Fernanda Odilla e Letícia Sander, da Folha – O governador petista Agnelo Queiroz (DF) mantém sob proteção da Polícia Civil Durval Barbosa, que denunciou...

Fernanda Odilla e Letícia Sander, da Folha –

O governador petista Agnelo Queiroz (DF) mantém sob proteção da Polícia Civil Durval Barbosa, que denunciou o mensalão do DEM.

Barbosa delatou o esquema de pagamento e cobrança de propinas, que foram registradas em vídeos. Uma das gravações mostrava o ex-governador José Roberto Arruda, um dos principais adversários políticos de Agnelo.

Filmado recebendo dinheiro, Arruda foi preso por suspeita de atrapalhar a investigação e acabou cassado. Ele era o favorito à reeleição, mas não pôde concorrer.

O próprio Agnelo, então pré-candidato a governador, teria sido filmado quando foi convidado por Barbosa para ver as cenas com os casos de corrupção, mas esse vídeo nunca foi tornado público.

Agnelo confirma seu encontro com Barbosa e diz que o objetivo era ver trechos dos vídeos. Ele diz nunca ter obtido cópias das gravações.

Quando revelou as gravações, no final de 2009, Barbosa havia feito um acordo de delação premiada com o Ministério Público e ficou sob proteção da Polícia Federal.

Em 24 de agosto de 2010, Barbosa deu depoimento à PF no qual disse que, apesar de “satisfeito com a segurança”, não aceitava a recomendação de mudar de cidade, para não ficar longe dos filhos. Três dias depois, a PF pediu que ele assinasse compromisso para manter a proteção, pois Barbosa recusara a oferta de morar em casa alugada noutro Estado.

Barbosa não assinou, e a PF suspendeu a segurança em 31 de agosto de 2010.

No dia seguinte, o então governador Rogério Rosso (PMDB) recebeu e acatou pedido para que a Polícia Civil do DF fizesse o serviço.

Procurado ontem, o governo do DF informou que Agnelo só mantém a proteção concedida pelo governo anterior.

A Folha apurou que Agnelo nunca resistiu em manter a proteção. “Se acontecer alguma coisa contra a vida dele, aí sim o governo do Distrito Federal estaria mal. Alertei isso”, diz o deputado distrital Chico Vigilante (PT): “Enquanto ele precisar, vai ter. É caro, não é barato não”.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

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