Crédito terá aperto com IOF maior para dinheiro de fora how to learn german Com dinheiro farto e barato no exterior, as empresas brasileiras...

Crédito terá aperto com IOF maior para dinheiro de fora

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Com dinheiro farto e barato no exterior, as empresas brasileiras resolveram usar crédito de fora para financiar operações corriqueiras, como capital de giro, ou para dar crédito a seus fornecedores. Os bancos captaram recursos a baixo custo para emprestar em suas linhas mais caras. Com isso, o excesso de liquidez externa deu um incentivo adicional ao crédito interno – que dificulta o combate à inflação -, o endividamento de curto prazo em dólar disparou e o ingresso abundante de divisas pressionou o dólar para baixo. A resposta do governo veio ontem na forma do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% em captações externas de até 360 dias, como antecipou o Valor.
O encarecimento do crédito externo pretende conter a excessiva apreciação do real e representa mais um torniquete na política de controle da inflação, na avaliação do governo. Ele vai provocar redução no crédito em reais para empresas e até para pessoas físicas, segundo especialistas, mas seu impacto sobre o câmbio não deve ser significativo.(Págs. 1 e C1 a C3)

Após uma luta heróica, câncer mata Alencar
O ex-vice-presidente da República e empresário José Alencar morreu ontem às 14h41, depois de lutar 14 anos contra o câncer. Ele será velado hoje com honras de chefe de Estado no Palácio do Planalto, em Brasília. Seu enterro será amanhã, em Belo Horizonte.
Alencar foi o industrial brasileiro que mais próximo esteve da Presidência da República e também o primeiro, entre os presidentes e vices, que não tinha diploma universitário, assim como Lula.
Empresário e político, uma de suas maiores batalhas foi contra os juros altos. Não viu o Brasil com os “juros civilizados” que reivindicava. (Págs. 1, A10 e A11)

Bancos mais competitivos na captação externa
O Brasil aumentou em 53,5% a captação de recursos externos no ano passado, chegando ao recorde de US$ 62,8 bilhões. No cenário de ampla liquidez externa que foi direcionada para o país, os bancos que lideraram as operações de captação internacional em 2009 – HSBC, Santander e J.P. Morgan – repetiram a performance em 2010 e mantiveram-se à frente no “Ranking Valor de Captações Externas”.
Mas a competição aumentou entre os bancos e a diferença entre eles ficou mais apertada. A movimentação no ranking foi maior da quarta posição para baixo. A começar pelo Deutsche Bank, que teve crescimento de mais de 200%, encostou no terceiro colocado e desbancou o Citi, que caiu da quarta para a 12ª posição. O quinto colocado, o BNP Paribas, surpreendeu por ter sido a instituição financeira que mais cresceu, em valores, nos empréstimos e títulos liderados. (Págs. 1 e Caderno Captações Externas)

Parque das Emas luta pela sobrevivência
Com 132 mil hectares no Estado de Goiás, o Parque Nacional das Emas é uma das maiores unidades de conservação do Cerrado, mas corre o risco de ver o ecossistema local entrar em colapso com o avanço agressivo de plantas exóticas. Para contê-lo, lançará mão de uma solução radical e ambientalmente heterodoxa: o uso de agrotóxicos.
O administrador do parque, Marcos Cunha, e sua equipe já tentaram todos os métodos tradicionais para combater a invasão da braquiária, que já comprometeu 10% da área, e quatro outros tipos de gramíneas de rápida expansão. O insucesso o levou a procurar a Monsanto, que, em parceria inédita com o parque e os produtores rurais do entorno, distribuirá gratuitamente seu herbicida glifosato. (Págs. 1 e B16)

Eletrobras deve comprar 10% da EDP
A Eletrobras está em negociações avançadas para adquirir participação minoritária relevante na estatal Energias de Portugal (EDP). A empresa contratou o Citibank para fazer uma “due dilligence” nos números da companhia portuguesa e a estimativa é que o negócio fique perto de € 600 milhões, cerca de R$ 1,3 bilhão. O governo português detém 25% das ações da elétrica e deve vender 40% desse total à estatal brasileira – ou 10% do capital, o que colocaria a Eletrobras como a segunda maior acionista individual. Ela passaria a ter papel de decisão relevante nos negócios da companhia. No Brasil, a EDP é dona da Escelsa (ES) e da Bandeirante (SP). (Págs. 1 e D5)

Custos adicionais também complicam obras de Jirau
A solução de questões trabalhistas não vai acabar com os problemas da Camargo Corrêa na construção da hidrelétrica de Jirau, em Rondônia. Uma disputa interna no consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR), liderado pela GDF Suez, ainda vai exigir muitas discussões sobre custos adicionais na obra.
A Camargo Corrêa reclama de R$ 1,2 bilhão por serviços adicionais de escavações, concretagens e desvios feitos no rio Madeira para abrigar mais duas turbinas na hidrelétrica de 3.450 megawatts. A discussão inclui ainda reajustes de custos de mão de obra, aumentos salariais, encargos tributários e despesas de escritório da construtora. Consultada, a Camargo não quis comentar o assunto.(Págs. 1 e B1)

Bancos perdem disputa sobre CSLL no TRF-SP
Os bancos estão sendo derrotados no Tribunal Regional Federal de São Paulo em ações contra o aumento da alíquota da Contribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 9% para 15%, adotada em 2008. Na quinta-feira, o Santander teve seu recurso rejeitado pelo tribunal. A instituição financeira fez um provisionamento em seu balanço de cerca de R$ 800 milhões. O Banco Daycoval foi o primeiro a ter seu pedido negado no mesmo TRF, em abril, e agora aguarda a ida de seu processo para os tribunais superiores. Mais de dez instituições financeiras travam a mesma disputa na Justiça Federal em São Paulo, segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. (Págs. 1 e E1)

União tenta melhorar governança nas estatais federais (Págs. 1 e A3)

Em Lisboa, Lula recebe prêmio Norte-Sul do Conselho da Europa (Págs. 1 e A9)

Alemães miram porto de Santos
De olho em projetos para melhorias da infraestrutura do porto de Santos, o governo alemão, por meio do banco KfW, vai financiar estudo listando as obras necessárias, entre elas o túnel entre Santos e Guarujá. (Págs. 1 e A4)

Crise portuguesa
Em visita a Portugal, a presidente Dilma Rousseff condicionou a compra de títulos públicos do país pelo Brasil a garantias reais. Ontem, a S&P rebaixou pela segunda vez o rating português. (Págs. 1 e A5)

Aneel pune atraso da Bertin
A Aneel rejeitou pedido da Bertin para prorrogar a entrada em operação de seis termelétricas. Com a decisão, a empresa terá de pagar RS 33 milhões à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. (Págs. 1 e B12)

Colheita perdulária
Levantamento da Agroconsult mostra que quase 3 milhões de toneladas de soja se perdem apenas no processo de colheita no Brasil, o equivalente a 4% da produção nacional do grão. (Págs. 1 e B15)

Formador de mercado
Estudo mostra que o fim dos contratos para formação de mercado, além de diminuir a liquidez das ações, reduz em 1,75% o retorno esperado no dia seguinte ao anúncio da interrupção. (Págs. 1 e D1)

Ideias
Cristiano Romero
BC acredita que está sendo conservador quanto ao impacto das medidas macroprudenciais sobre o crédito e a inflação. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Martin Wolf
Líderes não fizeram o suficiente até agora para colocar a região do euro sobre uma base econômica sólida. (Págs. 1 e A15)

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