“Eu “fugi” para a minha casa e a encontrei praticamente destruída.” O relato é da brasileira Marcela Tamura Lima, 37, que mora há sete...

“Eu “fugi” para a minha casa e a encontrei praticamente destruída.” O relato é da brasileira Marcela Tamura Lima, 37, que mora há sete anos em Tochigi Ken, no Japão central, onde dá aulas de inglês.Marcela estava na escola onde trabalha quando começou a sentir um tremor por volta das 14h45 hora local.Instantes depois, o sistema de alerta da cidade pediu que todos fossem para uma área de refúgio e avisou que a população enfrentaria um terremoto nível 5 de perigo.”Fomos para o meio do pátio do colégio, que é nossa área de refúgio, e ficamos agachados, esperando. Depois de mais de uma hora, um professor pegou os roupões das crianças, cobertores e jogou para elas. Estava muito frio. Durante três horas, tremeu sem parar.”Somente às 17h é que a administração da cidade anunciou que os pais poderiam buscar as crianças. Só então a professora pôde ir para casa, onde encontrou um cenário desolador.”A cidade toda estava um caos: os trens e aeroportos pararam, e a maioria das pessoas dessa área está sem comunicação. Estamos sem luz, água, gás e nem o celular esta pegando. Tudo é cortado automaticamente.”Após encontrar sua casa destruída, Marcela seguiu dirigindo em direção a Kanuma, onde se hospedou na casa de uma amiga. “Já passei por outros terremotos no Japão, mas nunca senti tanto medo como desta vez. Planejo voltar em julho ao Brasil.”

via Folha de S.Paulo – “Fugi para minha casa e a achei destruída” – 12/03/2011.

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