O Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GECEP) do Ministério Público ainda busca elementos para reabrir as investigações da prática...

O Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GECEP) do Ministério Público ainda busca elementos para reabrir as investigações da prática de abuso por parte dos delegados e investigadores que conduziram a chamada Operação Pelada. O caso foi denunciado pelo Blog e pela Rede Bandeirantes no dia 18 de fevereiro com a divulgação de um video no qual uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil algema, imobiliza e despe à força uma escrivã acusada de concussão (leia mais aqui).

Os dois promotores encarregados do caso trabalham em silêncio e evitam contato com jornalistas. O principal elemento para pleitear a reabertua do caso ainda é o exame de corpo de delito que atesta que a policial sofreu lesões corporais ao ser detida pelos corregedores. A existência dessa prova foi revelada pelo Blog do Pannunzio cino semanas atrás (leia post sobre isso aqui).O laudo pericial, que faz parte do inquérito que apura o crime de concussão, não foi juntado ao processo que investigava o comportamento dos corregedores.

Na semana passada, eles tomaram o depoimento da delegada Patrícia Vaiano Mauad, que presidiu a investigação dos crimes atribuídos à escrivã. V.F.S.L. declarou ao GECEP que testemunhou uma discussão entre Patrícia e os dois delegados que conduziram a desastrosa operação para prendê-la. O motivo do embate seriam os métodos violentos empregados pelos colegas. Ao contrário do que se esperava, o depoimento da delegada não acrescentou novos elementos à investigação.

A prova nova: laudo que atesta lesões corporais ainda é a peça mais importante.

A ordem no Ministério Público é correr contra o tempo. No dia 15 de junho, quando completa dois anos, o caso estará prescrito e os delegados, livres de qualquer sanção. Ainda não há data para a apresentação da nova denúncia. Não se sabe também que caminho será escolhido pelos promotores. Seja qual for a solução processual encontrada, a reabertura do inquérito vai ter que passar pelo crivo do juiz da Vara Distrital de Parelheiros — o mesmo que no ano passado arquivou, a pedido do promotor Lee Robert Khan, a denúncia de abuso de autoridade contra os corregedores.

Cinco delegados de polícia, entre eles a ex-Corregedoria-Geral da Polícia civil, foram afastados dos cargos que ocupavam quando o caso veio à tona. Mas nenhum deles sofreu qualquer tipo de punição. A ação exorbitante foi aplaudida pela ex-corregedora e há informações de que o próprio secretário Antônio Ferreira Pinto elogiou a equipe pela prisão. Ferreira Pinto nega que tivesse visto as cenas, a despeito de admitir que recebeu ofício da OAB denunciando o caso com uma cópia do video divulgado pelo Blog do Pannunzio. Na época, nenhuma providência foi tomada.

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *