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Secretário de Segurança afasta delegados da desastrada “Operação Pelada”

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo acaba de afastar três delegados que tiveram participação nas cenas humilhantes que transcorreram durante a prisão em flagrante da escrivã V.F.S.L., que foi despida à força nas dependências da Delegacia de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo. O comunicado da medida foi feito por intermédio de uma nota à imprensa divulgada agora há pouco.

A nota informa que os delegados Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves foram desligados da Corregedoria. Um terceiro delegado que também participou da diligência, Renzo Santi Barbin, não foi alcançado pela medida porque não está mais lotado na Corregedoria.

O Secretário Antônio Ferreira Pinto também determinou a instauração de um novo procedimento disciplinar contra os três delegados. O chefe da divisão de Operações Especiais, delegado divisionário Emílio AntônioPascoal, também será alvo da investigação porque “concorreu para o desfecho daquela intervenção policial”.

Leia, abaixo, a íntegra da nota da SSP/SP.


O secretário da Segurança Pública, ao tomar conhecimento das imagens veiculadas pela Rede Bandeirantes de Televisão, relacionadas com operação desenvolvida pela Corregedoria da Polícia Civil em 15 de junho de 2.009, determinou a saída dos delegados de polícia EDUARDO HENRIQUE DE CARVALHO FILHO e GUSTAVO HENRIQUE GONÇALVES, lotados até a presente data na Corregedoria.
O terceiro delegado de polícia que participou da diligência, RENZO SANTI BARBIN, já não mais integra os quadros daquele Departamento.

Determinou ainda a instauração de Processo Administrativo Disciplinar para apurar a responsabilidade funcional de cada um deles, bem como do delegado de polícia EMÍLIO ANTONIO PASCOAL, à época titular da Divisão de Operações Policiais da Corregedoria, que concorreu para o desfecho daquela intervenção policial.

Por fim, determinou a expedição de ofício ao Exmo. Sr. Procurador de Justiça manifestando perplexidade com o requerimento de arquivamento do inquérito policial instaurado por abuso de autoridade, pelo representante do Ministério Público oficiante, à época, junto ao juízo criminal da Vara Distrital de Parelheiros.

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17 comments

SILVA 06/03/2011 at 01:30

SOU ESTUDANTE DE DIREITO É QUERO SABER QUAL ARTIGO FOI USADO PARA QUE ESTA MOÇA PASSAS-SE POR ESTA HUMILHAÇÃO,E QUERO SABER OQUE O ESTADO IRA FAZER COM ESTES CAFAGESTES E CRETINOS.E QUE TIPO DE RESSARSCIMENTO ESTA MOÇA IRA GANHAR,POIS NÃO FOI APENAS UMA INJUSTIÇA,FOI ALGO REPUDIOSO E CAUSA MUITO ÓDIO EM TODOS OS CIDADÃOS…ESPERO QUE TENHAMOS NOTICIAS SOBRE ESTE CASO,POIS ISSO INCITA QUALQUER UM A TOMAR MEDIDAS DRASTICAS…

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Marco 24/02/2011 at 20:32

Nao acharia ruim, se fizessem a mesma coisa com a MULHER dele !!

Se depois alguem fizer isso com alguem da familia dele, ou mesmo COM ELE, nao reclame….

E um dos motivos que acarreta varios policiais assassinados, e para VINGAR humilhacoes desnecessarias como estas………

ABUSO DE AUTORIDADE….

Era muito facil fazer legalmente:

Trazia uma DELEGADA , e junto com as policiais femininas e FILMAVA o ato da revista…
Somente com elas na sala…

Ai este BABACA veria se a safada estava ou nao mocando….

Afinal gastou-se DINHEIRO PUBLICO na compra de cameras , e pra isso….
As imagens tem valor judicial…..

ESTE SER NAO TEM COMPETENCIA EMOCIONAL PARA TRABALHAR COM PESSOAS!

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carlos pires 24/02/2011 at 19:56

O absurdo é que tem gente que concorda com isso.
Esse monstro travestido e documentado como um servidor Publico.
cometeu varios crimes,
-Abuso de autoridade em dar vós de prisão a uma pessoa que concordava com a revista, mas por uma mulher.
-atentado ao pudor
-Formação de bando ou quadrialha, pois contou com policiais militares e Guarda civil (femimina) ajudou tirar as roupas
da escrivã.
-prevaricação dos colegas de trabalho, pois dentro de uma delegacias deixarão este despreparado delegado cometer crimes contra sua colega, ela gritava o nome de seu chefe, bem dotorzinho de m……
em fim a sociedade pode esperar destes monstros um tratamento muito pior quando abordar os nossos filhos na rua.
Governador,prefeito, só temos para cobrar imposto, sem saúde, sem educação , e sem segurança.
em época de campanha era possivél falar com qualquer, eleitos aonde estão, Trabalhando ? .

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Dudu 24/02/2011 at 00:41

Caracas não acredito que tem gente que pensa assim. Você Júnior deve ser um dos que acha correto dar uns tapas na mulher de vez em quando assim com o goleiro Bruno. Abuso de poder e covardia. Esse delegado ficou no mesmo nível da escrivã, deveriam ser os dois algemados é presos. Ela por aceitar suborno e ele por se achar o todo poderoso e não seguir a lei que ele mesmo diz representar. Eu estou chocado e fico pensando isso passaria despercebido se não viesse a tona e os inúmeros casos que não aparecem. Policial deve representar a lei e deve obdecela em primeiro lugar. Se um policial não consegue obedecer a lei ele se iguala a um bandido e que diferença faz se é propina, se é violência, se é abuso… Nesse caso para se tirar a vida sem a justificativa da defesa própria é fácil como tirar a roupa de uma mulher indefesa, algemada e que iria colaborar.

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nádia 23/02/2011 at 14:14

O proprio procurador de justiça pediu arquivamento do inquerito de abuso de autoridade, etc e tal???? kkkkk é o fim mesmo da ética, da moral, da Justiça nesse pais. Se fosse uma parenta dele que tivesse aparecido nua pro Brasil todo, hein… ele acharia normal? Que nojo, fiquei perplexa e até não acreditei que era de verdade, mas depois vi que era sério. Nem parece que vivemos num pais de Direito.

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Paulo 23/02/2011 at 10:29

Abjeto. Imoral. Tarado sexual. É o mínimo que se pode desse delegado que arrancou a roupa, incluindo as roupas íntimas, da policial acusada. E o cara se diz advogado. Desconhece leis primárias, básicas, aquelas que calouros de direito aprendem no primeiro dia de aula, e policiais novatos aprendem em manuais da própria polícia. Pior é saber que o Governado do Estado de São Paulo ficou chocado… porque o vídeo foi parar na internet. Segundo ele, a divulgação do vídeo é que é inadmíssivel. A agressão brutal e vergonhosa de um funcionário público em pleno e documentado abuso de poder é de somenos importância. O que falar da Chefe da Corregedoria de SP, que achou normais os métodos kadafianos do delegado (???) Eduardo Henrique de Carvalho Filho de fazer flagrante em mulheres? Se fazem isso com a própria polícia, podemos imaginar o que fazem com o cidadão comum, de preferência sem dinheiro no bolso, sem parentes importantes e vindos do interior de bairros pobres. LAMENTÁVEL!!! Esse delegado deveria ser expulso da polícia – a escrivã acusada já foi – para o bem geral da polícia civil de SP.

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carlos de paula 22/02/2011 at 00:32

Nesse caso a única maneira de se obter justiça é trazer o processo para a área federal: vejo um caso de abuso de autoridade e mesmo de atentado violentro ao pudor por parte dos policiais corregedores. eles precisam de uma punição exemplar para aprenderem a respeitar a lei e as pessoas. Mesmo que a servidora fosse culpada, ainda assim deveria ter sido tratada como gente.

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diego 22/02/2011 at 00:11

insira esse fato em Brasília!!!!!!!

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Arlindo Cruz 22/02/2011 at 00:06

O governador só tomou essa atitude devido à repercussão que o fato causou na opinião pública, diante das cenas repugnantes, praticadas por quem deveria zelar pelo cumprimento da lei. Por muito menos, aquele médico da clínica de fertilização, Abdel Nassif, foi condenado e encontra-se foragido da Justiça. O pior é que em Campinas está ocorrendo um fato análogo, de claro abuso de poder por parte de outro Delegado da Corregedoria, cuja mulher foi indiciada em inquérito no DEIC, acusada de desvio de remédios para tratamento de cancer. O referido Delegado Corregedor, solicitou o deslocamento do aparato policial da Corregedoria da Capital, para "ouvir em declarações", 79 policiais civis, que teriam, simplesmente, acessado o BO elaborado no DEIC, pelo sistema de registro digital de ocorrencias, visando a intimidação dos policiais intimados. O clima de revolta é tamanho entre os policiais civis da cidade, que até mesmo cogita-se doravante, não repassar notícia alguma à imprensa, que busca diariamente as ocorrencias nos DPs, posto que todos estão amedrontados e sentem-se constrangidos pela atitude descabida do Delegado Corregedor, apoiado por seus pares da capital.

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DIMAS 22/02/2011 at 00:00

Parabens ao Jornalista Pannuzio! pela coragem e pela matéria! você com certeza contribuiu para o fortalecimento dos direitos humanos no Brasil

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EU DA SILVA JR 21/02/2011 at 23:12

CONCORDO COM LUCIANO PRADO. A RESPOSTA TEM QUE VIR ALÉM DO ÂMBITO FEDERAL, DAS INSTITUIÇÕES DE DIREITOS HUMANOS EM DEFESA DA MULHER. SÓ ESSA LINGUA ELES ENTENDERÃO, POIS ACHAM QUE ESTÃO ACIMA DA LEI. O QUE A ESCRIVÃ SUPOSTAMENTE FEZ SE REDUZ A PÓ PERTO DESSA ATROCIDADE. VIOLÊNCIA COVARDE DESSE BOMBADO CANALHA QUE É O DR.ZINHO Eduardo Henrique de Carvalho Filho.
FAZER ISSO COM MULHER É FÁCIL. O BOM É QUE ELE VAI PAGAR POR ISSO DURANTE UM BOM TEMPO AINDA.

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Vicente 21/02/2011 at 23:07

Pelo que percebo, autoridades sérias estão começando a se mobilizar para pegarem os "arautos da lei e da ordem". Mas eu queria mesmo era que conseguissem alcançá-los no aspecto criminal, porque o que eles cometeram foi crime. Mas, nessa esfera, acho que não há muito há fazer, porque o inquérito foi arquivado emitindo juízo de valor sobre a intenção desses malfeitores.

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Vicente 21/02/2011 at 23:36

Pannunzio, sugiro que você insira esse fato em Brasília. Esse caso tem que ter repercussão na capital (Câmara, Senado, Planalto, OAB), do contrário, se ficar só em São Paulo, jogarão sobre ele panos quentes… Afastam os delegados daqui, arranja-se um lugarzinho escondidinho para eles ali… Depois, todo mundo esquece. Lembra-se do cadeirante que apanhou de um delegado? Pois, é. O tal delegado já voltou ao trabalho. É assim que funciona.

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dinho 21/02/2011 at 23:30

Aí sim, heim?
Agora que afastaram os delegados tarados, queremos ver a escrivã na próxima playboy e no BBB 12

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Luciano Prado 21/02/2011 at 22:01

O afastamento não quer dizer absolutamente nada porque o delegado sai de uma área e assume noutra. Já está comprovado que Processo Administrativo Disciplinar no âmbito da instituição e nada é a mesma coisa. A providência tem que vir de fora, de preferência do Ministério Público Federal. O Ministério Público estadual de São Paulo não é confiável haja vista que fez vista grossa para a barbárie e é contumaz da prática da omissão criminosa. Essas instituições estão todas contaminadas e viciadas.

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Frederico Miguel 25/02/2011 at 08:54

Exatamente, Luciano. O mesmo Ministério Público que não viu crime nenhum e pediu o arquivamento do caso, não tem mais legitimidade para "estar envergonhado da nossa polícia", como disse uma certa procuradora de justiça.

O caso, se quisermos uma investigação séria e sem UM SÓ bode expiatório, deve ser analisado pelo CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA E CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO.

Se os atos dos delegados foram confirmados pelo promotor e juiz, POR QUE SÓ OS DELEGADOS ESTÃO SENDO CHAMADOS À RESPONSABILIDADE?

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Carlos L. França 21/02/2011 at 21:50

A Promotoria de Justiça que cuida do combate a atos de improbidade administrativa, praticados por agentes públicos, vai investigar a atuação dos Delegados da Corregedoria, mediante instauração de inquérito civil. http://www.pjc.sp.gov.br/noticiaspub1.asp?id=403

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