V.F., de 29 anos, se diz traumatizada até hoje com a humilhação a qual foi submetida. A ex-escrivã de 29 anos se diz traumatizada...

V.F., de 29 anos, se diz traumatizada até hoje com a humilhação a qual foi submetida. A ex-escrivã de 29 anos se diz traumatizada até hoje

Relatório do Ministério Público Estadual revela que uma policial militar chamada por policiais civis para revistar a escrivã suspeita de corrupção em 2009 tentou vistoriá-la no banheiro da delegacia, na companhia de uma guarda-civil metropolitana, sem a presença masculina, mas foi impedida pelo delegado da Corregedoria que comandava a ação.

O documento da Promotoria foi obtido pelo G1. A ex-escrivã, expulsa da corporação, foi despida à força por um delegado da Corregedoria da Polícia Civil e filmada nua pela equipe dele, formada por homens, dentro do 25º Distrito Policial, em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo.

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Em seu depoimento, a policial militar disse que o delegado alegou que ele precisava acompanhar a revista, exigindo que a escrivã se despisse na sua frente. A testemunha afirmou que a suspeita se recusou, dizendo que só iria tirar a roupa para mulheres.

Mas o delegado arrancou a calça e a calcinha da escrivã, que ficou nua na frente da policial militar, de uma guarda-civil metropolitana, de uma mulher e de pelo menos quatro delegados. Em seguida, o delegado da Corregedoria mostrou R$ 200 que disse estar com a escrivã e a prendeu. O dinheiro, segundo a acusação, foi pago à escrivã por um suspeito de porte ilegal de arma para favorecê-lo no inquérito.

“A testemunha solicitava ao delegado da Corregedoria para fazer a revista pessoal (…) no banheiro existente no local. Porém, o delegado exigia que ela se desnudasse na frente dele. Referido delegado não deixou que a testemunha realizasse a revista pessoal (…) no banheiro porque ele dizia que, por ser o condutor, precisava acompanhar a diligência. Na sala também estava uma guarda-civil metropolitana para auxiliar na diligência e uma outra mulher. Por fim, (…) se jogou no chão e referido delegado a segurou pelas pernas e arrancou as calças dela, arrancando também a calcinha, permitindo que todos vissem seus pelos pubianos”, disse a policial militar em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep), que instaurou procedimento para apurar eventual crime de abuso de poder e violação de direitos durante a prisão em flagrante da escrivã.

via G1 – PM mulher tentou impedir delegado que tirou roupa à força de escrivã – notícias em São Paulo.

Comentários

  • PERPLEXO

    03/03/2011 #1 Author

    Todos que estavam presentes naquela sala, devem ser individualmente responsabilizados e punidos, pois, de alguma forma, pecaram por ação ou omissão.

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  • INDIGNADO

    27/02/2011 #2 Author

    PANNUNZIO, O VÍDEO É CLARO! A POLICIAL MILITAR PARTICIPOU ATIVAMENTE DA BARBÁRIE, POIS FOI ELA JUNTAMENTE COM O DELEGADO EDUARDO QUE DESPIRAM Á FORÇA A ESCRIVÃ. ELA TAMBÉM DEVE SER IGUALMENTE RESPONSABILIZADA E PUNIDA, HAJA VISTA QUE OS POLICIAIS MILIATARES, VIA DE REGRA, AGEM SOB COMANDO. ESSA POLICIAL MILITAR CIENTIFICOU SEU SUPERIOR HIERÁRQUICO DE QUE IRIA PARTICIPAR DE TAL AÇÃO? AGIU À REVELIA DE SEU COMANDANTE IMEDIATO? ALÉM DISSO ELA NÃO TEM VÍNCULO HIERÁRQUICO COM O DELEGADO DE POLÍCIA, BEM COMO, MESMO QUE TIVESSE, TODO POLICIAL TEM CIÊNCIA DE QUE NÃO DEVE CUMPRIR ORDEM ILEGAL. PENSO QUE O COMANDO DA PM DEVE ANALISAR SUA CONDUTA.

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