‘Tolerância’ provoca perda de mercado na Argentina O Brasil perdeu espaço na Argentina para mercadorias de outros países em 22 de 24 setores industriais...

‘Tolerância’ provoca perda de mercado na Argentina
O Brasil perdeu espaço na Argentina para mercadorias de outros países em 22 de 24 setores industriais e agrícolas entre os anos de 2003 e 2010. As vendas de produtos brasileiros se multiplicaram por quatro, mas caíram como proporção do total importado pelo mercado argentino. Ou seja, fornecedores de fora do Mercosul avançaram em território antes dominado por exportadores brasileiros e se tornaram os principais beneficiados pela explosão de consumo que a Argentina viveu no período, com crescimento médio da economia superior a 7% ao ano.
Isso é o que mostra estudo feito, a pedido do Valor, pela consultoria portenha Abeceb. As exportações saltaram de US$ 4,5 bilhões para US$ 18,5 bilhões nos últimos oito anos. Mas dos 24 setores pesquisados, só o de autopeças ampliou participação no mercado, enquanto o de papel manteve a mesma fatia de 2003. Nos demais, houve queda. As maiores reduções foram nos setores de calçados, têxteis e vestuário, materiais de transporte e bens de informática e de tecnologia.(Págs. 1 e A4)

G-20 define pacote sobre commodities
Começa a tomar corpo o documento que os ministros de agricultura do G-20 deverão anunciar durante seu encontro, nos dias 22 e 23 de junho, em Paris. Ele conterá um conjunto de medidas para aumentar a produção e reduzir a forte volatilidade dos preços dos alimentos, que tem causado turbulências políticas em vários países.
O pacote inclui a criação de um Sistema de Informação dos Mercados Financeiros (AMIS, na sigla em inglês), com sistemas de alerta e de um grupo de resposta rápida a ser acionado em épocas de crise, para tentar frear a volatilidade. (Págs. 1 e B12)

Telebrás assume rede de fibra óptica da Petrobras
A Telebrás assinou acordo definitivo com a Petrobras para utilizar a malha de fibra óptica da petroleira no Plano Nacional de Banda Larga para a região Sudeste. A cobertura dessa malha, que percorre os gasodutos da estatal, alcança São Paulo, Rio, Brasília e Belo Horizonte. Outros dois acordos deverão ser assinados em breve para o Nordeste e o Sul.
No Sudeste, o potencial de municípios que poderão ser atendidos é de 700 cidades localizadas a até 100 quilômetros da rede da Petrobras. A Telebrás terá de pagar mensalmente à petroleira R$ 94,9 por quilômetro e par de fibras utilizadas. O preço total do pacote, no entanto, está em aberto. A Telebrás analisa a possibilidade de prestar serviços de telecomunicações à Petrobras. Em contrapartida, a estatal do petróleo reduziria o valor cobrado pelo uso de sua rede de internet. Segundo o contrato, a Telebrás tem carência de seis meses para começar a pagar a fatura. (Págs. 1 e B3)

Foto legenda: Novo desenho
Hans Wijers, CEO mundial da companhia holandesa AkzoNobel, fabricante das tintas Coral, mira receita de R$ 4 bilhões e anuncia “redesenho” do comando da empresa no país. (Págs. 1 e B9)

TST aceita pela 1ª vez redução de salários
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) aceitou a ampliação de jornada de um trabalhador dos Correios que não teve, em contrapartida, aumento salarial. Os ministros entenderam que o princípio da proteção do emprego deveria prevalecer. Com o fim da função de operador telegráfico, o trabalhador passou a atuar como atendente comercial. Sua jornada diária passou de seis para oito horas, sem reajuste salarial. A decisão do TST, a primeira nesse sentido, também abre precedente para que empresas possam justificar redução salarial em situações especiais, como de crise financeira. (Págs. 1 e E1)

CVM vê desvios em 87% das propostas para assembleias
Levantamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) identificou
“desvios” em 87% das propostas que as empresas com ações listadas em bolsa enviaram para as assembleias gerais ordinárias de acionistas.
Esses documentos devem conter informações para que os investidores possam votar temas relevantes, como as contas do ano anterior, a proposta de destinação do lucro, remuneração dos administradores, eleição de conselheiros de administração e o orçamento de capital.
A análise foi feita com 72 companhias listadas, seguindo o modelo de supervisão baseada em risco da autarquia, que privilegia a fiscalização de empresas mais relevantes e sensíveis para o mercado. Embora com bases e pontos de observação diferentes, o índice de 87% é exatamente o mesmo verificado no ano passado, primeiro ano em que as informações passaram a ser exigidas. As correções são mais frequentes nos itens que tratam de remuneração e nos comentários dos diretores sobre a empresa. (Págs. 1 e D1)

EMS e Medley brigam por liderança
Depois de ocupar desde 2007 a liderança da indústria farmacêutica, a EMS Pharma viu seu reinado acabar em março, quando foi ultrapassada em vendas pela Medley, do grupo francês Sanofi-Aventis. Em abril, porém, a EMS Pharma já teria retomado a liderança.
Na realidade, a disputa está aquecida no setor e a distância entre as líderes é pequena. Números obtidos pelo Valor mostram que a Medley encerrou março com 7,4% do mercado e faturou R$ 262,2 milhões, em comparação com 7,1% da EMS Pharma, que faturou R$ 250,6 milhões no período. (Págs. 1 e B1)

Diretor do FMI, Strauss-Kahn, é acusado de crime sexual (Págs. 1 e A11)

OS EUA devem atingir hoje seu limite de endividamento (Págs. 1 e A10)

Começa julgamento da disputa por dividendos de Steinbruch com ex-diretor da CSN (Págs. 1 e B10)

PC Chinês reaquece os músculos
Após um breve período de maior tolerância, o Partido Comunista Chinês reorganiza o Estado policial no país em seu pior ataque à liberdade de expressão e ao ativismo político pacífico em mais de uma década. (Págs. 1 e Al4)

Tributos não afastam mineradoras
Líder global de mineração da PriceWaterhouseCoopers, Tim Goldsmith não acredita que as discussões sobre um novo marco regulatório para a atividade no Brasil vão afastar os investidores. “Os tributos são uma coisa que se olha, mas o mais importante, francamente, é a geologia”. (Págs. 1 e B9)

Máquinas a todo o vapor
Aquecimento nos setores de infraestrutura e mineração leva a Tracbel, uma das maiores distribuidoras de máquinas e equipamentos pesados do país, a ampliar investimentos e projetar receita recorde de até R$ 1 bilhão neste ano. (Págs. 1 e B10)

Banco privado avança no campo
Distantes do campo até o fim dos anos 90, os bancos privados ampliaram sua participação nos financiamentos concedidos a produtores e cooperativas rurais na década passada. No ano passado, já representaram 38,8% do crédito total ao setor. (Págs. 1 e B12)

Surra injustificada
O receio de que a alta dos juros e as medidas macroprudenciais adotadas pelo governo para controlar a inflação afetem o crédito prejudicou as ações de bancos e construtoras, mas analistas acreditam que as quedas podem ter sido exageradas. (Págs. 1 e D2)

IBM reúne ‘tropa de elite’ no Brasil
A oportunidade de fazer parte da equipe do novo laboratório de pesquisas da IBM no Brasil está atraindo tanto acadêmicos como Ph.D. e especialistas com pós-doutorado no Brasil e no exterior. O grupo poderá reunir cem pessoas em cinco anos. (Págs. 1 e D10)

Ideias
Renato Janine Ribeiro
A ideia de que com novos Estados as regiões mais pobres se desenvolverão é uma grande falácia. (Págs. 1 e A8)

Ideias
Álvaro J. Cabrini Jr.
O Brasil deve assumir um papel de liderança e de relação ganha-ganha com os vizinhos sul-americanos. (Págs. 1 e A12)

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