poderio do lobby francês. A viagem dos parlamentares, inclusive, teria sido custeada pela fabricante Dassault.

Hoje, durante a tarde, o diretor da Dassault no Brasil, Jean-Marc Merialdo, confirmou que o negócio pode incluir até a instalação de fábricas no país.”Nós deixamos em aberto a opção de abrir uma linha de montagem no país” , admitiu. O parecer técnico da Aeronática sobre o escolhido, em tese,  abrange critérios comerciais, técnico-operacionais, logísticos, de compensação comercial, industriais e de transferência de tecnologia.

A decisão para o mercado foi anunciada para o fim do ano, mas parece ser uma marcha pré-definida. Similar à Marselhesa.

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