Da Folha de S.Paulo. Hudson Corrêa, Fernanda Odilla e Leonardo Souza Houve tráfico de influência do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau na...

Da Folha de S.Paulo.

Hudson Corrêa, Fernanda Odilla e Leonardo Souza

Houve tráfico de influência do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau na Petrobras, segundo a Polícia Federal. A apuração faz parte do inquérito da Operação Boi Barrica, cujo alvo principal é o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Integrante do Conselho de Administração da Petrobras, Rondeau, segundo a PF, “exerce grande influência” na estatal para “beneficiar os negócios do grupo” de Fernando.

Aliado de Sarney, Rondeau deixou o ministério em maio de 2007, acusado de envolvimento com fraudes da empreiteira Gautama. Desde então, tem se dedicado a prestar consultorias para empresas que atuam na área de energia, entre elas a eólica –setor que a Petrobras deve ampliar os investimentos.

Conforme a PF, Rondeau usa empresas de consultoria para “mascarar” recebimento de dinheiro de empresas da área de energia. O ex-ministro, diz a PF, “figura como sócio oculto” da empresa RV2 Consultoria, sediada em Brasília. Ele dá expediente na empresa.

Dias depois de ser criada, em maio de 2008, a RV2 assinou um contrato de R$ 195 mil com a empresa Multiner, que atua na geração de energia.

Um dos projetos da Multiner é a construção de duas usinas eólicas em Guamaré (RN), município onde a Petrobras tem cinco projetos para o setor. Até março, Multiner e Petrobras negociavam parceria. O negócio ainda não andou.

Além disso, a Multiner garantiu em 2008 a opção de compra de ações para controlar a termelétrica de Cristiano Rocha em Manaus. A usina recebe R$ 27,7 milhões (8,8% do total) em financiamento da Petros, o fundo de pensão da Petrobras.

O inquérito da PF menciona ainda contrato da RV2 com a Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica). Rondeau é consultor da associação, que tem a Petrobras entre seus associados. Lauro Fiuza Jr., presidente da Abeeólica, descarta qualquer ingerência do ex-ministro. “Não vejo como qualquer influência do Silas na Petrobras vai beneficiar a Abeeólica, não fazemos negócio.”

Contratado pela associação cerca de três meses depois de deixar o ministério, Rondeau tem auxiliado a divulgar a energia eólica no Brasil, diz Fiuza.

Ao apresentar à Justiça Federal o pedido de prisão de Fernando em 2008, a PF cita a Petrobras em diferentes pontos de seu relatório. “Vários projetos mencionados durante o período de interceptação telefônica dizem respeito à atividade da Petrobras e da Eletrobrás, onde Silas […] exerce forte influência”, diz o texto.

Leia aqui a notícia na íntegra.

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