Veículo brasileiro é dos mais caros do mundo Um carro na França custa menos do que no Brasil e mandar um ônibus produzido na...

Veículo brasileiro é dos mais caros do mundo
Um carro na França custa menos do que no Brasil e mandar um ônibus produzido na Suécia para mercados vizinhos, como o Chile, é mais barato do que exportar a partir do Brasil. Incompreensível à primeira vista, a situação começa a se tornar cada vez mais habitual na indústria automobilística.
O preço do modelo Logan no Brasil é o mais alto do mundo. Custa mais do que os produzidos na Argentina, Colômbia, Chile, França e Rússia. Em relação à Romênia, onde o carro da Renault foi concebido, a diferença passa de 80%. Os brasileiros pagam R$ 37,2 mil quando adicionados os equipamentos da versão europeia. O preço na Romênia, o mais baixo do mundo, equivale a R$ 20,5 mil. (Págs. 1 e B11)

BIS vê risco em fundo de investimento
O Banco Internacional de Compensações (BIS), espécie de banco central dos bancos centrais, deu um sinal de alerta sobre os fundos de investimentos conhecidos como ETFs (Exchange Traded Funds) pelo novo potencial de risco que alguns deles trazem para a estabilidade dos mercados financeiros.
Os ETFs – que são fundos de ações referenciados em índices, como o Ibovespa, ou algum índice setorial, como o imobiliário – representam uma pequena parcela do mercado de fundos, mas têm crescido de forma acelerada e alcançaram US$ 1,4 trilhão em ativos sob gestão este ano.
As autoridades fiscalizadoras identificaram riscos potenciais por causa de uma pequena mudança: com os juros em seus mais baixos níveis, os bancos se tornaram mais criativos sobre a estrutura dos ETFs na busca por rendimentos maiores. (Págs. 1 e C3)

Empresas aéreas abrem nova guerra tarifária
Passagens aéreas em dez parcelas de R$ 3,90, ou somente o trecho de ida por R$ 9,90. Nem em sites de grandes redes de varejo é possível encontrar prestações com valores tão baixos quanto as ofertas feitas por companhias como Gol, Webjet e até a TAM, que não costuma entrar nessas competições. A estratégia agressiva das empresas contrasta com a previsão do setor de que não haveria guerra tarifária neste ano, que seria de recomposição de margens, após as disputas travadas com passagens baratas em 2009 e 2010.
Segundo o diretor-comercial da Azul, Paulo Nascimento, as empresas compensam essas campanhas agressivas de preços elevando as tarifas no segmento corporativo, normalmente mais caras. Com isso, conseguem obter boas taxas de ocupação dos aviões. Na Azul, entre 10% e 15% dos assentos são destinados às promoções. Esse balanceamento entre tarifas mais e menos elevadas explica por que o preço das passagens acumula alta de 10% de janeiro a abril, segundo levantamento do Valor Data. No período, a inflação medida pelo IPCA foi de 3,2%. (Págs. 1 e B8)

Em defesa do BC
Gestor de US$ 10,7 bilhões, Will Landers, da BlackRock, defende a estratégia do BC no combate à inflação e diz que empresas brasileiras ainda estão baratas. (Págs. 1 e 28)

Sem dívidas, Projeto Jari quer expansão
Onze anos depois de assumir o polêmico Projeto Jari, na floresta amazônica, o empresário Sérgio Amoroso, do grupo Orsa, comemora a liquidação da dívida do empreendimento, que originalmente chegava a US$ 415 milhões. Hoje, o Jari, tocado pelo americano Daniel Ludwig na década de 60, produz 350 mil toneladas por ano de celulose branqueada de eucalipto e ocupa área de 1,365 milhão de hectares.
Os planos, agora, são de expansão do projeto, com a instalação de uma linha com capacidade para produção de 1,5 milhão de toneladas anuais de fibra. Conforme Amoroso, o Jari está arrumando a casa para receber um sócio estratégico ou captar recursos no mercado com uma oferta pública de ações. (Págs. 1 e B9)

Massa falida do Banco Santos vai receber só 8,4% dos créditos
Na melhor das hipóteses, a massa falida do Banco Santos receberá apenas 8,42% do total devido por ex-clientes que deixaram de quitar seus débitos após a intervenção no banco, em 2004. Esta é a avaliação da carteira de créditos da instituição, cobrados na Justiça por meio de centenas de ações judiciais. Segundo o relatório da Directa Avaliações, que fez o estudo, a carteira de contencioso do banco, em valores de novembro do ano passado, soma R$ 3,29 bilhões em cobranças judiciais. O ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, no entanto, contesta a avaliação. “Querem transformar R$ 3,5 bilhões em R$ 200 mil, isso é brincadeira”, disse ao Valor, em entrevista concedida na casa de um amigo, onde mora desde que foi despejado de sua mansão. (Págs. 1 e C8)

A gaivota que ajuda a criar automação
A companhia alemã Festo acaba de lançar o primeiro pássaro biônico. Similar a uma gaivota, o SmartBird é capaz de alçar voo do solo sem nenhum auxílio. A mesma tecnologia empregada no “pássaro” será usada no desenvolvimento de componentes industriais mais leves e econômicos, diz Henriette Wielandt, da Festo. Este não foi o primeiro animal biônico criado por eles. A companhia de automação industrial inspira-se em animais para desenvolver produtos. Desde 2007, lançou pinguins, medusas, raias e uma tromba de elefante. E a partir desses animais biônicos, foram desenvolvidos componentes e sistemas de automação, como eixos elétricos, sensores e sistemas de tratamento de ar comprimido. (Págs. 1 e B3)

Novo procurador vai tocar ‘mensalão’
Ao escolher o próximo procurador-geral da República, a presidente Dilma Rousseff estará indicando, também, o responsável pela condução final do processo do mensalão. Os candidatos da lista tríplice adotaram postura cautelosa quanto ao maior escândalo do governo Luiz Inácio Lula da Silva. “Não conheço o processo”, afirmou Rodrigo Janot. “Ainda não há o que endossar”, disse Ela Wiecko. “O mensalão é um processo que tramita com a máxima celeridade”, limitou-se a comentar Roberto Gurgel. (Págs. 1 e A12)

BIS cobra dos emergentes juros mais altos contra inflação nos ricos (Págs. 1 e A)

Trabalho e renda aumentam
A carga média do trabalhador brasileiro no primeiro trimestre aumentou para 40,3 horas semanais, a mais alta para o período nos últimos cinco anos, apoiada principalmente no maior número de horas extras. (Págs. 1 e A3)

Cabo de guerra no varejo
Concentração carda vez maior no varejo de móveis e produtos eletroeletrônicos, resultado de fusões recentes entre grandes cedes, aumenta a pressão e reduz margens de fornecedores. (Págs. 1 e B1)

Celulares desafiam cartões
Estudo do Credit Suisse aponta que o desenvolvimento de novas tecnologias para adoção dos smartphones como forma de pagamento deve elevar essas transações de US$ 78 bilhões no ano passado para US$ 618 bilhões até 2016. (Págs. 1 e B2)

Vipal e Tubozan desafiam líderes
Após oito meses de negociações, a Vipal, do Rio Grande do Sul, e a Tubozan, de Santa Catarina, uniram-se para criar a BRPlásticos. A nova empresa nasce como a terceira maior indústria do país no segmento de tubos e conexões para a construção. (Págs. 1 e B10)

ETH encerra ciclo inicial
Por muito tempo vista como “empresa-projeto”, a ETH Bioenergia emerge nesta safra entre as três maiores produtoras de etanol do país, com produção prevista de 1,6 bilhão de litros. O faturamento deve mais que dobrar, para cerca de R$ 2,2 bilhões. (Págs. 1 e B14)

Retração da renda fixa
A alta dos juros e da inflação trouxe incertezas que desestimularam as empresas a lançar debêntures e notas promissórias. Neste ano, até abril, as emissões recuaram 22,3% sobre igual período de 2010. (Págs. 1 e C2)

Hora da virada
Em queda de 7,05% no ano e patinando há meses ao redor dos 65 mil pontos, mesmo os analistas mais pessimistas acreditam que a bolsa está barata e que o momento é de compra. (Págs. 1 e D2)

Aquecimento nas teles
A demanda por executivos na área de telecomunicações neste ano deve aumentar cerca de 30% em comparação com o ano passado, segundo estimativas da Hays, consultoria global que atua no recrutamento de profissionais de alta e média gerencia. (Págs. 1 e D10)

Ideias
Renato Janine Ribeiro
O DEM pode até não acabar, mas está em crise porque não foi um partido liberal que apostasse nos empreendedores. (Págs. 1 e A6)

Ideias
Fábio Giambiagi
O maior desafio do Rio talvez seja o de evitar a maldição da abundância associada ao petróleo. (Págs. 1 e A11)

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