Destaques dos jornais de hoje – Valor Econômico

Emissões de letra financeira de longo prazo deslancham
As emissões de letras financeiras dispararam neste ano. Até 23 de março, os bancos captaram R$ 19,7 bilhões com o lançamento dessa espécie de debênture bancária ante R$ 30 bilhões obtidos em todo o ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
As letras foram criadas em janeiro de 2010 para permitir o alongamento dos passivos bancários – o prazo mínimo de vencimento é de dois anos. Elas não decolaram até que, em dezembro, o Banco Central isentou-as do recolhimento de depósito compulsório. Ao mesmo tempo, o governo elevou o recolhimento compulsório sobre os depósitos a prazo de 23% para 32%. (Págs. 1 e C1)

Empréstimo externo deve ter 6% de IOF
O governo taxará empréstimos externos de bancos e empresas com uma alíquota provável de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), para conter a forte expansão do endividamento do setor privado, que cresceu US$ 16,4 bilhões só no primeiro bimestre. O aumento do IOF para compras com cartão de crédito no exterior, de 2,38% para 6,38% e a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre bebidas são medidas que já foram assinadas pela presidente Dilma Rousseff. A taxação dos empréstimos externos estava, na sexta-feira, em fase final de discussão para também ser aprovada.
A taxa de rolagem da dívida do setor privado – relação entre os novos empréstimos e as amortizações pagas está em 860% no ano. Os novos créditos superam em quase 10 vezes o volume de pagamento das parcelas vencidas no período. (Págs. 1, A5 e C11)

O primeiro bilhão da Kalunga
Com 60 lojas, a Kalunga, maior varejista de papelaria e materiais de escritório do país, alcançou a marca de R$ 1 bilhão em vendas. Mas os irmãos Roberto e Paulo Garcia, filhos do fundador da empresa, afirmam que “nem foi tão bem”. “Tivemos gargalos. Vendemos muito, mas não estávamos preparados. Acabamos tendo que reorganizar nossa estrutura”, explicam.
Essa reorganização inclui a abertura de mais 40 lojas até o fim de 2012 parte dos terrenos já foi adquirida -, o início da profissionalização da gestão e uma possível abertura de capital da empresa. A meta é mais que dobrar a receita bruta em cinco anos e chegar aos R$ 2,1 bilhões em 2015. (Págs. 1 e B12)

Foto legenda: Os irmãos Roberto e Paulo Garcia: “Se falassem em venda ou IPO nos anos 80, era uma ofensa. Agora não, é elogio. Todos os caminhos são possíveis”

Corretoras se batem por clientes
A guerra de preços entre as corretoras na compra e venda de ações via internet, que vinha se acentuando nos últimos meses, virou um conflito aberto. A coreana Mirae Asset Securities, que despertou a ira dos concorrentes ao oferecer corretagem a R$ 2,90 por operação, terá agora um plano que pode ser ainda mais barato. Com um valor fixo de R$ 29 mensais, o investidor poderá operar quantas vezes quiser no mês, sem custos adicionais, nem mesmo de custódia.
O plano foi uma resposta a corretora Gradual, que lançou há duas semanas um pacote semelhante, com mensalidade de R$ 30. A Mirae cumpre, dessa forma, a promessa de que teria sempre a menor corretagem do mercado. (Págs. 1 e D1)

Philips testa emissor de luz brasileiro
O diretor global da Philips, Dietrich Bertram, esteve no Brasil na semana passada e voltou para Aachen, na Alemanha, levando o primeiro protótipo desenvolvido no Brasil com a tecnologia de iluminação Organic Light-Emitting Diode (diodo emissor de luz orgânico – Oled, na sigla em inglês), criado em parceria com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi).

Bertram não dá detalhes do protótipo. Diz apenas tratar-se de uma peça de iluminação decorativa, área em que o Brasil se destaca internacionalmente. A criação brasileira provavelmente será lançada comercialmente no segundo semestre. Além desse protótipo, existem outros sete em fase final de elaboração no laboratório de Florianópolis. (Págs. 1 e B3)

Para evitar custos, empresas declaram guerra à obesidade
Para reduzir custos com planos de saúde e estimular seus colaboradores a perder peso com um estilo de vida mais saudável, as empresas estão apostando em ações que vão desde orientação nutricional até a redução de bônus, caso seus executivos não cumpram “metas” de emagrecimento.
No Grupo Algar, 250 executivos têm planos de qualidade de vida associados ao bônus. Quem não conseguir algum progresso pode ver o prêmio encolher até 10%. No Itaú Unibanco, 157 funcionários perderam quase meia tonelada no ano passado com um programa de reeducação alimentar realizado em parceria com o Vigilantes do Peso. (Págs. 1 e D12)

Um selo contra discriminação às mulheres
A Câmara vai votar em abril projeto que pretende classificar as empresas brasileiras entre discriminadoras ou não das mulheres. O texto prevê a criação de um selo para as que se destacarem em políticas de igualdade e um cadastro negativo às responsáveis por atos discriminatórios. Também torna obrigatório o oferecimento de creches, próprias ou conveniadas, aos filhos de funcionárias. O projeto é apoiado pelo governo e articulado pela bancada feminina, cuja coordenadora é Janete Pietá (PT-SP). (Págs. 1 e A10)

Desastre japonês terá impacto maior que o previsto nas cadeias produtivas globais (Págs. 1 e B4)

Cresce o número de planos de saúde sob intervenção (Págs. 1 e B12)

Paz negociada na guerra fiscal
O governo federal negocia com os Estados a adoção de alíquotas únicas de ICMS nas operações interestaduais com bens importados. O objetivo da medida é acabar com a guerra fiscal nessa área. (Págs. 1 e A3)

'Calote' da inflação argentina
Enquanto negocia o fim da moratória com o Clube de Paris, Argentina aplica “calote branco” nos portadores de títulos corrigidos pelo índice maquiado da inflação. Em 2010, a perda teria superado US$ 5 bilhões. (Págs. 1 e Al2)

Ferrovias
Desde o início do processo de privatização das ferrovias no país, há 13 anos, o setor aumentou sua participação na matriz do transporte de cargas de 17% para 25%. “Com os novos projetos, a expansão da malha pode fazer as ferrovias responderem por 32% do total até 2020”, estima Rodrigo Vilaça. (Págs. 1 e Especial)

Bancos avançam no Ibovespa
O próximo Ibovespa, que vai vigorar de maio a setembro, terá nova queda de participação da Petrobras, devido às incertezas sobre o pré-sal, em favor do setor bancário, beneficiado pelo crescimento. (Págs. 1 e D2)

TI na Copa
Além de investimentos na infraestrutura de telecomunicações para atender a demanda esperada para a Copa de 2014 e a olimpíada de 2016, esses eventos abrem oportunidade para a oferta de novos serviços pelas operadoras, diz José Roberto Mavignier. (Págs. 1 e Especial)

Ideias
Sergio Leo
O Brasil está perdendo mercados nos Estados Unidos, mas não por falta de um acordo de livre comércio. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Jairo Saddi
Há limite para abusar da macroprudência e é melhor confiar na política monetária, que reflete a oferta e demanda por moeda. (Págs. 1 e Al5)

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