André Caramante – Marco Antonio Desgualdo, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo e homem de confiança do governador Geraldo Alckmin (PSDB), foi afastado...

André Caramante – Marco Antonio Desgualdo, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo e homem de confiança do governador Geraldo Alckmin (PSDB), foi afastado do cargo de chefe do DHPP (departamento de homicídios) na manhã desta segunda-feira.

A saída de Desgualdo ocorreu por “quebra de lealdade”, segundo a Delegacia Geral da Polícia Civil. O nome do novo diretor do DHPP ainda não foi definido.

A Folha apurou que o ex-chefe da Polícia Civil de SP teria sido identificado como um dos policiais com participação no episódio do vazamento das imagens do circuito de câmeras do shopping Pátio Higienópolis (região central de SP) em que o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, foi filmado durante um encontro com o repórter da Folha Mario Cesar Carvalho.

As imagens foram divulgadas em sites e blogs –um deles ligado a policiais civis–, que relacionaram o encontro à reportagem do jornalista sobre a venda de dados sigilosos por um funcionário da Segurança, o sociólogo Túlio Kahn, que foi demitido.

Desgualdo teria admitido aos seus chefes ter sido chamado por um grupo de policiais para obter as imagens no Pátio Higienópolis, mas teria afirmado que não quis participar de nada e preferido ficar quieto. Como não teria comunicado a seus superiores que havia sido procurado para ir atrás da gravação, ele acabou afastado por “falta de lealdade administrativa”.

A reportagem não conseguiu falar com Desgualdo, que é investigado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil e também pela CGA (Corregedoria Geral da Administração), órgão vinculado diretamente ao Palácio dos Bandeirantes.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

Comentários

  • Suely

    14/03/2011 #1 Author

    Greve dos delegados, até parece que apenas eles são mal remunerados. Todos estão à míngua,ou “quase” todos.

    Esse MAL não é privilégio dos delegados. Todas as carreiras são mal remuneradas. Grande parte do efetivo possui dois ou três empregos para conseguir manter a família, continuar estudando…
    Sua maioria está afogada em dívidas com empréstimos além de ter seu nome listado no SPC/SERASA.
    O estado que tem o maior PIB do país maltrata seus policiais deixando-os à mingua.
    Triste situação dos policiais de São Paulo.

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  • Suely

    14/03/2011 #2 Author

    O desgaste dentro da instituição chega às raias do absurdo.
    O governador, nos deve explicações.Dois pesos , duas medidas.
    Suas atitudes, no mínimo suspeitas,seriam embasadas no medo de algo que
    o secretário tenha em mãos,ou simplesmente nosso governador aplaude as
    técnicas usadas, em todos os três últimos escândalos que envolvem a pasta
    da Segurança. Começo a buscar livros sobre os idos de 1964.Preciso me informar.

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