Câmbio e custos derrubam rendimento da exportação A valorização do câmbio e o aumento de custos derrubaram a rentabilidade das exportações da grande maioria...

Câmbio e custos derrubam rendimento da exportação
A valorização do câmbio e o aumento de custos derrubaram a rentabilidade das exportações da grande maioria dos setores da economia no primeiro trimestre deste ano. De janeiro a março, o rendimento caiu em 19 de 24 segmentos acompanhados pela Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), a despeito de todos terem conseguido reajustar seus preços no exterior.
Um caso eloquente é o de metalurgia básica, que engloba os produtos siderúrgicos. No primeiro trimestre, os preços de exportação subiram 20% em relação ao mesmo período do ano passado, mas a alta de 17,5% dos custos e a valorização do real de 8% fizeram a rentabilidade recuar 5,5%. Há casos em que a queda do rendimento das vendas externas superou dois dígitos – no de material eletrônico e comunicações, atingiu 11%. (Págs. 1 e A14)

Regras do FGTS podem ser mudadas
Começou no governo uma discussão sobre a necessidade de flexibilizar as regras do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. O FGTS rende, por ano, a variação da TR (taxa referencial) mais 3%. O debate ainda é embrionário. Cogita-se, porém, iniciar um processo gradual de liberação para que o trabalhador possa investir em aplicações mais rentáveis e de prazos mais longos. Uma possibilidade contemplada pelos técnicos do governo seria liberar inicialmente de 3% a 5% do saldo do fundo de cada empregado para que ele possa destinar esses recursos a investimentos em debêntures ligadas a projetos de infraestrutura. (Págs. 1 e A2)

Petróleo cai e dólar sobe com novas incertezas
Sérias dúvidas sobre o processo de recuperação das economias dos países desenvolvidos alimentaram o temor de que a demanda por bens não vá crescer nos próximos meses. Aliadas à decisão do Banco Central Europeu de manter os juros, provocaram, ontem, quedas dramáticas nas cotações do petróleo, das commodities agrícolas, de metais e das bolsas de valores internacionais, simultaneamente a um processo de correção do valor do dólar. No Brasil, a moeda americana subiu 1,24%, o maior ganho percentual desde 21 de outubro, para R$ 1,625.
Talvez a reviravolta mais espetacular tenha ocorrido no mercado de petróleo, onde predominou nos últimos meses o entendimento de que o consumo em alta iria manter os preços em patamares elevados. Ontem, as dúvidas levaram à redução de mais de US$ 12 dólares por barril. O cobre caiu ao menor nível em cinco meses em Nova York. Na Europa, mesmo com o acordo de socorro de € 78 bilhões para Portugal, cresce o temor de que as turbulências em países da zona do euro, por conta da dívida soberana, contagiem outros mercados. (Págs. 1, B8, B11, C2, C3 e D2)

Liderança industrial de volta aos EUA
A era da terceirização industrial generalizada dos EUA na China está chegando ao fim, segundo um estudo que aponta para um renascimento da indústria de transformação americana ao longo dos próximos cinco anos.
Relatório do Boston Consulting Group prevê que até 2015, graças ao aumento da produtividade e de salários relativamente baixos, os Estados Unidos tenderão a ficar um pouco à frente da China como base para fabricação de muitos dos bens destinados à venda na América do Norte. Outro fator importante é o rápido crescimento dos salários em muitas regiões da China, o que está reduzindo o incentivo à produção no país de itens que não sejam destinados à venda em seu mercado doméstico. (Págs. 1 e A10)

Foto legenda: Dois ritmos
O Brasil foi uma das estrelas da Coca-Cola em 2010, com expansão de 11% nas vendas, mas o primeiro trimestre de 2011 decepcionou, diz o CEO mundial da empresa, Muhtar Kent. (Págs. 1 e B6)

Bañuelos dá passo atrás no setor imobiliário
O empresário espanhol Enrique Bañuelos dá um passo atrás no setor da construção, que o projetou na Espanha e no Brasil, depois de duas ações bem-sucedidas no mercado imobiliário brasileiro – a compra e união de três incorporadoras brasileiras na Agre e a venda da companhia para a PDG. Seis meses depois de criada, a Veremonte Real Estate foi praticamente desmontada.
O Valor apurou que cerca de dez profissionais deixaram a empresa, inclusive o presidente, Luis Fernando Davantel. Ficaram cinco pessoas no negócio, além dos que dividem função entre a área imobiliária e a holding Veremonte, como o diretor financeiro. (Págs. 1 e B7)

Negociação de acordo entre portos
O porto gaúcho de Rio Grande negocia acordos de cooperação operacional com os terminais de Montevidéu e Buenos Aires. Segundo o superintendente de Rio Grande, Dirceu Lopes, como o canal de acesso ao terminal brasileiro é mais profundo do que a entrada do Rio da Prata, os navios que partem dos países vizinhos com carga incompleta podem ser preenchidos em Rio Grande e os que chegam podem ser descarregados parcialmente no porto gaúcho antes de seguir para Montevidéu e Buenos Aires. O presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários, Wilem Manteli, disse que é possível estimar uma redução de custos de frete de até 30% com a concentração das cargas. (Págs. 1 e B6)

Iniciante sofre para aplicar na bolsa
É muito difícil para o investidor iniciante aplicar em ações, como demonstrou uma experiência realizada pela empresa de planejamento estratégico de marcas CO.R Inovação, a pedido da própria BM&FBovespa. Cada pessoa do grupo escolhido – homens e mulheres de 25 a 35 anos das classes A e B – recebeu R$ 500 para fazer um teste em que eles enfrentaram dificuldades sérias em todas as cinco fases.
Os percalços incluíram a dificuldade de encontrar informações via internet e a constatação de que com R$ 500 não se consegue comprar um lote de ações. Com esse dinheiro, só é possível operar no mercado fracionário, o que levou o potencial investidor a acreditar que a bolsa, de fato, é para gigantes.(Págs. 1 e D1)

Vale surpreende mercado com lucro recorde de R$ 11,2 bi (Págs. 1 e D3)

Parada desde fevereiro, a centenária Buettner pede recuperação judicial (Págs. 1 e D9)

PPP na educação
A Prefeitura de Belo Horizonte acaba de lançar a primeira parceria público-privada na área de ensino no país. A iniciativa privada será responsável pela construção e gestão dos serviços não pedagógicos em 37 escolas. (Págs. 1 e A2)

Esforço prolongado
Em audiência pública no Congresso, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que a inflação já esta “sob controle”, mas que um ciclo mais longo de aumento da Selic é necessário para garantir que “a inflação em 2012 convergirá para o centro da meta”, (Págs. 1 e A3)

Privatização da TAP
O processo de privatização da companhia aérea portuguesa TAP, previsto para ter início após as eleições em Portugal, em 5 de junbo, vai inc1uir um pacote de sete empresas controladas por ela. A brasileira VEM, de manutenção de aeronaves, é uma delas. (Págs. 1 e B4)

Pressão das commodities
Em relatório, o Credit Suisse avalia que a alta nos preços das commodities agrícolas vai espremer as margens da indústria de alimentos, com aumento nos custos de produção entre 10% e 15%. (Págs. 1 e B6)

Docol amplia produção
A fabricante de metais sanitários Docol vai investir R$ 40 milhões nos próximos dois anos para ampliar em 50% a capacidade de produção de sua fábrica em Joinville (SC), principalmente nas áreas de usinagem e fundição. (Págs. 1 e B7)

STF reconhece união homossexual
O Supremo Tribunal Federal reconheceu ontem a possibilidade de união estável entre homossexuais, estendendo a esses casais os mesmos direitos dos heterossexuais. Votaram 10 dos 11 ministros, e a decisão foi unânime. (Págs. 1 e E1)

Ideias
Maria Cristina Fernandes
Contas do PT, divulgadas pela Justiça, ajudam a compreender decisões recentes do diretório nacional do partido. (Págs. 1 e A5)

Ideias
Diogo Castro e Silva
Crise portuguesa abre oportunidades para aquisições e internacionalização das empresas brasileiras. (Págs. 1 e A11)

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