Da Folha Online. Os senadores governistas que fazem parte do comando da CPI da Petrobras aproveitam o recesso parlamentar para reunir munição. O vice-presidente...

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Os senadores governistas que fazem parte do comando da CPI da Petrobras aproveitam o recesso parlamentar para reunir munição. O vice-presidente da CPI da Petrobras, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), disse nesta terça-feira que encomendou pareceres de técnicos da Petrobras e da ANP (Agência Nacional de Petróleo) para responder aos sete questionamentos apresentados pela oposição que justificaram a criação da CPI.

Segundo Crivella, apenas bons argumentos poderão evitar que governo e oposição reforcem o tom político das discussões. “A disputa promete ser intensa e apenas bons argumentos poderão manter o foco das investigações que é deixar a Petrobras melhor do que ela entrou nesta CPI”, afirmou.

A CPI vai investigar pelo menos sete pontos que foram definidos no requerimento que pediu de criação da comissão. A oposição pediu esclarecimentos sobre os indícios de fraudes nas licitações para reforma de plataformas de exploração de petróleo apontados pela Operação Águas Profundas da Polícia Federal; irregularidades nos contratos de construção de plataformas, apontados pelo Tribunal de Contas da União; denúncias de desvios de dinheiro dos royalties do petróleo, apontados pela Operação Royalties, da PF.

A CPI volta a trabalhar no dia 6 de agosto. Crivella disse que a prioridade será a discussão dos mais de 80 requerimentos que já foram apresentados, entre eles o convite para o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, se explicar. O convite foi apresentado pelo presidente da CPI, senador João Pedro (PT-AM) e negociado com o presidente da Petrobras.

Os governistas querem evitar que ele seja convocado. Pelo regimento do Senado, no convite, a pessoa pode marcar a data do depoimento, não é obrigada a responder todas as perguntas e não precisa fazer o juramento de que está dizendo a verdade.

O petista ainda apresentou outros três requerimentos para ouvir o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o gerente executivo de Comunicação Institucional da Petrobras, Wilson Santarosa.

Ao todo, governo e oposição já protocolaram 82 requerimentos. Todos os pedidos serão votados pelo plenário da CPI após o recesso parlamentar, que termina em agosto. Como o governo conta com ampla maioria, a expectativa é que sejam aprovados aqueles que não tragam preocupação ao governo.

Os requerimentos apresentados pela oposição envolvem, além da estatal, o PT e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Os oposicionistas também pedem cópia de todas as investigações do Ministério Público, da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União que têm a estatal como alvo. Também foram requisitadas auditorias internas que analisam a movimentação financeira da empresa.

A oposição defende a convocação dos empresários Valdir Lima Carreiro e Laudezir Carvalho Azevedo, da Iesa Óleo e Gás; da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira; e do ex-gerente de Comunicação da área de abastecimento da Petrobras, Geovane Moraes.

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