Inflação e mão de obra preocupam executivos Dois focos de pressão sobre os custos das companhias preocupam os principais dirigentes de empresas do país,...

Inflação e mão de obra preocupam executivos
Dois focos de pressão sobre os custos das companhias preocupam os principais dirigentes de empresas do país, conforme manifestaram ontem durante a cerimônia de entrega do prêmio Executivo de Valor. Para eles, as maiores dificuldades enfrentadas hoje por seus grupos são os aumentos das matérias-primas e a falta de mão de obra qualificada. Em alguns já é clara a desaceleração da atividade, mas de qualquer maneira o Brasil deverá crescer cerca de 4% este ano.
O presidente da Whirlpool, José Drummond Jr., disse que o aumento das matérias-primas vem sendo equacionado, por meio de negociações com os fornecedores e repasse de preços ao consumidor, realizado neste mês. Para o presidente da CPFL, Wilson Ferreira Jr., a inflação ainda não preocupa a ponto de prejudicar a indústria de energia. Segundo ele, o problema mais grave é a falta de mão de obra qualificada. (Págs. 1 e A14)

Dólar ‘ótimo’ é de R$ 2,90, diz estudo
O dólar deveria valer hoje algo como R$ 2,90 para atingir a taxa “ótima” real de longo prazo, aquela que induz a alocação de recursos para os setores de maior produtividade da economia e leva ao desenvolvimento econômico, segundo estudo dos economistas André Nassif, do BNDES e da Universidade Federal Fluminense, Carmen Feijó, da UFF, e Eliane Araújo, da Universidade Estadual de Maringá. Uma das conclusões é que “a moeda brasileira ficou persistentemente sobrevalorizada por quase todo o período compreendido entre 1999 e 2010. Outra é que a taxa ‘ótima’ real de longo prazo foi atingida em 2004. Ontem, o dólar fechou a R$1 ,589.
Em Brasília, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixou ontem de lado as críticas à valorização do câmbio. Ao garantir que o governo Dilma não permitirá uma sobrevalorização excessiva do real, disse que se comparado a uma cesta de moedas, houve uma valorização de 35% do real. “Não é uma valorização tão excepcional, tendo em vista que os fundamentos da economia brasileira estão hoje muito mais sólidos”.
“Em relação ao dólar, o real está menos valorizado do que em 1997 e 1998”. (Págs. 1, A2 e C2)

Banco grande cresce no consignado
Os grandes bancos de varejo estão avançando em um segmento de mercado em que as instituições de pequeno e médio portes se destacavam até recentemente. Itaú, Bradesco e Santander cresceram acima da média na concessão de empréstimos consignados – as operações com desconto em folha de pagamento. A partir da maior exigência de capital determinada pelo governo em dezembro, os bancos menores, especializados nesse tipo de crédito, ficaram sem fôlego para ampliar a oferta.
Enquanto as estatísticas de crédito do Banco Central apontaram crescimento das operações de consignado de 3,3% no primeiro trimestre e de 23,6% em 12 meses, os balanços dos grandes bancos mostram ritmo mais acelerado. O Bradesco avançou 7,4% no trimestre e 40,3% na comparação anual, para R$ 16,1 bilhões, movimento impulsionado, em boa medida, pela compra de carteiras. O Santander teve expansão de 34,6%, para R$ 14,3 bilhões (pelo padrão contábil internacional), enquanto o Itaú Unibanco avançou 8,2% entre janeiro e março e 28,2% em 12 meses, para R$ 6,9 bilhões, apenas com operações próprias. (Págs. 1 e C1)

Morte de Bin Laden pode ‘afugentar’ republicanos
A morte do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, tende a fortalecer politicamente o presidente Barack Obama e a desencorajar alguns dos quadros mais tradicionais do Partido Republicano a desafiá-lo nas eleições do próximo ano. Mas, ao menos no momento, são pequenas as chances de nomes que correm por fora na disputa, como o empresário Donald Trump e a ‘tea party’ Sarah Palin, ocuparem o vácuo deixado pela oposição.
Ainda falta cerca de um ano e meio para as eleições, mas Obama é considerado naturalmente favorito, porque está no poder num momento em que os americanos estão mais inclinados a votar pela continuidade, agora que a economia dá alguns poucos sinais de recuperação. Em tese, a morte de Bin Laden torna Obama um oponente mais forte, desestimulando os republicanos a concorrer e abrindo mais espaço para quem corre por fora. (Págs. 1 e A11)

Foto legenda: Nova competidora
Primeira mulher a dirigir uma grande indústria do setor no Brasil, Andrea Alvares, presidente da divisão de bebidas da PepsiCo, aposta que há oportunidades de mercado para aumentar a participação dos produtos da empresa e ampliar as categorias em que atua. (Págs. 1 e B4)

Abertura de capital passa a ser opção da Intermédica
O médico e empresário Paulo Barbanti, fundador da Intermédica, deixou o comando da empresa, terceira maior operadora de planos de saúde em número de beneficiários, com quase 4 milhões de pessoas e faturamento de R$ 1,9 bilhão, criada em 1968. O posto foi entregue a Glauco Abdala, um dos sócios da consultoria Galeazzi. Barbanti assumiu a presidência do conselho de administração.
A intenção por trás da mudança é a reestruturação da Intermédica, para uma possível abertura de capital em 2013. Essa era uma opção que Barbanti não levava em consideração, mas mudou de ideia diante da possibilidade de garantir a continuidade da companhia, já que seus filhos querem ser apenas acionistas. Na nova fase de profissionalização, a operadora vai investir aproximadamente R$ 240 milhões para a construção e ampliação de hospitais e centros médicos. (Págs. 1 e B1)

Vale começa a reciclar os pneus usados na mineração
A reciclagem de pneus para caminhões de mineração, que podem ter quatro metros e meio de diâmetro e pesar até quatro toneladas, representa um desafio para as empresas do setor. Com um estoque de 6 mil pneus usados, dos quais 3 mil em Carajás, no Pará, a Vale testa uma nova tecnologia capaz de resolver esse passivo ambiental gerado nas últimas décadas.
O método consiste em cortar os pneus em peças de um metro de comprimento com uma tesoura hidráulica acoplada a uma escavadeira. Em Carajás, o equipamento já cortou 600 pneus usados. As projeções da Vale são de que em 2011 e 2012 a empresa descarte mais 4 mil pneus em suas minas no país. A empresa tem planos de começar a operar, a partir de setembro, uma segunda tesoura hidráulica em Minas Gerais. Cada equipamento custa cerca de R$ 1,5 milhão. (Págs. 1 e B10)

Desigualdade aumenta nos países ricos (Págs. 1 e A10)

Portugal fecha pacote de ajuda com FMI e União Europeia, diz Jose Sócrates (Págs. 1 e C3)

Hytera chega de olho na Copa
Com a experiência adquirida durante as Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a chinesa Hytera, fabricante de equipamentos de radiocomunicação, desembarca no Brasil de olho nos negócios que serão gerados pela Copa e pela Olimpíada de 2016. (Págs. 1 e B2)

Sata consegue mais tempo
A sata, que já foi a maior prestadora de serviços aeroportuários do país, conseguiu reverter no Tribunal de Justiça do Rio, ao menos por enquanto, a decretação de falência da companhia. (Págs. 1 e B6)

Paccar terá fábrica no país
A fabricante americana de caminhões Paccar vai destinar US$ 200 milhões para sua primeira fábrica no Brasil. Paraná, São Paulo, Minas, Santa Catarina e Rio Grande do Sul disputam o investimento. (Págs. 1 e B11)

Usina São João busca sócio
O grupo USJ (Usina São João) negocia a venda de 49% de suas duas usinas em Goiás, uma delas em construção. Nova Fronteira (São Martinho e Petrobras), Cargill e Raízen (Cosan e Shell) disputam o negócio. (Págs. 1 e B15)

Defensivo genérico perde espaço
Capitalizados, os agricultores brasileiros investiram mais em tecnologia, o que fez as vendas de defensivos protegidos por patente representar 58% das vendas do segmento no ano passado, tomando espaço dos defensivos genéricos. (Págs. 1 e B16)

Brasil atrai estudante estrangeiro
Cresce a procura de MBAs no Brasil por executivos e estudantes estrangeiros interessados em conhecer a “cultura de negócios” no país. O percentual de estrangeiros classificados pelo GMAT para o país aumentou de 8,3% em 2006 para 20% em 2010. (Págs. 1 e D10)

Limites à liberdade religiosa
Questão ainda não pacificada nas instâncias inferiores da Justiça brasileira, o direito a não realizar concursos públicos, estudar ou trabalhar em dias considerados sagrados por algumas religiões chega ao Supremo Tribunal Federal. (Págs. 1 e E1)

Ideias
Cristiano Romero
O Banco Central mudou seu diagnóstico do cenário econômico e também o receituário para enfrentar a alta da inflação. (Págs. 1 e A2)

Ideias
David Kupfer
O governo brasileiro precisa agir para evitar a consolidação de uma relação de dependência econômica em relação à China. (Págs. 1 e Al3)

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