Palocci: tropa de choque do Planalto barra investigação Comissões da Câmara são paralisadas e convocação é rejeitada em plenário O governo jogou pesado ontem...

Palocci: tropa de choque do Planalto barra investigação
Comissões da Câmara são paralisadas e convocação é rejeitada em plenário

O governo jogou pesado ontem para evitar a convocação do ministro Antonio Palocci, chefe da Casa Civil, para depor na Câmara sobre a multiplicação de seu patrimônio. De manhã, paralisou o trabalho da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para impedir que ela votasse os requerimentos da oposição. Outras comissões da Câmara cancelaram suas sessões. Em protesto, o líder do PPS, Rubens Bueno, espalhou cartazes nas salas com a inscrição “Blindagem do Palocci”. À tarde, a base aliada conseguiu derrubar em plenário, por 266 votos a 73, o requerimento de convocação do ministro. “É golpe no Parlamento”, protestou o líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto. “Pior para eles, pois Palocci continuará em evidência.” O líder do governo, Candido Vaccarezza (PT), rebateu: “A oposição declarou guerra e entrou num caminho perigoso.” A crise amplia a fragilidade da articulação política do governo Dilma Rousseff. (Págs. 1, 3 a 9, Merval Pereira e editorial “Normas para Palocci e Brasília”)

As outras consultorias
Outros cinco ministros têm empresas de consultoria que, segundo a Receita, estão ativas: José Eduardo Cardozo (Justiça), Fernando Bezerra (Integração Nacional), Moreira Franco (Assuntos Estratégicos), Leônidas Cristino (Portos) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento). A Comissão de Ética Publica não se pronunciou sobre o caso deles. (Págs. 1 e 4)

Desmate cresceu 27% na Amazônia
Ministra diz que é assustadora a devastação em Mato Grosso e anuncia gabinete de crise

Dados do sistema de monitoramento por satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que 1.848 quilômetros quadrados de floresta foram derrubados entre agosto de 2010 e abril deste ano nos estados da Amazônia Legal. A devastação teve um aumento de aproximadamente 27% e assustou o governo. Durante a divulgação dos dados, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, classificou como atípica a situação de Mato Grosso, onde houve a maior destruição e anunciou a criação de um gabinete de crise. Ela disse ainda que o governo vai “sufocar os crimes ambientais”. (Págs. 1 e 12)

Estados pressionam para evitar reforma
A tentativa do governo federal de fazer uma minirreforma tributária para dar competitividade à indústria e aumentar exportações esbarrou ontem numa lista de exigências dos governadores. Em reunião com o ministro Guido Mantega, eles querem renegociação de dívidas estaduais e mais repasses de verbas para abrir mão de receita. (Págs. 1 e 21)

França protege privacidade de diretor do FMI
A mídia francesa manteve a cultura de preservar a intimidade de figuras públicas, apesar do caso Dominique Strauss-Kahn. Uma pesquisa revelou que 57% da população acreditam que o diretor do FMI está sendo vítima de um complô. (Págs. 1 e 30)

Cora Rónai
Estou de acordo com os franceses. Também acho que o diretor do FMI é vítima de uma conspiração. (Págs. 1 e Segundo Caderno)

Rio treinará guardas para lidar com gays
Os novos guardas municipais serão treinados para receber turistas gays, que, segundo a Riotur, representam 25% dos visitantes do Rio. A medida faz parte do pacote anti-homofobia lançado pelo prefeito Eduardo Paes. (Págs. 1 e 20)

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