Serviços indexados puxam inflação A inflação dos serviços subiu 8,6% em 12 meses até abril, puxada com mais força pelos itens em que há...

Serviços indexados puxam inflação
A inflação dos serviços subiu 8,6% em 12 meses até abril, puxada com mais força pelos itens em que há maior peso da indexação – tanto aos índices de preços passados quanto ao salário mínimo. O grupo formado por aluguel, condomínio, empregado doméstico, mão de obra (ligado à habitação) e educação avançou 9,3% no período, segundo cálculos da Quest Investimentos com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Já os serviços mais influenciados pela demanda aumentaram menos. Na mesma base de comparação, a variação desse grupo, que inclui itens como médico, dentista, cabeleireiro, conserto de automóvel, ingressos, hotel e TV a cabo, foi de 7,3%. Hoje, os serviços são a principal fonte de pressão sobre o IPCA.
A alta de alguns itens indexados supera dois dígitos nos últimos 12 meses. Empregado doméstico, por exemplo, aumentou 10,3% e mão de obra, 11,1%. Os dois são fortemente influenciados pelo salário mínimo, explica o economista Fábio Ramos, da Quest. Em 2010, o piso salarial teve alta nominal de 9,7%, 5,9% acima da inflação. Neste ano, o aumento foi de 6,7% nominais, ou 0,4% real, mas em 12 meses ainda há influência considerável do reajuste de 2010. (Págs. 1 e A3)

Governo abre processo contra a BR Distribuidora
O Ministério da Justiça decidiu abrir processo contra a BR Distribuidora por causa dos sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis no Distrito Federal. O processo deverá ser o primeiro de uma ofensiva dos órgãos antitruste do governo por mais concorrência na formação dos preços da gasolina.
A abertura de investigação contra a BR (distribuidora da Petrobras), publicada no “Diário Oficial” de hoje, é considerada paradigmática, pois o Cade e a Secretaria do Direito Econômico investigam os aumentos há mais de dez anos e nunca chegaram a uma condenação. Durante esse período, as investigações sempre se deram sobre a rede de postos que lidera o mercado no Distrito Federal. Agora, em vez de processar a rede do varejo, a SDE concluiu que a BR Distribuidora tem responsabilidade nos aumentos. Isso porque a estatal negocia contratos em condições favoráveis à Gasol. (Págs. 1 e A4)

BRF rejeita vender marcas líderes
Nas negociações com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a compra da Sadia pela Perdigão, a BRF – Brasil Foods informou que não aceita se desfazer de uma das duas marcas, pois representam a essência da fusão. Mas está disposta a negociar marcas menores, como Rezende ou Wilson.
Pelo lado do Cade, a principal preocupação é com a nova classe C, força motriz da atual fase de crescimento do país, como lembram integrantes do órgão. Para eles, a classe C poderá ser prejudicada com a redução da concorrência entre Sadia e Perdigão, já que a união entre elas concentrará mais de 70% das vendas em diversos itens consumidos por essas famílias. Para a Brasil Foods, a nova classe média não será prejudicada, porque a aumento da eficiência decorrente da fusão propiciará redução de preços. (Págs. 1 e D3)

Brasileiros compram 2º banco nos EUA
Menos de um ano e meio depois de ter comprado um pequeno banco na Flórida (EUA), um grupo de investidores liderados por brasileiros está prestes a fechar sua segunda aquisição. Os sócios da Artesia Gestão de Recursos, donos da Metalfrio e da varejista Le Lis Blanc, devem receber em breve a autorização das autoridades americanas para a compra do First Community Bank of America. A instituição será fundida com o Community Bank and Company, adquirido em dezembro de 2009, criando um novo banco com ativos de US$ 700 milhões, depósitos de US$ 552 milhões e 17 agências na região da baía de Tampa, na Flórida. Será bem maior do que o EuroBank, comprado há três semanas pelo Banco do Brasil, por US$ 6 milhões. (Págs. 1, C1 e C3)

Cresce papel do Novo Mercado no índice da bolsa
Pouco mais de dez anos após sua criação, as companhias do Novo Mercado ocupam hoje um bom espaço do Índice Bovespa: são 31 das 64 empresas que compõem o indicador. É um reflexo da preferência dos investidores por empresas com maior nível de governança e uma mostra da carência histórica do mercado local por novos ativos. As empresas do Novo Mercado respondem por 38% do peso da carteira teórica. Em 2007, ano de maior atividade do mercado, eram 14 empresas, que somavam 12,5% de participação no índice. (Págs. 1 e D1)

Capela do Socorro, onde o DEM ainda domina
Alexandre Leite, de 21 anos, foi eleito deputado federal no ano passado. Seu irmão, Milton Leite Filho, também ganhou o segundo mandato na Assembleia de São Paulo. Os dois jovens deputados são filhos do vereador Milton Leite, que fez de Capela do Socorro, bairro paulistano da zona sul, um reduto onde o DEM reina soberano, mesmo após a criação do PSD do prefeito Gilberto Kassab.
Pouco conhecido fora da região sul da capital paulista, Leite é sócio de cinco empresas de construção e planejamento. O crescimento da votação na família é proporcional ao investimento nas obras de um programa municipal na região da Capela do Socorro, ex-reduto petista onde outra dinastia, a família Tatto, reinava até a eleição municipal passada. O programa, denominado Mananciais, dá casas a famílias removidas de áreas próximas às represas Guarapiranga e Billings. (Págs. 1 e A16)

Mudanças societárias na Taurus
A fabricante de armamentos Forjas Taurus fechou acordo com os minoritários para promover uma ampla reestruturação societária que prevê a incorporação, pela companhia, da dívida financeira de R$ 165 milhões da holding. Em contrapartida, o controlador, Luis Fernando Costa Estima, vai transferir aos demais sócios mais da metade de suas ações ordinárias e deixará a presidência-executiva. A empresa também vai aderir ao Nível 2 da BM&FBovespa e adotará medidas adicionais de governança corporativa. Além de Estima, cuja participação nas ações ordinárias passará a 43,8%, os dois principais acionistas são o banco Geração Futuro e a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil. (Págs. 1 e D11)

Aneel recusa prorrogar concessão da usina de Xingó à Chesf (Págs. 1 e B9)

Cana ganha espaço nos negócios da BrasilAgro (Págs. 1 e B16)

Hidrelétricas na Patagônia
A construção de cinco hidrelétricas na Patagônia chilena, com capacidade para gerar 2,75 gigawatts, equivalente a 35% da demanda atual do país, enfrenta protestos de ambientalistas e partidos de oposição. (Págs. 1 e Al3)

Chávez e as Farc
Relatório do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, com base em dados obtidos em computador apreendido com líder das Farc, diz que Hugo Chávez ofereceu ajuda à guerrilha colombiana. (Págs. 1 e A13)

Celular em prisão preocupa os EUA
A exemplo do Brasil, o governo americano também busca alternativas tecnológicas para impedir o uso de celulares por presidiários. Só na Califórnia, mais de 10 mil telefones foram apreendidos com detentos no ano passado. (Págs. 1 e B4)

Gigante cervejeira
O setor cervejeiro acumula US$ 142 bilhões em fusões e aquisições nos últimos cinco anos, mas analistas acreditam que o grande negócio ainda está por vir: a compra da SAB-Miller pela Anheuser-Busch InBev, que passaria a ter um terço do mercado mundial. (Págs. 1 e B8)

Máquinas argentinas no Brasil
Atraídas pelo crescimento do agronegócio no Brasil, fabricantes argentinos de máquinas e equipamentos agrícolas como Metalfor, Ombú e Du Maire instalam novas unidades e expandem suas operações no país. (Págs. 1 e B14)

SP eleva aposta no café
O café voltou a ser uma cultura atraente para os agricultores paulistas. Com a forte valorização dos preços, cafeicultores do Estado voltaram a apostar na atividade e vão destinar neste ano 13,7 mil hectares para formação de novos cafezais. (Págs. 1 e B16)

Educação executiva avança na AL
O ranking do “Financial Times” das melhores escolas de negócios do mundo mostra avanço das instituições latino-americanas, com 11 listadas. A Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais, ficou na terceira posição em cursos customizados. (Págs. 1 e D12)

Ideias
Cristiano Romero
Pela primeira vez em nove anos, oferta de crédito pelo BNDES deve cair em relação ao exercício anterior. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Wilen Manteli
Em vez de estimular os investimentos na infraestrutura portuária, o governo prefere tributar e onerar os empreendedores. (Págs. 1 e A10)

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