Exportadores ajudam a inundar país com dólares Os juros altos e a baixa volatilidade da taxa de câmbio voltaram a atrair fluxos pesados de...

Exportadores ajudam a inundar país com dólares
Os juros altos e a baixa volatilidade da taxa de câmbio voltaram a atrair fluxos pesados de capitais para o Brasil, na contramão das expectativas do governo. Segundo dados do Banco Central, nas duas primeiras semanas de maio a entrada líquida de divisas totalizou US$ 8,8 bilhões. Em abril, os exportadores tomaram o maior volume de crédito (US$ 5,309 bilhões) desde 1996.
Grandes exportadores aproveitaram a oportunidade para obter ganhos maiores com a diferença entre os juros internos e externos em transações de arbitragem. Em maio, o mesmo se repetiu. Os bancos também saíram correndo atrás dessa janela e, por isso, o fluxo cambial líquido cresceu rapidamente, depois de atingir em abril saldo de pouco mais de US$ 1,5 bilhão.(Págs. 1 e C1)

Câmara deve rejeitar limite para salário
O projeto de lei complementar que limita o aumento dos gastos com pessoal em 2,5% ao ano (além da correção da inflação) está prestes a ser rejeitado pela Câmara dos Deputados. No ano passado, a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público rejeitou, por unanimidade, a proposta. Agora, o relator da matéria na Comissão de Finanças e Tributação, deputado Pepe Vargas (PT-RS), disse ao Valor que dará parecer contrário ao projeto.
A decisão frustra os planos do governo de conter os gastos com pessoal. “O governo não tem nada a ganhar com isso”, afirmou Vargas. “Não ouvi a presidente Dilma dizer que esse projeto é importante”. A limitação das despesas com servidores foi defendida pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. (Págs. 1 e A2)

BNDESPar será o maior acionista isolado da JBS
A troca da dívida de R$ 3,5 bilhões em debêntures da JBS por ações, que serão subscritas pela BNDESPar, terá duas consequências societárias para a companhia. A família Batista, fundadora, perderá a maioria absoluta do capital e deixará de ser a maior acionista isolada do negócio, posição que passa a ser da BNDESPar. Apesar disso, os fundadores manterão o controle da empresa, por conta do acordo de acionistas com a família Bertin.
A holding controladora, FB Participações, será diluída de 54,5% para 47% com o aumento de capital para absorver as debêntures. Esses papéis foram emitidos no fim de 2009 para financiar a aquisição da Pilgrim’s. São títulos de dívida conversíveis em papéis da subsidiária JBS USA. Contudo, a empresa ainda não tem o capital aberto, porque a JBS não encontrou um momento adequado de mercado para fazer a oferta inicial da subsidiária. Por conta disso, já pagou multa de R$ 522 milhões ao BNDES. (Págs. 1 e D5)

PMDB forma coligação de 18 partidos para reeleger Paes
O PMDB articula coligação de 18 partidos para reeleger, em 2012, o prefeito Eduardo Paes. A operação, a cargo do presidente estadual do partido, Jorge Picciani, tenta atrair para a base governista o PPS e setores do PSDB, bem como Índio da Costa, ex-deputado tucano, hoje no PSD. O plano é fazer da presidente do Flamengo, Patrícia Amorim (PSDB), candidata a vice na chapa de Paes. O movimento reduz a oposição no Estado a duas siglas: DEM e PSOL. O ex-prefeito César Maia (DEM) se mostra resignado. “Com o FHC foi assim. Com Marcelo Alencar e Garotinho, idem. É a ‘desideologização’ da política. Quem ganha atrai todos, ou quase, para o poder.” (Págs. 1 e A10)

Sem peças do Japão, Honda faz demissões
Há tempos não se ouvia falar em demissões na indústria automobilística. A Honda anunciou ontem que vai dispensar 12% de seus empregados, o que equivale a 400 postos de trabalho. A linha de montagem brasileira foi castigada porque depende da importação de componentes fabricados no Japão. O desabastecimento de peças obrigará a empresa a reduzir o ritmo de três para dois turnos e cortar pela metade a produção diária de 600 unidades. A tragédia no Japão agravou os problemas da Honda, que já vinha perdendo participação no mercado, afetada pela valorização do real e a entrada de automóveis importados. (Págs. 1 e B9)

Golpes digitais se tornam cada vez mais sofisticados
Depois de mudar a vida de empresas e consumidores, a convergência digital está alterando o “modus operandi” de outro grupo – os criminosos. Gangues que se identificam por nomes como CyberNetSky e FullNetWork tramam golpes cada vez mais sofisticados. Essas práticas começam na web, mas avançam para vários aspectos da vida off-line das vítimas.
Os bandidos cruzam informações roubadas de diversas fontes e criam dossiês digitais, trocando informações em fóruns de criminosos, protegidos por softwares de encriptação. (Págs. 1, B1 e B2)

Enfraquecido, Palocci cede a ruralistas
A bancada ruralista aproveitou a situação de fragilidade política do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para arrancar do governo um acordo para votação do Código Florestal. Palocci, que vinha comandando o tema com “mão de ferro” nos bastidores, foi obrigado a recuar em algumas imposições e ceder aos ruralistas, a maior parte deles integrante da coalizão governista na Câmara. A votação está marcada para a próxima terça-feira. Por 266 votos a favor e 72 contra, a Câmara derrubou os requerimentos de convocação do ministro. (Págs. 1 e A6)

Banco Central cria Comitê de Estabilidade Financeira (Págs. 1 e C5)

Informatização de processos ainda é lenta em tribunais (Págs. 1 e E1)

Angeloni mira interior do Paraná
Nona maior rede de supermercados do país, a Angeloni, com 22 lojas em Santa Catarina e duas em Curitiba, prepara sua expansão a outras praças paranaenses ainda neste ano, com novas unidades em Maringá e Londrina, diz o presidente José Augusto Fretta. (Págs. 1 e B3)

Construção em alta
Estudo da consultoria global Roland Berger mostra que a indústria brasileira da construção – incluindo obras civis e infraestrutura – é a segunda, no mundo, com maior potencial de investimentos, atrás da Ásia. (Págs. 1 e B9)

Cimed tenta recuperar terreno
Depois de chegar atrasado no concorrido mercado de genéricos, o grupo farmacêutico Cimed investe na diversificação do portfólio e na verticalização da produção para fazer frente à competição e à consolidação do setor. (Págs. 1 e B10)

Usinas negociam fusão
Os grupos Pioneiros Bioenergia e Santa Adélia estão em negociações avançadas para fundir suas operações, que somam três usinas. A fusão se dará por troca de ações e a Pioneiros deve ficar com 20% da Santa Adélia. (Págs. 1 e B13)

Rio articula polo financeiro
Secretaria Municipal de Fazenda do Rio de Janeiro articula os agentes do mercado carioca para tentar revitalizar um polo financeiro na cidade a partir de segmentos ainda não consolidados em São Paulo, como o Bovespa Mais. (Págs. 1, D1 e D4)

Avanço dos fundos Imobiliários
Os fundos de investimentos imobiliários devem bater a marca de R$ 1 bilhão em volume de negociações na bolsa de valores até o fim deste ano. Até abril, a total negociado alcançava os R$ 230 milhões, ante R$ 379 milhões em todo o ano passado. (Págs. 1 e D2)

‘Elitização’ da Indústria de fundos
Pesquisa do Ibope Inteligência mostra que, nos últimos sete anos, o número de aplicadores em fundos de investimento diminuiu entre as famílias com renda mensal inferior a R$ 9,6 mil. (Págs. 1 e D3)

Ideias
Fernando de Aquino Fonseca Neto
Se o objetivo é maximizar o bem-estar, o melhor é ajustar a demanda agregada aos níveis de utilização da capacidade. (Págs. 1 e A12)

Ideias
Maria Clara R. M. do Prado
Desigualdades da UE conseguem conviver em uma zona de livre comércio, mas não resistem a uma unificação monetária. (Págs. 1 e A13)

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