Destaques dos jornais de hoje – Valor Econômico

Novos governadores dão sequência à guerra fiscal

Com menos de três meses de governo, sete Estados – São Paulo, Acre, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rondônia e Ceará – já ampliaram benefícios fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), indicativo de que a guerra fiscal continua nas novas administrações.
Além de prorrogar incentivos que reduzem a 7% ou 12% o imposto devido por fabricantes de artigos de couro, higiene pessoal, cosméticos, instrumentos musicais, brinquedos, alimentos e têxteis, São Paulo também instituiu novos benefícios. Reduziu a alíquota efetiva do imposto para 7% nas vendas das indústrias de linha branca. Fabricantes de compensados e laticínios também tiveram benefícios.(Págs. 1 e A2)

Portugal entra na rota das incertezas
A aparentemente inevitável aceitação de um pacote de socorro por Portugal ameaça tornar-se um processo prolongado e potencialmente caótico. Líderes europeus advertiram que Lisboa precisa aprovar o recém-rejeitado pacote de austeridade, antes que considerem oferecer empréstimo emergencial ao país.
Reunidos numa cúpula em Bruxelas, chefes de governo e altos funcionários da União Europeia (UE) advertiram que Portugal está entrando num período de semanas de incerteza política que poderá deixar o país incapacitado para agir com base em novas medidas orçamentárias da UE e até mesmo para pedir um pacote de ajuda internacional.(Págs. 1 e A13)

O plano B da Odebrecht para linhão
Mesmo sem a garantia da volta imediata dos 16 mil operários às obras da usina Santo Antônio, em Rondônia, a Odebrecht Energia diz ter alternativas para distribuir a energia que será antecipada a partir de dezembro, caso o “linhão” do Madeira não esteja pronto. A intenção é usar a linha de transmissão da Eletronorte entre Porto Velho e Mato Grosso. “Vamos mandar metade da energia para Cuiabá. A outra parte vai ficar aqui, onde a demanda tem crescido com novas indústrias”, disse o diretor-superintendente da empresa, José Bonifácio Pinto Junior.
As obras em Jirau continuam paradas, à espera de negociações sindicais conduzidas pela Camargo Corrêa. (Págs. 1 e A3)

Justiça gasta milhões para guardar ações encerradas
Enquanto avançam os programas do Judiciário para ampliar a informatização processual no Brasil, os tribunais gastam milhões de reais para guardar ações em papel já finalizadas. O Tribunal de Justiça de São Paulo, por exemplo, tem milhões de caixas de papelão com cerca de 70,5 milhões de processos em galpões e prédios, acumulados desde 1874 – ano em que a Corte estadual foi criada. O tribunal gasta mensalmente R$ 1,7 milhão para conservar a maior parte de seu acervo. Cerca de 10 milhões de ações estão no Complexo Judiciário do Ipiranga, na capital, em caixas colocadas em estantes de ferro de seis metros de altura, presas às paredes para evitar a queda de umas sobre as outras.
Na Justiça Federal de São Paulo a situação não é muito diferente. O gasto mensal é praticamente o mesmo do Judiciário estadual para a manutenção de milhões de processos e documentos administrativos arquivados. (Págs. 1 e E1)

Quintela, o mais bem pago do CS
O brasileiro Antonio Quintella foi o mais bem pago de todos os membros do comitê executivo do Credit Suisse (CS) em 2010. Ele superou os ganhos do CEO mundial do grupo, Brady Dougan, e também de diretores de outros bancos suíços para entrar na categoria dos executivos mais bem remunerados do mundo. A remuneração de Dougan caiu 34% com o recuo de 24% no resultado do banco.
O ganho total de Quintella alcançou US$ 16,7 milhões (15,6 milhões de francos suíços), uma proeza ainda maior quando se considera que seu salário fixo foi de US$ 845 mil. Pelo pacote revelado ontem num relatório destinado aos acionistas, Quintella embolsou 9,7% dos 160,3 milhões de francos suíços pagos pelo Credit Suisse aos 16 membros de seu comitê executivo. Na prática, tornou-se o mais bem pago no mundo bancário helvético. (Págs. 1 e C1)

Amyris prevê investir US$ 5 bi no país
A Amyris, empresa americana de biotecnologia, planeja investir cerca de US$ 5 bilhões no Brasil até 2020, junto com parceiros locais, como parte de uma estratégia para garantir o suprimento de matéria-prima num mercado que, ora destina mais cana para produzir álcool combustível, ora para açúcar, dependendo das condições de mercado.
“Lidar com uma indústria que muda a produção de açúcar para energia, e vice-versa, será sempre um problema”, disse ao Valor o presidente mundial da Amyris, John Melo. Esse é um dos desafios enfrentados por uma companhia de alta tecnologia que começa a construir no Brasil, a partir do zero, uma plataforma comercial para fabricar produtos como lubrificantes, combustível de aviação e insumos químicos para cosméticos e perfumes, entre outros. (Págs. 1 e B14)

Substituto de Agnelli começa a ser definido
Os acionistas controladores da Vale começam a definir hoje a substituição do executivo Roger Agnelli da presidência da companhia. O presidente do Conselho do Bradesco, Lázaro de Mello Brandão, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Ricardo Flores, se reúnem no fim da tarde, na sede do BB em São Paulo, para acertar os detalhes da demissão de Agnelli e da escolha de seu substituto.
Durante o encontro, haverá discussão de nomes para compor uma lista com três candidatos. A tendência é que a lista seja integrada por executivos da mineradora. Um dos nomes que vão compor a lista é o de Tito Botelho Martins, diretor-executivo de operações e metais básicos da Vale e diretor-presidente da Inco.(Pág. 1)

Bolsa e CVM incentivam negócios com BDRs (Págs. 1, D1 e D2)

Gargalo tecnológico
O Brasil não está despreparado, do ponto de vista tecnológico, para promover a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. A avaliação é de executivos do setor que participaram ontem de seminário promovido pelo Valor. (Págs. 1 e B3)

TAM na rodoviária
TAM fecha acordo com a empresa de transporte rodoviário Pássaro Marrom para a venda de passagens. É mais um passo na estratégia da companhia para atrair os passageiros da classe C. (Págs. 1 e B4)

Turismo antropológico
A ONG Instituto Socioambiental e a agência de turismo de alto padrão Matueté uniram-se para oferecer “viagens de conhecimento” da Amazônia para grupos de até 12 pessoas, em cruzeiro pelo rio Negro. (Págs. 1 e B6)

Seguros
Mercado de seguros no Brasil deverá movimentar este ano cerca de R$ 200 bilhões, com crescimento de 13% em relação ao ano passado. “Temos um enorme volume de seguros para garantir a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016″, diz Antonio Cássio dos Santos, da BB & Mapfre. (Págs. 1 e Caderno Especial)

MRS vai investir R$ 1,5 bi
A MRS Logística pretende investir R$ 1,5 bilhão este ano em infraestrutura viária e material rodante, o dobro do valor aplicado em 2010. A meta é crescer no transporte de carga geral e contêineres. (Págs. 1 e B8)

Brasil ganha espaço na Volks
Com 15% das vendas globais da marca, o Brasil superou a Alemanha e se tornou o segundo maior mercado da Volkswagen no mundo, atrás da China. A montadora vai investir R$ 6,2 bilhões no país até 2014. (Págs. 1 e B10)

Negócios Sustentáveis
Nos próximos meses, o governo federal deve relançar sete editais para concessão de parques nacionais à iniciativa privada, a exemplo das Cataratas do Iguaçu, onde o número de visitantes superou 1,2 milhão de pessoas em 2010, diz Celso Florêncio. (Págs. 1 e Especial)

Ideias
Claudia Safatle
BC acha que mercado ignora que já houve dois aumentos de juros, um pacote de ajuste fiscal e medidas prudenciais. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Javier Santiso

Precisamos revisar drasticamente a suposta lei da maldição das matérias-primas para algumas regiões da América Latina. (Págs. 1 e A15)

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