Josie Jeronimo, do Correio – A alternativa de substituir a frota oficial do Senado por veículos alugados foi condenada por estudo da Coordenação de...

Josie Jeronimo, do Correio –

A alternativa de substituir a frota oficial do Senado por veículos alugados foi condenada por estudo da Coordenação de Transportes da Casa, durante a gestão do ex-primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI). No relatório intitulado Estudo de viabilidade econômica e operacional visando a terceirização da frota do Senado, a que o Correio teve acesso, técnicos da Casa chegaram à conclusão de que com os recursos despendidos em dois anos no contrato de locação com os preços mais baratos do mercado seria possível comprar 90 carros de luxo — modelo Corolla, da Toyota, ou Vectra, da Chevrolet — em vez de alugar.

No estudo de agosto de 2009, a tabela que leva em consideração as despesas de manutenção e depreciação dos veículos mostra que em dois anos o Senado gastaria R$ 74,4 mil para alugar um veículo da categoria executiva, excluídos o combustível e o salário do motorista. Para manter um carro novo, a despesa seria de R$ 30,2 mil em dois anos, traz o relatório.

O documento descarta a terceirização citando o impedimento do uso de placa oficial nos veículos. “A locação impediria a utilização de placas de representação nos veículos que atendem os senadores. Decreto Federal 6.403, de março de 2008, estabelece que é vedado o uso de placa oficial em veículo particular”, informa o relatório. O texto aponta que a redução de valores nos contratos com empresas que atuam na manutenção da frota própria e de gastos com combustível é o melhor caminho para cortar custos.

Outro problema é a frota “superdimensionada”. O estudo lista 226 veículos, 45 da Secretaria Especial de Editoração, 86 dos senadores, mais cinco reservas, dois da Presidência da Casa, 12 para alienação e 81 veículos de serviços.

A terceirização também implicaria desperdício de itens já adquiridos, como cabine de pintura, equipamento de lavagem automática, balanceadora e alinhadora de rodas, boxes, guinchos e ferramentas. “Contraria o bom senso o fato de que, após as adequações de infraestrutura, a Casa abdicasse dessa estrutura”, conclui o estudo.

O argumento de que o aluguel da frota liberaria área de 4 mil metros quadrados do Senado também é contrariado. O estudo afirma que somente com a terceirização total seria possível desmontar o setor de manutenção. Se a gestão dos carros dos senadores for terceirizada, restarão 126 veículos de serviço sob a responsabilidade da Casa.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio

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