Funcionários e fornecedores da PETROBRAS estão abastecendo senadores da oposição com denúncias contra os diretores da companhia. Centenas de e-mails chegam aos gabinetes parlamentares...

Funcionários e fornecedores da PETROBRAS estão abastecendo senadores da oposição com denúncias contra os diretores da companhia. Centenas de e-mails chegam aos gabinetes parlamentares diariamente. Alguns contêm verdadeiros dossiês. Outras apenas manifestam indignação contra as tentativas do governo de controlar as investigações.

O senador Álvaro Dias (PSDB/PR), autor do requerimento de instalação da CPI, tem recebido 30 e-mails por dia. O material está sendo analisado, classificado e arquivado para ser utilizado no momento adequado.

Pelo menos um funcionário de nível intermediário da PETROBRAS se ofereceu para depor contra a atual diretoria. Ofereceu nome, telefone e endereço e se pôs à disposição. Promete trazer a Brasília todos os documentos necessários para demonstrar desvios de conduta das altas chefias da estatal.

A maior parte dos denunciantes, no entanto, pede resguardo da identidade. É o caso de uma fonte do Rio de Janeiro que ofereceu elementos concretos sobre desmandos que estariam acontecendo na diretoria de Comunicação Institucional Corporativa.

O informante revela que o orçamento dessa diretoria cresceu R$ 210 milhões para R$ 1,2 bilhão de 2004 para cá. Parte do dinheiro estaria sendo desviado para alimentar uma rede de conexões políticas, com apoio a candidatos de interesse do PT, especialmente no estado da Bahia.

O e-mail chegou acompanhado por uma planilha retirada do sistema pagamentos da estatal. Ela relaciona despesas realizadas de cerca de R$ 150 milhões. Segundo o denunciante, ” há de tudo:  serviços pagos e não prestados; serviços flagrantemente superfaturados; serviços e patrocínios que nada interessam à PETROBRAS, sendo úteis apenas à atividade política” de um de seus diretores.

Segundo o senador Álvaro Dias, a internet constitui “um veículo importante de manifestação dos que têm algo a dizer, mas não podem ou não querem fazê-lo pelos meios convencionais”.

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