Tesouro quer limitar gastos com custeio administrativo O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, defendeu a fixação, em lei, de limite para a expansão...

Tesouro quer limitar gastos com custeio administrativo
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, defendeu a fixação, em lei, de limite para a expansão dos gastos com o custeio administrativo, que abrange passagens, diárias, material de escritório, terceirizações, reformas etc. Para ele, o crescimento dessas despesas deveria ser limitado em 2,5%, em relação ao ano anterior, mais a inflação. Esse é o critério previsto no projeto de lei em tramitação na Câmara para a expansão da folha de pessoal. Segundo Augustin, o teto para custeio administrativo poderia ser incluído no mesmo projeto. “Essa não é uma discussão especificamente do Executivo”, disse ao Valor. “É também do Congresso e da sociedade, é um debate estratégico e de longo prazo”.
Independentemente do projeto, o secretário disse que o governo trabalha para que, a partir deste ano, o gasto de custeio cresça menos do que a variação nominal do PIB. “Teremos uma trajetória de crescimento no ano abaixo do PIB nominal para as despesas de custeio e acima do PIB nominal para as despesas de investimento”, afirmou. (Págs. 1 e A12)

Suspeitas de triangulação chinesa na AL
O crescimento expressivo de importações de produtos submetidos a sobretaxas antidumping, provenientes do Uruguai e do Paraguai, começa a levantar suspeitas entre empresários brasileiros sobre a existência de um novo esquema de triangulação para a entrada de produtos chineses no mercado brasileiro. Entre os itens que chamam mais a atenção estão cobertores, tecidos de malha, pneus e partes de calçados. Um dos exemplos é a venda de cobertores do Uruguai, que nos quatro primeiros meses de 2011 aumentou seis vezes em relação ao mesmo período do ano passado. (Págs. 1 e A3)

Bovespa cai 6,76% no ano apesar das commodities
Apesar dos bons resultados das empresas, da perspectiva de continuidade do crescimento do país e da alta das commodities, o Índice Bovespa acumula queda de 6,76% no ano. Ao mesmo tempo, na bolsa americana, o índice Standard & Poor’s 500 sobe 7,05%. E mesmo em relação aos países emergentes a bolsa brasileira perde, como mostra o índice MSCI Emergentes, com alta de 0,96%.
Fatores locais impediram que as commodities puxassem o Ibovespa. Apesar da alta do petróleo tipo Brent, de 21,85% no ano, as ações preferenciais da Petrobras caem 8,92%. A Vale, com toda alta do minério de ferro, cai 6,55% no ano. Em ambos os casos, a interferência do governo nas companhias é apontada como explicação para a queda. Ao mesmo tempo, surgiram dúvidas sobre a eficácia do governo no combate à inflação e problemas na Europa. Hoje, a bolsa é considerada barata pela maioria dos analistas. (Págs. 1, D1, D2 e D4)

Foto legenda: Mais atendimento
A Beneficência Portuguesa, dirigida por Rubens de Moraes, planeja a construção de uma nova torre no São José – hospital premium criado em 2007 para que sua receita ajude a cobrir as despesas da própria Beneficência. “O repasse do governo é insuficiente”, diz Moraes. (Págs. 1 e B4)

Justiça pune discriminação estética
A Justiça do Trabalho tem sido cada vez mais chamada a decidir se as companhias podem interferir na aparência de seus empregados. O Judiciário entende que elas podem ter manuais de conduta e que o descumprimento dessas orientações pode justificar demissões. No entanto, empresas que impõem exigências consideradas descabidas têm sido condenadas a pagar indenizações por “discriminação estética”.
O Bradesco, por exemplo, deverá pagar R$ 100 mil por danos morais à coletividade dos trabalhadores por proibir o uso de barba a seus funcionários. A decisão, da 7ª Vara do Trabalho de Salvador, determinou ainda a retirada da norma do manual da empresa. Em outro caso, uma vendedora da C&A obteve indenização de R$ 30 mil no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Ela afirma que foi demitida por ser considerada “feia e velha” para os padrões estéticos da empresa. O TST, porém, considerou legal a demissão de um funcionário do supermercado Atacadão que usava piercing. As normas da empresa proíbem o acessório. (Pàgs. 1 e D11)

Parecer impõe condições à criação da BRF
A Procuradoria do Cade concluiu um parecer favorável à compra da Sadia pela Perdigão, mas com importantes restrições. Segundo o documento, que servirá de base para o julgamento final do negócio, a BR Foods deve vender marcas e fábricas para permitir que uma concorrente tenha condições reais de competir com Sadia e Perdigão.
No texto, que não especifica marcas ou fábricas a serem vendidas, o procurador-geral do órgão antitruste, Gilvando Araújo, diz que caso a empresa não concorde com as medidas que facilitariam a concorrência, “impõe-se a reprovação da operação”. Nos mercados de peru temperado congelado, chester e tender a concentração entre a Sadia e Perdigão atinge de 80% a 90%. Em carnes processadas para consumo a frio o domínio seria de 90% a 100%. (Págs. 1 e D11)

Oposição definha na Argentina e Cristina caminha à reeleição (Págs. 1 e A9)

UE quer restringir preferências
A União Europeia anuncia hoje seu plano para redução de preferências tarifárias de 171 para 80 países, entre eles o Brasil. O benefício atinge cerca de 12% das exportações brasileiras para o bloco. (Págs. 1 e A3)

Ação preventiva
Os conflitos trabalhistas que paralisaram as obras das hidrelétricas do Madeira levaram as grandes construtoras a adotar critérios mais rígidos de subcontratação de empreiteiras. (Págs. 1 e B10)

Unigel constrói fábrica
A Unigel anuncia hoje a construção de uma fábrica de ABS, no Guarujá (SP), com investimento de R$ 70 milhões. A nova unidade terá uma capacidade de 90 mil toneladas por ano da resina, usada na produção de autopeças e eletrodomésticos. (Págs. 1 e B11)

Eólicas atrasadas
Um terço dos empreendimentos eólicos, já com outorga de concessão, está com o cronograma atrasado, segundo relatório de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). (Págs. 1 e B11)

Colheita avança e álcool cai
A aceleração da colheita de cana no Centro-Sul, beneficiada pelo clima mais seco, ajudou a derrubar os preços do álcool. Nas usinas paulistas, o anidro, misturado à gasolina, foi negociado a R$ 1,88 o litro, baixa de 31% em relação ao recorde de abril. (Págs. 1 e B13)

Mellita aumenta produção
A multinacional de origem alemã Melitta vai investir R$ 58 milhões no Brasil neste ano. A capacidade de produção de café na fábrica de Avaré (SP) vai aumentar 30% e na unidade de papéis e acessórios, em Guaíba (RS), 10%, diz Bernardo Wolfson, presidente no país. (Págs. 1 e B14)

Coteminas estreia no campo
Coteminas, Agrícola Estreito e GFN Agrícola unem-se para criar a Cantagalo General Grains e a subsidiária de comercialização CGG Trading. A empresa nasce com 151 mil hectares de terras próprias no Mato Grosso, Goiás, Minas e Piauí. (Págs. 1 e B14)

Ideias
Delfim Netto
EUA estão longe de ter achado uma política econômica que reanime seu crescimento sem elevar o endividamento. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Luis Eduardo Assis
A grande mudança na política econômica parece ser a disposição de correr riscos maiores em relação à inflação. (Págs. 1 e A10)

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