Dilma pega rédeas da economia Discretamente, a presidente Dilma Rousseff corrigiu os rumos da política econômica. Nos primeiros três meses de sua gestão, elegeu...

Dilma pega rédeas da economia
Discretamente, a presidente Dilma Rousseff corrigiu os rumos da política econômica. Nos primeiros três meses de sua gestão, elegeu o combate à inflação como prioritário, mas declarou guerra também à apreciação do real frente ao dólar. Aprovou o aumento do superávit primário das contas públicas, mas desde que não afetasse os investimentos públicos em infraestrutura. Para a campanha contra a inflação, a presidente estabeleceu um limite: o Ministério da Fazenda e o Banco Central (BC) deveriam adotar medidas para derrubar os preços, mas sem sacrificar crescimento do PIB de 4,5% a 5% em 2011.
Preocupada com a ineficácia da estratégia adotada, Dilma começou a mudá-la em meados de abril. Agora, a contenção da enxurrada de capitais que vem para o país deixou de ser preocupação de curto prazo. O objetivo imediato é combater a inflação. Para alcançá-lo, o governo aumentou o esforço fiscal, adiando, sem alarde, investimentos que, no primeiro trimestre, cresceram 2,5% abaixo da expansão do PIB.(Págs. 1 e A3)

Eleição eleva a R$ 42 milhões o rombo no PT
Vitorioso na disputa presidencial, o PT saiu da eleição de 2010 com dívida acumulada de R$ 42,7 milhões, o equivalente a quase quatro vezes o rombo do PSDB, de R$ 11,9 milhões. A campanha para presidente, governadores, senadores e deputados também deixou o PMDB e o PV no vermelho. Para o especialista em direito eleitoral Alberto Rollo, a dívida não afeta o repasse do fundo partidário.
O exercício financeiro dos partidos em 2010 foi divulgado ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral. A construtora Andrade Gutierrez aparece como a principal doadora das quatro maiores legendas: PT, PSDB, PMDB e PP. A lei permite o repasse de recursos partidários aos candidatos sem a identificação do doador original. (Págs. 1 e A10)

Dívida de municípios e Estados dobra em 11 anos
A Lei Complementar 101/2000, mais conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal, fez ontem 11 anos. O dispositivo legal é um marco das finanças públicas brasileiras. Desde que entrou em vigor, a administração pública ficou muito mais responsável e transparente, todos os indicadores fiscais melhoraram e a União, Estados e municípios passaram a registrar superávits primários em suas contas e a pagar suas dívidas em dia. Mas, por mais paradoxal que possa parecer, o endividamento de Estados e municípios cresceu bastante nesse período. E não foi por causa de novas dívidas.
No fim de 2000, ano em que a LRF foi aprovada, o saldo das dívidas de Estados e municípios renegociadas pela União – sob as leis 8.727/93 e 9.496/97 e a MP 2.185 – era de R$ 199,3 bilhões. Os pagamentos feitos pelos governos estaduais e prefeituras, a partir de janeiro de 2001 até dezembro de 2010, totalizaram R$ 199,8 bilhões, de acordo com o Balanço Geral da União. Mesmo assim, o saldo dessas dívidas subiu para R$ 439,8 bilhões – mais de duas vezes o valor nominal original. (Págs. 1 e A2)

A batalha de Walter Torre pelo Palmeiras
O empresário Walter Torre sempre atraiu atenção por causa de sua ousadia nos negócios. Agora, com a construção da Arena Palestra Itália, ele começa a virar quase uma celebridade. Tomou a dianteira das discussões com a nova diretoria do clube e abraçou a disputa na mídia. Jamais foi fã de futebol, mas vai a programas esportivos de rádio e TV e usa o Twitter para mandar recados à torcida e à diretoria do Palmeiras. Já tem 6,8 mil seguidores.
Torre enfrenta uma batalha. A arena é um projeto de R$ 350 milhões, dos quais 50% serão financiados pelo Banco do Brasil. Para obter o empréstimo, depende da escritura definitiva de cessão de uso do solo. Ele deu prazo até sexta-feira para a diretoria apresentar o documento, ou vai parar a obra. (Págs. 1 e B9)

Os pequenos sustentam Franca
O tradicional polo calçadista de Franca, no interior de São Paulo, viu sua produção cair 26% desde o auge, em 1986, até ano passado, mas a decadência dessa indústria não parou a cidade. Grandes empresas encolheram ou foram para o Nordeste, enquanto proliferaram pequenas fábricas, muitas abertas por trabalhadores do setor. Hoje, há duas vezes mais fabricantes de calçados e a população quase dobrou, mas há menos sapateiros e mais comerciantes.
Entre o centro da cidade – onde fica a primeira loja do Magazine Luiza – até o distrito industrial, que abriga o polo calçadista, quem visita Franca passa por três grandes supermercados: Carrefour, Makro e Walmart, todos inaugurados há menos de cinco anos. Além disso, o município conta com mais de cem pequenos fabricantes de lingeries. “O empresário pode reclamar do câmbio, dos tributos, dos chineses, mas o maior problema é falta de qualificação do próprio empresário”, diz José Carlos Brigagão, presidente do Sindifranca, que representa os fabricantes de calçados. (Págs. 1 e A16)

Novo padrão contábil faz crescer o lucro dos bancos
Se tivessem adotado oficialmente há dois anos o padrão internacional de contabilidade (IFRS), os principais bancos do país teriam apresentado, em 2009, lucros 25% maiores que os publicados, com uma diferença positiva de R$ 8,7 bilhões. Em 2010, o lucro também teria sido 4% maior.
Por decisão do Banco Central, ao contrário do que ocorreu para as companhias abertas não financeiras, os bancos não adotaram o modelo internacional de forma oficial. A divulgação do balanço em IFRS é apenas uma obrigação adicional para as instituições que tenham capital aberto ou que sejam obrigadas a ter comitê de auditoria. O prazo final para entrega era 30 de abril, mas alguns bancos ainda estão atrasados. (Págs. 1 e C1)

Montadoras são investigadas por dificultar concorrência
A Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça abriu processo para investigar se as montadoras Fiat, Ford e Volkswagen estão criando dificuldades para as fabricantes de autopeças. A abertura do processo é uma derrota para as montadoras, que podem ser multadas em valores que variam entre 1% e 30% de seus respectivos faturamentos em 2010.
O caso vem sendo discutido desde 2007, mas agora a SDE não está apenas analisando se os preços são altos ou fora do padrão de mercado, mas também se as montadoras se valeram de ações na Justiça para barrar concorrentes no mercado de reposição. As empresas foram procuradas pelo Valor, mas preferiram não se pronunciar. (Págs. 1 e B1)

Software acelera liberação de crédito imobiliário, diz Burattini, da Vivere (Págs. 1 e B2)

Nova direção para o crédito
O Ministério da Fazenda negocia com bancos públicos e privados a transferência de cerca de R$ 2 bilhões da carteira de crédito, hoje destinada ao consumo, para o financiamento a pequenos empreendedores. (Págs. 1 e A4)

Oposição reage a MPs
Em protesto contra uma MP manifestamente ilegal, por conter sete diferentes assuntos, senadores da oposição abandonaram o plenário ontem. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), ironizou: “Vamos sentir saudade, mas vamos votar assim mesmo”. (Págs. 1 e A6)

Vazamentos no PlayStation
O Ministério da Justiça pediu informações à Sony sobre o vazamento de dados de usuários do PlayStation na internet. A empresa poderá ser alvo de ação coletiva do Ministério Público e de processo no Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor. (Págs. 1 e B3)

Femsa aumenta produção
A Coca-Cola Femsa vai investir R$ 250 milhões para aumentar sua produção no Brasil. Uma nova fábrica será construída em Minas Gerais e a atual será transformada em centro de distribuição. (Págs. 1 e B4)

Avon investiga subornos
Investigação interna da Avon sobre possível suborno a autoridades estrangeiras descobriu mais irregularidades potenciais, com evidências de pagamentos impróprios a funcionários públicos de vários países, inclusive do Brasil. (Págs. 1 e B11)

Reajuste para a cana paulista
As usinas e plantadores de São Paulo fecharam acordo para revisão dos preços pagos pela cana-de-açúcar no Estado. Na média, o reajuste para a matéria-prima será de 1,58% na safra 2011|12, elevando os gastos em R$ 320 milhões. (Págs. 1 e B14)

Bolsa aplica multa recorde
O órgão de supervisão da BM&FBovespa aplicou multa recorde de R$ 1 milhão à Intra Corretora por uma série de irregularidades entre 2007 e 2008. O pagamento foi feito pelo Citibank, que comprou a empresa. (Págs. 1 e D2)

Ideias
Silvio Campos e Bruno Lavieri
Uma provável reversão da atual política monetária americana pode impactar a trajetória do câmbio. (Págs. 1 e A14)

Ideias
Alexandre Schwartsman
A evidência empírica indica que o Focus tende a subestimar a inflação, não superestimá-la, negando a tese de conspiração. (Págs. 1 e Al5)

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